Metrô estima entrega da Estação Campo Belo da Linha 5-Lilás em dez dias

Em fevereiro, obras estavam 95% concluídas. Foto: Jessica Marques

Na tarde desta terça-feira, secretário e diretoria da Companhia fizeram vistoria nas obras

ADAMO BAZANI / JESSICA MARQUES

Com atrasos em relação aos cronogramas iniciais, o Metrô de São Paulo anunciou por meio das redes sociais a conclusão da Estação Campo Belo da Linha 5-Lilás para até dez dias.

A visita teve a participação do diretor de engenharia do Metrô, Paulo Meca, do presidente da Companhia Silvani Alves Pereira e do Secretário de Transportes Metropolitanos Alexandre Baldy.

“Estamos já na fase final de acabamento. Devemos ter a vistoria do Corpo de Bombeiros amanhã, estamos prontos e em dez dias devemos entregar a estação”, garantiu Paulo Meca, em vídeo publicado no Instagram oficial de Baldy.

O secretário afirmou que, segundo as diretrizes do governador João Doria, a estação deve ser entregue no início de abril.

O presidente do Metrô, por sua vez, disse que as visitas que estão sendo realizadas têm como objetivo vistoriar as obras e resolver possíveis problemas que possam ocorrer nas obras da Companhia.

“Estamos junto com toda a equipe do Metrô nessa e em todas as outras obras visitando e buscando identificar algum gargalo, alguma dificuldade, para que a gente possa resolvê-la e fazer com que essas obras cheguem à população o mais rápido possível”, afirmou.

Confira o vídeo publicado, na íntegra:

Ao Diário do Transporte, presidente do Metrô reafirmou, em fevereiro de 2019, que a estação Campo Belo da linha 5 Lilás deve ser inaugurada em abril.

Na ocasião, a empresa recebeu portais especializados em mobilidade, dentre os quais o Diário do Transporte, para apresentar o andamento dos trabalhos.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/02/16/estacao-campo-belo-da-linha-5-esta-95-pronta-e-metro-deve-lancar-licitacao-para-concluir-linha-17/

HISTÓRICO DA ESTAÇÃO

A estação Campo Belo da linha 5 Lilás é a última que falta para ser entregue na ligação entre Capão Redondo e Chácara Klabin.

O trajeto é uma esperança antiga de moradores de parte do extremo sul da cidade.

O primeiro anúncio do projeto da linha foi feito em 20 de junho de 1990 pelo Metrô, e havia três alternativas de trajeto: com saída da estação Paraíso, Saúde ou São Judas. Nenhuma delas se concretizou.

Em março de 1998 começou a construção do atual trajeto.

Inicialmente, as operações seriam pela CPTM – Companhia Paulista de Três Metropolitanos e o trajeto se chamaria Linha G.

Mas em 2001, o Governo do Estado de São Paulo transferiu a futura operação para o Metrô, passando a denominar o trajeto de linha Lilás.

O primeiro trecho, de 8,4 quilômetros de extensão, foi entregue à população somente em 20 de outubro de 2002, com operações das 10h às 15h.

As demais estações foram abertas gradativamente até o ano passado.

O ex-governador, Geraldo Alckmin, chegou a prometer a entrega da estação Campo Belo para o início de 2018.

Entre os problemas enfrentados foram as desapropriações, em especial de um imóvel que abrigava um buffet.

O Metrô promete que, a exemplo das estações mais recentes, a Campo Belo deve oferecer o que há de mais moderno para operação e segurança da rede.

A captação de energia para os trens é por catenária (pela parte de cima), diferentemente das linhas mais antigas do Metrô de São Paulo que necessitam do “terceiro trilho”, junto à via.

Segundo os técnicos do Metrô, na apresentação das obras, o sistema é mais seguro caso alguém tenha acesso aos trilhos e facilita a manutenção da via, não sendo necessário interromper a energia do sistema.

As laterais da estação têm grandes dutos de ventilação tanto para o conforto térmico como para exaustão de fumaça em caso de incêndios.

Os dutos foram projetados já levando em conta a necessidade de dispersar o mais rapidamente possível a fumaça.

A estação ainda não tem o AVCB – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros. A Companhia do Metrô deve chamar a corporação para a vistoria quando faltarem entre 15 e 20 dias para a abertura da estação ao público.

A Campo Belo também vai ter detectores de fumaça ligados a todo o sistema de operação.

Em caso de necessidade de esvaziamento da estação, o sistema desbloqueia automaticamente as catracas para facilitar a fuga.

Segundo o Metrô, no início dos anos 2000, a companhia trouxe para o Brasil padrões internacionais de segurança e procedimentos de esvaziamento que depois foram adotados pelos bombeiros nas vistorias.

Antes, as verificações em estações pelo AVCB eram as mesmas que de garagens de edifícios.

A estação ainda conta com transformadores com “isolamento a seco”, o que segundo o Metrô é mais seguro que os modelos com isolamento a óleo.

Há também geradores a diesel para garantir iluminação e funções básicas da estação para eventual necessidade de fuga.

A linha conta com duas subestações primárias para fornecimento de energia aos trens, estações e equipamentos: Guido Caloi e Bandeirantes. Ambas fornecem energia para determinados trechos da linha, mas se uma delas falhar, há condições da outra suprir toda a linha, mesmo que para operações restritas.

A área não operacional, que compreende, por exemplo, os locais onde ficam os equipamentos, transformadores, salas técnicas, gerador, dutos de exaustão e porão de cabos, ocupam em torno de 30% de todo o espaço na estação.

A estação de metrô Campo Belo também possui dois túneis de acesso para o monotrilho da futura linha 17-Ouro para facilitar a integração entre os modais diferentes, sendo um no primeiro e outro no segundo mezanino.

O local também é servido por diversas linhas de ônibus. As paradas serão colocadas na calçada da Estação nos dois extremos da entrada.

Confira algumas características da Estação Campo Belo:

Localização na linha: entre as estações Brooklin e Eucaliptos

Localização no bairro: Avenida Santo Amaro, entre a Avenida Jornalista Roberto Marinho e a Rua Michigan

Acesso: Acesso único localizado no canteiro central da Avenida Santo Amaro, pouco antes da chegada (no sentido Centro-Bairro) a Avenida Jornalista Roberto Marinho, sob o novo viaduto Campo Belo.

Área Construída: 8.170 metros quadrados

Profundidade da Estação: 22,5 metros, com dois mezaninos que darão acesso à futura linha 17 de monotrilho.

Demanda Inicial: 57.650 passageiros por dia.

Operação: concessionária Via Mobilidade, com 83,34% de participação do Grupo CCR e 16,66% da Ruas Invest, que tem o controle da família Ruas, operadora de grande parte dos ônibus municipais da cidade de São Paulo. A família também atua na Otima (responsável pelos pontos e abrigos de ônibus), no Banco Luso Brasileiro (que financia ônibus), na encarroçadora de ônibus urbanos Caio, na encarroçadora de ônibus rodoviários Busscar e na operação de ônibus rodoviários entre a cidade de São Paulo e o Litoral Paulista pelas empresas Ultra S.A. e Rápido Brasil.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading