Tarifa comum, paga em dinheiro ou cartão, está em R$ 4,75 atualmente
JESSICA MARQUES
A Prefeitura de Santo André, no ABC Paulista, informou ao Diário do Transporte nesta sexta-feira, 03 de janeiro de 2019, que descarta reajuste na tarifa dos ônibus municipais em 2020.
Atualmente, a tarifa comum, paga em dinheiro ou cartão, está em R$ 4,75. Na cidade, os professores da rede de ensino pública e privada pagam 50% da tarifa e os estudantes têm direito a gratuidade, assim como idosos a partir de 60 anos.
“Não haverá reajuste na tarifa de ônibus municipal em Santo André em 2020”, informou a Prefeitura, em nota.
No município, o último reajuste da tarifa de ônibus ocorreu em 06 de janeiro de 2019, quando o valor da passagem passou de R$ 4,40 para R$ 4,75. No mesmo ano, São Bernardo do Campo também aumentou o valor.
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FROTA
Em 2019, a Prefeitura de Santo André apresentou 40 novos ônibus ao transporte coletivo da cidade. A Viação Guaianazes entregou 30 veículos zero-quilômetro, porém sem ar-condicionado, conforme o que havia sido prometido.
Neste caso, os veículos são do modelo Caio Apache Vip IV, com chassis Mercedes-Benz OF 1721, conforme noticiado pelo Diário do Transporte.
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A Viação Vaz, porém, foi a primeira a colocar em operação ônibus com a pintura característica da renovação de frota. Os veículos entregues, porém, foram seminovos.
A empresa também comprou, na época, cinco ônibus zero-quilômetro, que vieram da fábrica da Neobus, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.
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Na ocasião, o prefeito Paulo Serra explicou que o fato de o Governo recuperar a credibilidade financeira da cidade foi o que viabilizou a compra dos novos ônibus.
“Como a gente colocou a casa em ordem do ponto de vista financeiro, a gente criou fôlego para os concessionários do transporte público fazerem esse investimento“, disse o prefeito.
“O subsídio do Bilhete Único que é pago chegou a ficar atrasado e gente recuperou esse fluxo do subsídio, que já é dado“, completou.
Atualmente, em Santo André, a segunda e a terceira tarifa para o mesmo sentido são gratuitas com o uso do Bilhete Único. O valor deste subsídio é de aproximadamente R$ 1,5 milhão por mês, variando de acordo com a utilização da integração por parte dos passageiros.
Quando questionado se houve alguma outra forma de remunerar as empresas do Consórcio União Santo André para viabilizar a compra de ônibus zero-quilômetro, o prefeito Paulo Serra garantiu que não.
“A gente quer fazer com que a modernização crie um sistema que seja autossuficiente, sem majoração da tarifa. Por isso que a gente está modernizando, adaptando, encurtando algumas linhas, criando novas perspectivas, novas integrações para que o sistema volte a ser rentável, autossuficiente, e que os investimentos continuem e não parem mais”, garantiu Serra.
“A gente não pode correr o risco que corremos nos últimos anos, de 2013 a 2016, de haver um sucateamento e idade da frota muito antiga. Isso prejudica a qualidade do trabalho, o munícipe sente e a gente tem uma tarifa que exige uma qualidade de transporte melhor”, afirmou também o prefeito, na ocasião.
Jessica Marques para o Diário do Transporte
