Rodoviários de Curitiba exigem reajuste salarial de 10%, e aumentam pressão sobre reajuste da tarifa

Publicado em: 25 de janeiro de 2019

Curitiba recebeu ontem, 24 de janeiro de 2019, 52 novos ônibus, parte do programa de renovação da frota. (Foto: prefeitura de Curitiba)

Prefeito Rafael Greca terá de lidar com forte pressão nos custos do transporte coletivo, situação agravada com o fim da isenção do diesel

ALEXANDRE PELEGI

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, tem mais um fator de pressão para administrar no custo do transporte público da capital paranaense.

Motoristas e cobradores de Curitiba e Região, já em campanha salarial, decidiram nesta quinta-feira, 24 de janeiro de 2019, pedir reajuste de 10% nos salários.

As negociações da data base da categoria começam em fevereiro.

O índice foi fechado pela categoria após três assembleias.

Além do reajuste salarial o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região (Sindimoc) inseriu na pauta que será apresentada ao sindicato patronal a manutenção do emprego dos cobradores e dos trabalhadores com mais tempo de casa. A proposta é preservar a estabilidade de emprego acordada nas negociações de 2018.

Greca já havia dito em entrevista no início de dezembro de 2018 que o reajuste da tarifa dos ônibus da capital Curitiba era inevitável. O que ficaria pendente, segundo ele, era apenas o índice a ser aplicado.

O prefeito identificou três fatores que podem contribuir para que o inevitável aumento da tarifa seja maior ou menor: a isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o óleo diesel, concedida pelo governo do Paraná e cancelada pelo Confaz no início de 2019; o projeto do Executivo que permite a extinção dos cobradores do transporte coletivo da capital (a ser votado pela Câmara); e o reajuste que será concedido aos funcionários do sistema. O reajuste faz parte da planilha de custos, que impactam diretamente na tarifa.

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Na terça-feira desta semana, dia 22 de janeiro, o prefeito de Curitiba reuniu-se com o governador do Paraná, Ratinho Jr, a quem foi reivindicar a manutenção do subsídio ao transporte coletivo, o que pode possibilitar diminuir o peso do reajuste da tarifa, previsto para fevereiro. Relembre: Governador do Paraná e prefeito de Curitiba não chegam a acordo sobre manutenção do subsídio ao transporte

Sem a volta da isenção do diesel para o transporte coletivo, e com um reajuste salarial dos trabalhadores do sistema acima da inflação, o prefeito de Curitiba será obrigado a definir um reajuste salgado para a tarifa.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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