Ministério Público pede condenação de três deputados estaduais alvos da Operação Cadeia Velha

Operação Cadeia Velha investiga propina paga por empresários de ônibus a políticos do Rio de Janeiro. Foto: Carlos Alberto de Oliveira Júnior

Ação foi deflagrada em 2017 contra suposto esquema de corrupção na Alerj

JESSICA MARQUES

O Ministério Público pediu a condenação de três deputados estaduais do Rio de Janeiro, alvos da operação Cadeia Velha. A ação foi deflagrada em 2017 contra um suposto esquema de corrupção na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

A Procuradoria Regional da República da 2ª Região pediu, em alegações finais, a condenação dos deputados estaduais Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do MDB.

Os acusados Jorge Sayed Picciani, Paulo Cesar Melo de Sá e Edson Albertassi constituíram organização criminosa principalmente para a práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, assim como lavagem de dinheiro, razão pela qual devem ser condenados nas penas previstas”, afirmam os cinco procuradores regionais da República que assinam as alegações finais, Andréa Bayão, Carlos Aguiar, Mônica Campos de Ré, Neide Cardoso de Oliveira e Silvana Batini.

As alegações finais são a última parte do processo, em que o Ministério Público e as defesas apresentam suas argumentações e pedidos a serem considerados pelo juiz. A defesa dos investigados também vai apresentar alegações.

Os três são acusados de corrupção passiva e organização criminosa. A Procuradoria imputa também a Jorge Picciani o crime de lavagem de dinheiro.

Segundo informações do Estadão, no documento, a Procuradoria pede a perda do cargo público e o arbitramento do dano mínimo a ser revertido para a União e para o Estado do Rio “no valor correspondente ao dobro do total de propina paga aos acusados”.

EMPRESAS DE ÔNIBUS

Em apenas quatro anos, os empresários de ônibus do Rio de Janeiro pagaram em torno de R$ 250 milhões de propinas para políticos e agentes públicos para terem as fiscalizações relaxadas e barrarem projetos na Assembleia Legislativa que pudessem criar mais exigências e prejudicar as viações.

A informação é do empresário de ônibus Marcelo Traça Gonçalves em depoimento que ocorreu em 15 de agosto de 2018, ao juiz Federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, no âmbito da Operação Cadeia Velha.

Segundo a Agência Brasil, Traça disse que este valor foi pago entre 2013 e 2016.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/08/16/empresarios-de-onibus-pagaram-propinas-de-r-250-milhoes-no-rio-diz-traca/

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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