Governo do Pará assina Ordem de Serviço e Odebrecht já pode iniciar obras do BRT Metropolitano de Belém

As obras de reconstrução e requalificação incluem pistas com três faixas de rolagem nos dois sentidos, com pavimento flexível, uma faixa (em cada sentido) exclusiva para o BRT Metropolitano.

Odebrecht, que venceu a licitação pública internacional, vai reconstruir parte da BR 316 e a infraestrutura do Bus Rapid Transit

ALEXANDRE PELEGI

Quase quatro meses após a publicação do resultado da licitação internacional para construir o BRT Metropolitano de Belém, o governo do estado do Pará assinou nesta sexta-feira, dia 7 de dezembro de 2018, a Ordem de Serviço para início das obras.

A notícia foi publicada pelo Diário do Transporte no dia 20 de agosto deste ano, repercutindo o Diário Oficial da União. Relembre:

Odebrecht é selecionada oficialmente para construção do BRT de Belém

BRT-Belem

A proposta financeira foi de R$ 384,6 milhões (R$ 384.607.698,55 – trezentos e oitenta e quatro milhões seiscentos e sete mil seiscentos e noventa e oito reais e cinquenta e cinco centavos).

O sistema de ônibus foi orçado em R$ 525 milhões no edital, que classificava como vencedora a empresa que oferecesse o maior desconto sobre este valor.

A Ordem de Serviço marca o início das obras na Rodovia BR-316.

O projeto prevê a reforma estrutural para a entrada da capital paraense, desde a rede de drenagem, até os chamados retoques finos, como paisagismo e rede de iluminação pública em LED. Os trabalhos atingem os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, em 10,8 km de extensão.

As obras e a implantação de um CCO – Centro de Controle Operacional terão financiamento da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).

No ato de assinatura da Ordem de Serviço, além do governador Simão Jatene, estavam representantes do governo do Japão, e o representante da JICA no Brasil, Sr. Akio Saito. Além de financiadores, os japoneses são também parceiros técnicos dos paraenses na elaboração do projeto de mobilidade urbana.

DETALHES DA OBRA:

Comunicado do Governo do Pará detalha o que será feito nas obras de reconstrução e requalificação: “incluem pistas com três faixas de rolagem nos dois sentidos, com pavimento flexível, uma faixa (em cada sentido) exclusiva para o BRT Metropolitano, duas ciclovias bidirecionais, gramado próximo à ciclovia para arborização, dois passeios para circulação de pedestres com 2,5m de largura, faixa de piso tátil e rampas de acessibilidade, de acordo com a legislação vigente, além de mobiliário urbano (bancos, lixeiras e abrigos em paradas de ônibus convencionais)”.

Ainda segundo o Governo paraense, para promover a requalificação da BR-316, num perímetro de 10,8 km, também haverá intervenção para instalação das pistas exclusivas do Bus Rapid Transit – BRT Metropolitano, das estações e passarelas ao longo do atual canteiro central da via. Faz parte também desse projeto, dois terminais do BRT e o Centro de Controle Operacional – CCO.

O Centro e o Sistema de Controle Operacional serão construídos e instalados em prédio novo, exclusivamente destinado a essa função, e abrigarão mão de obra qualificada, equipamentos e sistemas eletrônicos para rede de comunicações (incluindo sistemas de CFTV para monitoramento de Segurança), bloqueios de acessos a estações e terminais, painéis de mensagens, controles de portas automáticas e contagem de passageiros, além de centralizar o controle dos semáforos. Essa estrutura vai gerir todo o Sistema de Controle Operacional do BRT, ou seja, o Metropolitano e o Municipal.

Para resolver a recorrente questão dos alagamentos serão construídos dispositivos de drenagem necessários para coleta e condução dos efluentes, como sarjetas, bocas de lobo, caixas de inspeção e passagem, e tubulação de drenagem profunda, com diâmetros entre 800 mm e 1.500 mm, para lançamentos do sistema de drenagem nas vias secundárias adjacentes à Rodovia BR-316.

O projeto prevê também o remanejamento de interferências como: demolições, retiradas, relocações, reinstalações e requalificação de vias e calçadas, a exemplo de redes da Cosanpa, Celpa, empresas de telefonia.

O novo sistema de transporte urbano, segundo espera o governo do Pará, deverá reduzir em cerca de 50% o tempo de viagem do destino ao centro de Belém, e vice-versa.

O ponto inicial do BRT será o Terminal Marituba, localizado no KM-10,7 da Rodovia BR-316, próximo à Alça Viária, e permitirá a integração das linhas alimentadoras que vêm de Marituba. Já em Ananindeua o terminal ficará no KM-6,5 da rodovia, em frente à sede campestre da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil). Nesses terminais serão ofertados serviços à população, como o “Navega Pará”, com acesso gratuito à internet sem fio (Wi-Fi), e a “Estação Cidadania”, com serviços de vários órgãos públicos.

“O Terminal de Ananindeua se configura como o maior e mais importante do BRT Metropolitano, porque possibilitará a conexão com os conjuntos Cidade Nova e seu entorno, através da Rua Ananin. O Projeto Ação Metrópole prevê, ainda, que a gestão operacional associada dos serviços de transporte público por ônibus seja executada por um consórcio formado pelo governo do Estado e as prefeituras que fazem parte da Região Metropolitana de Belém”, finaliza o comunicado do governo do estado do Pará.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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