Violência crescente afeta usuários do transporte público do Rio de Janeiro

Além de assaltos, ônibus do Rio sofrem com vandalismo. No dia 15 de julho o BRT Rio precisou interromper a circulação de três linhas

Dados do Instituto de Segurança Pública mostram que assaltos cresceram em todos os modais

ALEXANDRE PELEGI

Dados do Instituto de Segurança Pública – ISP, uma autarquia vinculada diretamente à Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, revelam números da atual situação da violência nos transportes públicos, que se espalha por todos os modais.

Em matéria publicada hoje, dia 7 de agosto de 2018, o jornal O Globo compilou os dados do ISP, que mensuram o tamanho da violência que atinge diretamente o usuário do transporte coletivo no estado fluminense.

ÔNIBUS

Para quem se utiliza de ônibus no estado do Rio o aumento no número de assaltos em coletivos é visível. E os dados do ISP comprovam: no primeiro semestre este indicador bateu recorde, alcançando o maior número desde 1991, ano em que o Instituto começou a publicar os dados. No primeiro semestre daquele ano foram registrados 2.266 casos de roubos em ônibus, número que agora chegou a 7.673 casos. Em 2015 o ISP contabilizou 3.685 vítimas, menos da metade.

A cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, desponta como aquela em mais houve roubos em ônibus – 578 casos. Dois bairros da capital vêm na sequência, Bonsucesso (519) e São Cristóvão (415).

TRILHOS

Trens e Metrôs também não escapam da violência. Os dados mais recentes do ISP apontam que, em 2017, foram 1.269 roubos em composições e estações ferroviárias. Em 2016 este número chegou a 921.

No mesmo período as ocorrências no metrô do Rio passaram de 130, em 2016, para 296, em 2017.

VANS

O crescimento da violência nas Vans foi mais gritante: saltou de 91 casos, registrados no primeiro semestre de 2014, para 631, em 2018, sete vezes mais.

Pelas contas do jornal, os casos de assaltos em ônibus, trens e vans entre 2014 e 2017 chegam ao total de 40.695 episódios, o que representa uma média de um assalto a cada hora.

PARALISAÇÕES

Por conta da violência externa ao transporte, provocada por tiroteios na cidade do Rio de Janeiro, o Globo contabiliza que desde o começo do ano as composições da SuperVia sofreram pelo menos 18 interrupções; as linhas do BRT suspenderam o serviço em, ao menos, 19 situações; e o VLT parou em média uma vez por mês.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

1 comentário em Violência crescente afeta usuários do transporte público do Rio de Janeiro

  1. Necessário comparar com assalto a cobradores de ônibus

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  1. Violência e ônibus incendiado resultam na suspensão do transporte público em Cabo Frio (RJ) – Diário do Transporte

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