Prefeito de Curitiba tem encontro com Governador para discutir continuidade de subsídios ao transporte

Foto: Divulgação (Prefeitura de Curitiba) Clique para ampliar

Ajuda do estado é crucial. Sem ela, não há como evitar reajustes pesados na tarifa, nem alcançar o equilíbrio econômico no deficitário sistema de ônibus da cidade

ALEXANDRE PELEGI

Rafael Greca, prefeito de Curitiba, tem um encontro marcado hoje, 22 de janeiro de 2019, às 17 h, com Carlos Massa Ratinho Junior, governador do Paraná.

A informação é do jornal Gazeta do Povo.

Na pauta está a manutenção do subsídio pago pelo governo do estado ao sistema de transporte coletivo da Grande Curitiba.

A tarifa técnica atual do sistema de transporte da capital paranaense é de R$ 4,71, mas os passageiros pagam R$ 4,25 por conta de um subsídio de R$ 71 milhões, concedido pelo governo estadual em 2018. Se a diferença entre as duas tarifas aumentar, a prefeitura não terá como arcar com gastos maiores com subsídios, o que obrigará Greca a dar um aumento maior do que o pretendido.

O prefeito já havia dito em uma entrevista no início de dezembro de 2018 que o reajuste da tarifa dos ônibus da capital Curitiba era inevitável. O que ficaria pendente, segundo ele, era apenas o índice a ser aplicado.

Foram citados três fatores, a começar da isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o óleo diesel, concedida pelo governo do Paraná. Em entrevista a uma emissora de rádio, Greca disse que a prefeitura dependia do futuro governador: “Precisamos do Ratinho, ou a passagem vai subir R$ 0,29”, disse. Relembre: Greca condiciona valor do aumento da tarifa dos ônibus de Curitiba ao ICMS, à aprovação do PL do fim dos cobradores e ao reajuste dos rodoviários

A ajuda do governo do estado, portanto, é crucial para evitar um rombo no caixa da prefeitura. Sem ela, não há como evitar reajustes pesados na tarifa, nem alcançar o equilíbrio econômico no deficitário sistema de ônibus da cidade.

O prefeito tem repetido o mantra de que sem subsídio do governo do Estado os custos de operação chegarão ao patamar de R$ 5 por passageiro.

Com a possibilidade do fim da isenção do ICMS para o diesel utilizado no transporte público de passageiros, conforme decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) tomada em dezembro de 2018, a tarifa técnica explode, uma vez que o peso do combustível na composição da tarifa é de quase 13%. Para continuar com a isenção, é preciso agora obter a autorização prévia do Conselho.

Para complicar o quadro, o reajuste tarifário também está atrelado ao aumento salarial que será concedido aos funcionários do sistema, cuja data-base está prevista para fevereiro. Esse item também faz parte da planilha de custos, que impactam diretamente na tarifa.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Deixe uma resposta