Adiada entrega de propostas para a segunda fase do VLT da Baixada Santista

Trajeto será de oito quilômetros entre o Terminal Conselheiro Nébias e o Valongo, no Centro Histórico

ADAMO BAZANI

A licitação do segundo trecho do VLT – Veículo Leve Sobre Trilhos vai sofrer mais um atraso, desta vez de pelo menos, um mês e meio. A EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos adiou a entrega das propostas, que esta prevista para 3 de maio, para o dia 19 de junho.

A alegação é que houve vários questionamentos e impugnações em relação ao edital e que não dará tempo para todas as respostas, que devem ser enviadas por e-mail a cada participante da fase da consulta pública.

O segundo trecho deve ter oito quilômetros de extensão e 14 estações entre Terminal Conselheiro Nébias e o Valongo, no Centro Histórico de Santos. A obra deve ficar pronta até 30 meses depois da assinatura dos contratos e o custo estimado é de R$ 280 milhões.

As expectativas sobre a segunda fase do VLT se arrastam desde 2014, quando, no mês de dezembro daquela ano, a EMTU lançou um edital de pré-qualificação para selecionar empresas e consórcios que estariam aptos a participar da licitação. O resultado deveria sair em fevereiro de 2015, mas após adiamentos e a interferência da prefeitura de Santos, para mudança de trajeto, a concorrência foi cancelada.

A EMTU aceitou a ideia da prefeitura de vincular o avanço da segunda fase do VLT à revitalização de áreas, como o entorno do Mercado Municipal.

A primeira fase, com 15 estações em 11,8 quilômetros de extensão, faz a ligação entre o Porto de Santos e o Terminal Barreiros, em São Vicente. O VLT começou a funcionar em abril de 2015, mas de forma comercial apenas em 31 de janeiro de 2016, entretanto, com a ampliação gradativa do número de estações e horário de operação. Somente em 31 de janeiro de 2017, foi entregue o primeiro trecho completo.

Trata-se de uma PPP – Parceira Público Privada entre o Governo do Estado, por meio da EMTU, e a BR Mobilidade, do Grupo Comporte, que detém, entre outras empresas, a Viação Piracicabana, que opera toda a frota de linhas comuns de ônibus de Santos. A BR Mobilidade também é responsável pelas operações de todos os ônibus metropolitanos da Baixada Santista.

Em outubro do ano passado, o Diário do Transporte esteve no Litoral Paulista e mostrou os bastidores e o controle das operações de um modal que, apesar de ser comum em grande parte das cidades do chamado “mundo desenvolvido”, é ainda novidade no Brasil:

https://diariodotransporte.com.br/2017/10/22/especial-por-dentro-do-vlt-da-baixada-santista/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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