CPTM homologa empresas de vigilância para as linhas 8,9 e 11

Publicado em: 24 de janeiro de 2020

Vigilância é em trens e estações

Contratos são por 30 meses e somam R$ 269 milhões

ADAMO BAZANI

A CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos aprovou a contratação de duas empresas para serviços de vigilância e segurança em três estações da rede.

Como mostrou o Diário do Transporte, a estatal dividiu a concorrência em quatro lotes, mas desde o ano passado, a licitação tem sido marcada por recursos das empresas participantes, o que provocou atrasos.

Os resultados oficializados nesta sexta-feira, 24 de janeiro de 2020, são referentes a dois lotes.

Ambos contratos somam R$ 269,6 milhões (R$ 269.687.400) e cada um terá duração de 30 meses:

– Lote 02: Linhas 8 – Diamante (Júlio Prestes/Amador Bueno) e 9 – Esmeralda (Osasco/Grajaú). Homologada: Albatroz Segurança e Vigilância Ltda. Valor: R$ 168,4 milhões (R$ 168.407.400,00)

– Lote 03: Linha 11 Coral (Luz/Guaianazes). Homologada: G 8 – Segurança Patrimonial e Transporte de Valores Ltda. Valor: R$ 101,2 milhões (R$ 101.280.000,00).

Como mostrou o Diário do Transporte, no dia 30 de julho de 2019, o presidente da CPTM, Pedro Moro, disse que a licitação seria lançada ainda naquele ano, com intenção de ampliar o número de vigilantes privados nas estações e nas composições. Relembre: Licitação da CPTM vai prever mais agentes de segurança e vigilância dentro dos trens, diz Pedro Moro

Como critérios de seleção qualitativa, a CPTM definiu 4 itens, sendo o combate ao comércio ambulante o com maior peso (3,0). Na soma de notas, o Desempenho Profissional é o item mais forte:

CPTM_avalia vigilantes.png

Entre os maiores problemas relacionados à segurança está a presença dos ambulantes, principalmente dentro dos trens.

Além do comércio ilegal, muitos ambulantes têm se envolvido em casos de agressões mútuas com seguranças, funcionários das áreas operacionais (como maquinistas) relatam ameaças e há investigações policiais sobre o possível envolvimento de alguns vendedores em atividades criminosas, como roubo, fraude à bilhetagem eletrônica e até tráfico de drogas.

POLÍCIA MILITAR:

A licitação de vigilância ocorre mesmo com a contratação de policiais militares fardados de folga para atuar nas estações e trens, num modelo semelhante à Operação Delegada, da prefeitura de São Paulo.

De acordo com a companhia, entre os delitos que devem ser alvo dos policiais militares, estão crimes de furtos, roubos, assédio sexual e venda de bilhete ilegal.

O combate ao comércio ilegal por vendedores ambulantes continua sendo atribuição dos vigilantes da CPTM que podem pedir apoio da PM em caso de confronto.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/01/08/cptm-publica-convenio-com-a-pm-para-seguranca-em-trens-e-estacoes/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:

Comentários

  1. dricci disse:

    isso é um absurdo completo, gastar esse fortuna com esse bando de inúteis, estou cansado de ver invasão de estação, trafico, comércio irregular e vandalismos praticado na cara desses pseudos seguranças, que simplesmente fingem que não veem, pois os mesmos são chamados pelos nomes, pelos marreteiros ou seja devem fazer parte dessa quadrilha, sim é uma quadrilha com hierarquia e grupos de whatsapp onde é informada a posição de cada grupo repreensor (os fardados, P.Ferroviária)

  2. Clsantos disse:

    É fácil falar ou criticar,não se tem respaldo de ninguém, tanto da empresa prestadora,CPTM e dos usuários.
    Essa classe trabalhadora está desmoralizada, desmotivada e desvalorizada.

  3. Elias disse:

    Acho que os vigilantes inibem sim e são impresindiveis os seus serviços discordo do que a dricce falou!

  4. Luciano disse:

    Complicado algumas respostas de alguns internautas, a segurança pública como um todo está defasada, além disso uma empresa de transporte está enfrentando um problema pública que não vem de aí mesma e sim da sociedade em si, o desemprego. Em outras questões também vemos muitas forças de segurança pública ou privada deixando pontos estratégicos desguarnecido e isso facilita as transgressões e também as impunidades. Mas vem outra questão…quando um infrator é pego o que ocorre? Põe-se o mesmo para fora da estação? Leva para a delegacia? E em ambos os casos não há uma solução pois o posto fica sem um funcionafun que estará atuando tanto para tirar o que transgrediu como o encaminhar para a delegacia, o que muitas vezes não e o ideal para aquele posto e por isso tras ônus negativo para o vigilante que atua de forma certa mas em desconformidade com o procedimento que o lugar procura fixar para seus funcionários. Lógico que ninguém e obrigado a fazer ou deixar de fazer algo em virtude de lei mas tem o emprego como uma carta de bons modos com o posto.

  5. Luiz Carlos Bento de souza disse:

    Não concordo com você respeito tua opinião, más afirmar que os vigilantes são um bando de inúteis e que fazem parte de uma quadrilha é demais e ofende trabalhadores honestos que arriscam à vida pelo patrimônio e segurança dos usuários, com referência à estes segurança de u informe cáqui,armado e de boina preta,não são POLICIAS Ferroviários Federais,eles são empregados da CPTM, são Agentes de Segurança Operacional,na Cptm não tem Polícia,agora tem a PM, com restrições de atuação ,então ,a primeira ação de confronto será sempre do vigilante terceirizado. L

  6. JULIANA MOREIRA disse:

    Os vigilantes ,,,, aí VC fala por todos e nem todos são iguais, tem sim vigilantes que faz de tudo para o cambista não ser pagos pq entendem que precisam de trabalho ,agora tem uns folgados que gostam de trabalhar lá para ver a maldade do próximo

  7. Peter Zimmermann disse:

    Há 20 anos sou usuário das linhas 10 e 8.
    O problemas dos “marreteiros” é antigo e só cresceu ao longo desses anos.

    Algo que considero curioso é o desaparecimento dos mesmos por longo tempo após a mudança para os “trens novos” na linha 8 – Júlio Prestes – Itapevi.

    O ressurgimento ocorreu com uma senhorinha de baixa estatura, gordinha, saião, coquinho, que vendia cocada ou assemelhado. Após alguns dias passou a ser acompanhada por um garoto magrinho, ambos humildes e ofereciam seu produto sem estardalhaços.

    Entretanto, permitida essa recidiva, por parte de quem deveria coibir – visto ser prática irregular – o restante da história está aí para todos verem e sofrerem.

    A tal de “vontade política”. Será ela que foi acionada na época dos novos trens ? E acredito que o caos atual também seja resultado de “vontade política”. Há vontade para tudo, conforme o interesse do momento.

    Claro, existem todas as justificativas imagináveis, dúzias delas, por parte dos omissos. Na iniciativa privada ouviriam ” Isso explica, mas não justifica”, além do arremate “Se você não conseguir uma solução me avise e eu arrumo quem consiga”. Pois é….

    Além disso, é hilário – tristemente hilário – ler nas mídias sobre o crescimento de 19% nas apreensões !!! Esse valor deve ser místico, cabalístico, pois se repete a cada ano, ou talvez seja matéria “requentada”.

    Talvez seja verdade, só esquecem de dizer que a quantidade de marreteiros mais que dobrou. Todos os dias assisto grupos saltando muros das estações, escondendo-se em moitas, sob a plataforma.

    Na estação Domingos de Moraes raramente os vigilantes passam do meio da plataforma, em cujos extremos os empreendedores da marreta realizam reuniões regadas a cigarros e maconha, lançando olhares ostensivos aos usuários para deixar claro “com quem estamos falando”, são os donos do pedaço.

    E toca aguentar gritaria e trancos de mochilas durante toda a viagem.

    E a culpa é do usuário, que compra !!! Segundo as faixas nas estações e mensagens nos trens.

    A culpa é de quem permitiu isso começar, há tempos, como aquela senhorinha e um garotinho cocadeiros.

    Como os próprios “marronzinhos” dizem: “estamos aqui para enxugar gelo”. Os marreteiros correm desses policiais ferroviários, mas rindo.

    Agora, contratos de milhares de R$. Como impedir que pensamentos vários ocupem os espaços lógicos de nossa mente ? Afinal, aqui é o Brasil velho de guerra.

Deixe uma resposta