Governo do MT consegue prazo maior na Justiça para decidir futuro do VLT de Cuiabá

Intenção do governo é encontrar uma saída para a instalação do modal em parceria com a iniciativa privada

ALEXANDRE PELEGI

Em análise desde fevereiro de 2018, o julgamento do mérito sobre a rescisão contratual de obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Cuiabá-Várzea Grande foi adiado em um mês pelo Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso (TJ-MT).

O pedido, feito pelo Governo do MT em conjunto com o Consórcio VLT, foi aceito pela desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos.

Marcelo de Oliveira, secretário de estado de Infraestrutura e Logística (SINFRA), informou que a intenção do governo é encontrar uma saída para a instalação do VLT em parceria com a iniciativa privada.

Em entrevista à imprensa regional, Marcelo afirmou que a gestão não sabe ainda se a solução para o Veículo Leve Sobre Trilhos será em associação com o consórcio construtor – que envolve as empresas de construção civil e que opera os trens -, ou com empresas que irão concluir a obra e operar o sistema por meio de parceria público-privada. “Porém, esse prazo obtido com a Justiça servirá para recebermos propostas e aprimorarmos o projeto executivo do modal“.

O gestor do SINFRA afirmou que o que o Governo pede e precisa é que, em havendo  consórcios que tenham interesse em concluir a obra e operar o sistema, estes apresentem uma manifestação nesse sentido – seja por meio de um Procedimento de Manifestação de Interesse Privado (PMI), seja por meio de uma Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP), formas de parceria com o setor privado que têm amparo legal e estão previstas na Legislação estadual

“Precisamos, na verdade, de um operador que contemple basicamente três pontos: meios para concluir a obra, operação do sistema e vantajosidade da tarifa”, pontuou Marcelo de Oliveira.

HISTÓRICO

Com início em 2012, as obras do VLT tinha a previsão de conclusão em março de 2014, poucos meses antes do início da Copa do Mundo de 2014.

O Consórcio VLT, responsável pelo contrato, paralisou os serviços em dezembro de 2014, sob a alegação de que não teria recebido os recursos correspondentes ao que havia realizado.

Desde então, o caso segue na justiça.

Em março de 2017, o Governo do MT anunciou que chegara a um acordo com o Consórcio VLT para a retomada das obras. Na sequência, o próprio Executivo estadual decidiu romper o contrato com o Consórcio.

A decisão tomada pelo Estado derivou da Operação Descarrilho, deflagrada em agosto passado pela Polícia Federal (PF), que apurou infrações contratuais praticadas pelo Consórcio VLT.

O Consórcio VLT recorreu, e o caso segue na Justiça.

Em fevereiro deste ano, o Governo do Estado do MT recebeu a primeira proposta de estudos do VLT grupo espanhol Acciona Construcción S.A, com sede em São Paulo.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Se é uma coisa que o VLT de Cuiabá não tem, é futuro.

    Ele tem é um passado muito negro de tanto desperdício do dinheiro do contribuinte.

    MUDA BARSIL!

    Att,

    Paulo Gil

Deixe uma resposta para Paulo GilCancelar resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading