Crivella critica sistema de consórcios no Rio e ameaça com nova licitação e liberação de vans
Publicado em: 9 de abril de 2018
Linhas de ônibus sumiram de circulação após fechamento de empresas
ALEXANDRE PELEGI
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, afirmou hoje que o sistema de consórcio se mostrou ineficaz e não funcionou para o passageiro de ônibus no Rio de Janeiro. Segundo ele, além de não oferecer mais ônibus a tarifas menores, o modelo leva ao risco do monopólio.
Crivella deu a declaração em entrevista ao “RJTV”, da TV Globo, nesta segunda-feira, dia 9 de abril de 2018, após ser questionado sobre o sumiço de algumas linhas de ônibus na cidade, em especial na Zona Oeste, além da redução do número de ônibus em outras linhas.
Crivella prometeu uma solução no próximo mês ou “um pouco mais”, e afirmou que hoje as empresas de ônibus do Rio “não têm mais poder político como anteriormente”.
Caso não haja acordo com as empresas para a retomada das linhas, o prefeito prometeu abrir licitação para que novas empresas façam o serviço em um ou dois meses e, além disso, liberar a circulação das vans onde não há ônibus operando na cidade.
A ameaça de Crivella não é nova, assim como a reclamação dos passageiros quanto ao desaparecimento de linhas de ônibus e da redução do número de veículos em operação em determinadas regiões.
No início de março deste ano, dia 9, o prefeito já havia dado um prazo de um mês para que as empresas de ônibus municipais regularizassem o sistema de transporte na cidade, sob pena de perderem os contratos. A Prefeitura tinha feito uma análise e verificara que faltavam veículos em circulação no município. Confira:
Em resumo, a situação do sistema de transportes na cidade do Rio de Janeiro continua crítica, e ainda longe de uma solução de consenso.
A questão das tarifas foi apontada pelo sindicato patronal, a principal razão pelo fechamento de várias viações desde 2015: São Silvestre (Consórcio Intersul) e Transportes Santa Maria, em 2017; Auto Viação Bangu (Consórcio Santa Cruz) e Algarve (Consórcio Santa Cruz), em 2016; Translitorânea (Consórcio Intersul), Rio Rotas (Consórcio Santa Cruz), Andorinha (Consórcio Santa Cruz) e Via Rio (Consórcio Internorte), em 2015.
Com menos empresas, várias linhas tiveram de ser assumidas pelo consórcio da área.
Leia mais sobre a situação das tarifas no Rio de Janeiro:
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


Não tem de liberar vans. Tem de fazer como São Paulo, Brasilia, Vitória, Recife, etc.. onde se organizaram em empresas/cooperativas e foram trocadas por microonibus a partir de 2009