Ampliação de frota de ônibus de São Paulo e aumento de ofertas de viagens precisarão ter aval de Junta Financeira da gestão Bruno Covas

Publicado em: 22 de fevereiro de 2020
ônibus de São Paulo

Exigência é só para mudanças que gerem custos extras.

Órgão ainda vai interferir em reequilíbrio econômico e em taxa que embute ganho dos empresários

ADAMO BAZANI

A partir de agora, se a SPTrans – São Paulo Transporte quiser fazer modificações operacionais nas linhas de ônibus, como ampliação de frota ou aumento de viagens que implique mais custos, será necessário ter aval da área econômica da gestão Bruno Covas.

Decreto número 59.236, de 21 de fevereiro de 2020, publicado neste “sábado de Carnaval”, 22, assinado pelo prefeito Bruno Covas, determina que para a emissão de Ordem de Serviço Operacional – OSO (que contém, por exemplo, quadro de horários, frota e intervalos) ou de qualquer outro documento que possa acarretar aumento direto ou indireto nos valores dos contatos com as empresas de ônibus da cidade é necessária prévia anuência da Junta Orçamentária e Financeira – JOF.

A JOF reúne representantes de secretarias como da Fazenda Municipal e de Governo.

Assim, as decisões não serão apenas operacionais, mas terão o crivo financeiro.

O objetivo é não impactar os valores de tarifas e necessidades de subsídios.

Como mostrou o Diário do Transporte, a Câmara Municipal dentro do orçamento da cidade de São Paulo aprovou verba de R$ 2,25 bilhões para subsidiar o sistema de ônibus em 2020. O valor representa uma redução no total previsto para complementar os custos de operação por ônibus da capital.

Para 2019, a câmara aprovou R$ 2,69 bilhões, mas partir de outubro, a prefeitura teve de remanejar dinheiro de outras áreas.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/12/24/ecretaria-de-mobilidade-autoriza-r-225-bilhoes-para-subsidios-a-onibus-de-sao-paulo-em-2020/

De acordo com o decreto publicado neste sábado, outras ações de transportes que terão de receber aval da Junta Orçamentária e Financeira – JOF estão a alteração no cronograma de investimentos, como colocar ônibus menos poluentes, por exemplo, e mudar a TIR – Taxa Interna de Retorno às empresas, que, no modelo de São Paulo, também incorpora os lucros das viações:

I- a ampliação de frota de ônibus;

II- a alteração do cronograma de investimentos;

III- a modificação da Taxa Interna de Retorno – TIR;

IV- o reequilíbrio econômico financeiro dos contratos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Eduardo rodrigues alves disse:

    Ou seja, tira muito da autonomia e das funções da SPTrans e burocratiza ainda mais as engrenagens dos transportes na cidade.

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Qualquer centavo gasto pela PMSP tem de ter autorização do financeiro, não só o buzão.

    Simples assim.

    A JOF tem é de avaliar o quanto custa articuladinho trucadinho batendo lata pela cidade, isso sim.

    Att.

    Paulo Gil

  3. Rafael do Amaral Luiz disse:

    ”A JOF tem é de avaliar o quanto custa articuladinho trucadinho batendo lata pela cidade, isso sim.”

    Creio que a conclusão dessa avaliação é a de que custa muito caro colega! Então, na sua opinião, qual seria a solução para essa questão de custo-benefício?
    Bom dia.

  4. Paulo Gil disse:

    Rafael do Amaral Luiz, boa noite.

    Simples, se sábado a tarde os articuladinhos trucadinhos batem lata é porque não há demanda de passageiros.

    Portanto, basta colocar em operação, um micro buzinho, um micrão ou um buzão normal.

    E não um articuladinho trucadinho que vale mais de 1,5 milhões de reais.

    Nehum Tubarão vai colocar um buzão de mais de 1,5 milhões de reais, se não tiver todos os custos cobertos.

    E esse desperdício quem paga somo nós os contribuintes.

    Abçs,

    Paulo Gil

  5. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Tem mais um assunto par a JOF analisar.

    O recapeamento que foi feito na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, do começo até a Praça Elis Regina, foi dinheiro jogado no lixo, está uma kaka, com todos as tampas de água e esgoto em desnível e a pista o está em desnível.

    Não dou três meses meses de uso para estar tudo ruim de novo; aliás de novo não né já está ruim.

    A PMSP está uma vergonha.

    Hoje fui ao Brás e a cidade está podre, fétida, suja nojenta.

    Arrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrghhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

    Lastimável.

    E a PMSP ainda tem a cara de páu de cobrar IPTU.

    O BarsiLei não tem solução.

    Não sei para que se candidatam.

    Aliás eu sei né…

    Att,

    Paulo Gil

  6. PAULO PEREIRA DE CASTRO disse:

    Manda esse prefeito, passar os gastos do legislativo pela JOF também……inclusive os jetons que os representantes da JOF recebem por participarem dos conselhos administrativos das empresas e autarquias……

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