Motoristas de ônibus de Maringá aceitam proposta de empresa e descartam greve

Publicado em: 3 de agosto de 2019

Foto: Luiz Scaff

Transporte Coletivo Cidade Canção, concessionária do transporte municipal, propôs reajuste linear de 5,07%, aplicado no salário e outros benefícios

ALEXANDRE PELEGI

Maringá, cidade do norte paranaense com quase 420 mil habitantes, não vai ficar sem  serviço de ônibus urbano.

Os motoristas do transporte coletivo, que em 17 de julho de 2019 haviam aprovado o estado de greve, aceitaram nesta sexta-feira, 02 de agosto, a proposta da Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) de reajuste salarial.

A proposta da TCCC, concessionária do transporte municipal, foi de reajuste linear de 5,07%, aplicado no salário e outros benefícios. A proposta foi aprovada em consultas feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Veículos Rodoviários de Maringá – SINTTROMAR.

Com isso, o salário base do motorista convencional passa de R$ 2.268,15 para R$ 2.383,14. Já o vale-alimentação vai de R$ 80,00 pra R$ 84,05.

A comissão pela cobrança de passagens (que os motoristas recebem por atuar como cobradores) passa de R$ 204,00 para R$ 214,34.

A Participação nos Lucros e Resultados, outro item sobre o qual será aplicado o índice de 5,07%, sai dos atuais R$ 1.948,00 e passa a R$ 2.046,76, valor que será pago em duas parcelas de R$ 1.023,38.

O valor da tarifa do transporte coletivo de Maringá foi reajustado no dia 14 de junho de 2019, passando a R$ 4,30. O reajuste de 10,25% foi aplicado sobre o valor anterior, de R$ 3,90, o que, conforme a prefeitura alegou, foi inferior aos 30% requisitados pela TCCC, concessionária do transporte coletivo local.

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Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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