Aracaju homologa empresa para obras de implantação do corredor de ônibus Hermes Fontes

Publicado em: 14 de novembro de 2019

Avenida Hermes Fontes., Aracaju (SE). Foto: Arquivo Instituto Marcelo Déda

Empresa Construtora Celi Ltda vendeu concorrência no valor global de quase R$ 21 milhões

ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de Aracaju publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 14 de novembro de 2019, a homologação da Concorrência realizada para a execução das obras de implantação do corredor de ônibus Hermes Fontes.

Pela decisão da Comissão de Licitação da capital sergipana, a empresa construtora Celi Ltda venceu o certame com valor global de quase R$ 21 milhões.

Os recursos são provenientes do Pró-Transporte.

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Como mostrou o Diário do Transporte, a Comissão Permanente de Licitação de Obras e Serviços de Engenharia – CPLO da Empresa Municipal de Obras e Urbanização – EMURB de Aracaju havia divulgado no dia 08 de outubro a homologação e adjudicação da Novatec nas concorrências nº 8 e nº 12 referentes aos corredores de ônibus das avenidas Augusto Franco e Jardins. Relembre: Aracaju homologa empresa em concorrência para implantação de mais dois corredores de ônibus, Augusto Franco e Jardins

Posteriormente, no dia 16 de outubro, a Comissão divulgou a assinatura desses contratos com a empresa Novatec no valor total de R$ 16,9 milhões. Relembre: Aracaju contrata empresa para implantação de mais dois corredores de ônibus

Parte do Plano de Mobilidade Urbana (PMU) da capital sergipana, o Corredor Hermes Fontes representa, juntamente com os corredores Jardins, Augusto Franco e Beira Mar as principais obras de transporte coletivo da capital de Sergipe.

As obras para a avenida Beira-Mar, um dos principais corredores de trânsito da capital, começaram em janeiro deste ano.

De acordo com os dados da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), a cidade nordestina é a sétima entre as dez cidades brasileiras que mais priorizam o transporte público por ônibus.

HISTÓRICO: BRS EM LUGAR DE BRT

A capital Aracaju passou a reformular seu Plano de Mobilidade Urbana no início de 2017. Para assegurar a recuperação de recursos já garantidos junto à Caixa Econômica Federal, a equipe técnica da prefeitura precisou reordenar o projeto original.

Dentro desse processo a Superintendência de Transporte e Trânsito (SMTT) estava questionando o projeto de BRT (Bus Rapid Transit), idealizado pelo ex-prefeito João Alves Filho (DEM). Por orientação do atual prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B), os técnicos se debruçaram em estudar o sistema BRS (Bus Rapid Service), os já conhecidos sistemas de ônibus com circulam em faixas exclusivas.

Dentre os argumentos da prefeitura à época, o BRT não era um sistema suportável para a cidade, por conta da dimensão dos corredores viários de Aracaju.

Em novembro de 2017 a SMTT anunciou publicamente a desistência da implantação do BRT na cidade. Em seu lugar, a prefeitura optou de vez pelo sistema BRS que, apesar da modernosa sigla em inglês, foi criado originalmente no Rio de Janeiro em 2011.

A opção pelo BRS está mais de acordo com as características físicas do viário de Aracaju, segundo a SMTT. Os corredores desse sistema exigem apenas a separação da pista, com faixas exclusivas pintadas, que podem ser compartilhadas por veículos de passeio em determinados horários, nos momentos de menor movimentação. São similares às chamadas “faixas exclusivas” comuns em São Paulo, onde se permitiu de uns tempos pra cá o uso de táxis com passageiros. No Nordeste, ele existe nas cidades de São Luís, Maceió e Recife.

Apesar da implantação de um sistema de faixas exclusivas de ônibus ser bem mais simples que a implantação de um BRT, a prefeitura de Aracaju precisou na sequência obter a aprovação do Ministério das Cidades para a liberação de recursos após a conclusão do projeto.

Pela proposta gestada pela SMTT, o projeto para implantar o BRS na capital do Sergipe contemplava quatro corredores de ônibus: nas avenidas Beira Mar e Tancredo Neves, e também no Bairro Jardins, Avenida Hermes Fontes e Avenida Augusto Franco (antiga Rio de Janeiro). Somados, os corredores totalizam 38,1 km.

Além da exclusividade para a circulação do ônibus, o projeto contempla ainda a instalação de semáforos inteligentes.

Em fevereiro de 2018, após anuência do Ministério das Cidades, a prefeitura assinou e divulgou seu Plano de Mobilidade Urbana, com a inclusão dos 4 corredores.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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