Metrô de SP seleciona empresa para anteprojeto funcional da Linha 20-Rosa

Publicado em: 22 de julho de 2020

A nova linha deve ligar a região da Lapa na capital ao ABC em Santo André

ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA

O Metrô de São Paulo recebeu nesta terça-feira, 21 de julho de 2020, as propostas para selecionar a empresa responsável pelo anteprojeto de engenharia, projeto funcional e estudo de impactos ambientais da futura Linha 20-Rosa do Metrô, que ligará o bairro da Lapa, na cidade de São Paulo, até Santo André, no ABC Paulista.

O selecionado para executar o projeto foi o “CONSÓRCIO GPO-GEOCOMPANY-GEOTEC (GPO SISTRAN ENGENHARIA LTDA; GEOCOMPANY TECNOLOGIA ENGENHARIA E MEIO AMBIENTE LTDA e GEOTEC CONSULTORIA AMBIENTAL LTDA”, como definido pelo edital.

O Consórcio ofertou o menor valor pelo trabalho, R$ 5.315.227,80.


As empresas do consórcio vencedor têm o prazo de 36 meses para executar os serviços contratados, um dos primeiros passados da linha, antes de iniciar de fato as obras civis.

SOBRE A LINHA 20-ROSA

JUSTIFICATIVA

De acordo com o documento do Metrô de SP, a Linha 20 – Rosa tem como principais funcionalidades:

a) conectar as linhas radiais da rede de transporte coletivo estrutural, bem como corredores viários relevantes, presentes nos setores sudeste, sul, sudoeste e oeste da Região Metropolitana de São Paulo;

b) interligar as centralidades da Lapa, Pinheiros, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Moema, Cursino, Rudge Ramos e Santo André, para facilitar o acesso dos passageiros a essas regiões, atualmente concentradoras de grande quantidade de empregos;

c) possibilitar a distribuição de passageiros pela rede, sem a necessidade de deslocamentos até a região central.

Em sua diretriz a linha terá cerca de 31 km de extensão e 24 estações, com as seguintes integrações previstas na rede, em estações a serem definidas ao longo deste estudo:

  • 6-Laranja;
  • 10-Turquesa;
  • 1-Azul;
  • 5-Lilás;
  • 19-Celeste;
  • 22-Bordô;
  • 4-Amarela;
  • 2-Verde;
  • 7-Rubi, e
  • 8-Diamante.

Estes locais obrigatoriamente deverão prever estações de integração da Linha 20-Rosa com as linhas relacionadas.

Serão também atendidos diversos corredores viários por onde circula grande volume de linhas de ônibus, tais como:

  • Corredor de ônibus Pirituba/Lapa/Centro;
  • Rua Cerro-Corá;
  • Avenida Pedroso de Morais;
  • Binário formado pelas ruas Teodoro Sampaio e Cardeal Arcoverde;
  • Corredor de ônibus Campo Limpo/ Rebouças/ Centro;
  • Avenida Brigadeiro Faria Lima;
  • Corredor de ônibus Cidade Jardim/ Nove de Julho;
  • Corredor de ônibus Santo Amaro/ Nove de Julho/ Centro;
  • Corredor de ônibus José Diniz/ Ibirapuera/ Santa Cruz;
  • Avenida do Cursino;
  • Avenida Doutor Rudge Ramos;
  • Avenida Lauro Gomes;
  • Avenida Presidente Kennedy;
  • Avenida dos Estados;
  • Corredor ABD, e
  • Rodovias dos Imigrantes e Anchieta.

As estações da Linha 20-Rosa que estiverem próximas dos eixos de transporte acima deverão prever, em seus projetos, suficientes para a integração entre os modos, bem como as intervenções necessárias no viário (pedestres e leito carroçável) para o cumprimento das funcionalidades previstas para a linha. A Figura 3 apresenta os principais eixos de transporte a serem atendidos pela Linha 20-Rosa.

O Edital aponta ainda que na área de influência direta da Linha 20-Rosa vivem cerca de 1 milhão de pessoas e existem também 1 milhão de empregos.

Diariamente, estima-se que a Linha 20-Rosa transportará cerca de 1 milhão de passageiros quando totalmente concluída. Por ser uma linha perimetral, de caráter distribuidor, nos horários de pico apresenta um carregamento máximo de cerca de 32 mil passageiros por hora no sentido mais carregado.

O modo escolhido para esta ligação é o metrô convencional.

A conexão feita pela Linha 20 entre as linhas 10-Turquesa, 1-Azul, 5-Lilás, 4-Amarela e demais linhas oferecerá a população de sua área de influência novas opções de deslocamento, ampliando e melhorando sensivelmente as condições de mobilidade na região.

Fazem parte dos estudos sobre a Linha 20-Rosa, a previsão de locais para pátio de manutenção, teste e estacionamento de trens, bem como áreas para manobra e estacionamento de trens ao longo da linha e as possibilidades de faseamento de implantação.


MAIOR SEGURANÇA PARA O INVESTIDOR

O Governo do Estado de São Paulo pretende fazer desapropriações e dar maior segurança para o investidor na execução dos projetos das linhas 19-Celeste (Bosque Maia/Guarulhos a Anhangabaú/São Paulo) e 20-Rosa (Santo André a Lapa/São Paulo) do Metrô.

A informação foi divulgada pelo secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Alexandre Baldy, em entrevista a portais de mobilidade, incluindo o Diário do Transporte, em 14 de maio de 2020.

“Nossa intenção sobre esses dois projetos é uma modelagem que possa absorver o capital privado quase que integralmente. A equipe do Metrô está fazendo uma modelagem para que a gente consiga evitar desapropriação, buscando trazer eventuais proprietários das áreas que o Metrô precisará, reduzindo drasticamente o tamanho das estações, para o essencial e necessário”, afirmou o secretário.

Baldy afirmou ainda que o objetivo é garantir maior segurança ao eventual investidor para que ele possa entrar no projeto, com garantias factíveis do ponto de vista que o Governo do Estado possa oferecer.

“Queremos fazer um novo case onde nós buscamos a modelagem do investimento integral por parte do investidor privado”, afirmou também Baldy.

Confira o vídeo da entrevista: Assista: Alexandre Baldy fala sobre situação das futuras obras no transporte e lockdown

Adamo Bazani jornalista especializado em transportes

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