Metrô de São Paulo planeja concluir CBTC em 2021 e portas de plataforma em linhas estatais até 2023

Publicado em: 27 de dezembro de 2019

Cabos para novo sistema de controle

Metas estão no mais recente relatório oficial da companhia

ADAMO BAZANI

O Metrô de São Paulo quer que até 2023 as estações da rede de operação estatal tenham portas de plataforma, dispositivo que ajuda a evitar queda de pessoas e objetos nos trilhos, e que as três linhas de sua responsabilidade operacional (1, 2 e 3), já estejam em 2021 com um sistema mais moderno de controle de trens, chamado CBTC – Controle de Trens Baseado em Comunicação, que permite que as composições trafeguem mais próximas, possibilitando aumento da quantidade de trens numa mesma linha.

As metas estão no mais recente “relatório de empreendimentos” da companhia de novembro de 2019.

Sobre as portas de plataforma, a estatal relaciona os prazos de instalação previstos para duas fornecedoras Alstom e Kobra. Há ainda estações que necessitam que sejam contratadas empresas para implantação dos equipamentos.

O Diário do Transporte mostrou que no dia 17 de outubro de 2019, o gerente de operações do Metrô de São Paulo, Antônio Márcio, disse em encontro com portais de mobilidade que em março do próximo ano, as estações da Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo devem começar a receber as primeiras portas de plataforma.

A implantação vai começar pela estação Marechal Deodoro, na zona Oeste de São Paulo, segundo declarou.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/10/17/linha-3-vermelha-do-metro-de-sao-paulo-deve-comecar-a-receber-portas-de-plataforma-em-marco-de-2020/

Como mostrou a reportagem, o Governo do Estado definiu a licitação para o fornecimento de 88 equipamentos para as linhas de operação pública.

De acordo com Antônio Márcio, a empresa vai definir um esquema de operação especial para a implantação gradativa, preferencialmente aos fins de semana.

O Metrô de São Paulo lançou em 2018 a licitação para colocar portas de plataforma em 36 estações das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, que são de operação estatal.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2018/09/03/metro-lanca-licitacao-para-portas-de-plataforma-em-36-estacoes-das-linhas-12-e-3/

CBTC

Já quanto à sinalização, o relatório de empreendimentos da Companhia do Metrô de São Paulo mostra que a última linha que deve ter o sistema de controle de trens modernizado é a 3-Vermelha, a mais movimentada do sistema e que liga Itaquera, na zona Leste de São Paulo à Barra Funda, na zona Oeste, passando pela região central.

Apenas a linha 2-Verde (Vila Madalena/Vila Prudente) do Metrô opera com o sistema e a linha 15- Prata de monotrilho (Vila Prudente/Terminal São Mateus).

Entre as vantagens do sistema destacadas pela estatal estão: Possibilitar a inserção de mais trens nas linhas 1, 2 e 3 de forma a reduzir o intervalo entre trens para proporcionar mais conforto aos usuários e aumentar a oferta de lugares; Aumentar a velocidade média dos trens nas linhas, reduzindo o tempo de viagem; Reduzir a energia consumida pelos trens em função de controle mais efetivo de sua movimentação; Os sistemas de telecomunicações viabilizarão comunicações audiovisuais precisas em tempo real de forma que qualquer anomalia, emergência ou avisos institucionais poderão ser difundidos imediatamente aos usuários e funcionários, além de maior eficiência e segurança nas comunicações de dados para todos os sistemas

A meta para a linha 3 foi anunciada pelo Metrô ao Diário do Transporte em junho de 2019.

A fase atual dos serviços na Linha 3-Vermelha consistiu na instalação dos cabos do sistema ao longo da linha. No primeiro semestre de 2019, foram realizadas interrupções no funcionamento da linha para a implantação do CBTC.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/06/27/linha-3-vermelha-tera-cbtc-em-funcionamento-no-segundo-semestre-de-2021-segundo-o-metro-de-sao-paulo/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:

Deixe uma resposta