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Primeiro biarticulado novo chega ao sistema de Curitiba, mas lote de 25 não deve ficar pronto antes do aniversário da cidade

Veículo pode transportar entre 250 e 270 passageiros. Clique na foto para ampliar. Foto: Alex Guimarães

Renovação faz parte de um acordo entre a prefeitura e as empresas de ônibus, que retiraram ações judiciais

ADAMO BAZANI

O primeiro ônibus zero quilômetro biarticulado de um lote de 25 unidades anunciado pelo prefeito de Curitiba, Rafael Greca, para este ano, já chegou a uma das empresas operadoras da cidade, a Transporte Coletivo Glória.

Com prefixo BE707, o veículo é de chassi Volvo B340M, com motor central, e tem carroceria da Marcopolo, modelo Viale BRT.

O Diário do Transporte havia anunciado no início do ano que a fabricante tinha iniciado a produção dos veículos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/01/22/volvo-inicia-producao-de-novos-biarticulados-para-curitiba/

Entretanto, fontes do setor de transportes da cidade disseram que ainda há dúvidas sobre se o lote de 25 unidades será concluído até o aniversário da cidade, em 29 de março.

A intenção do prefeito, revelam estas fontes, era fazer uma espécie de festa de apresentação com todos os veículos juntos, e exemplo do que ocorreu em março de 2011, no Parque Barigui. O evento teve, na ocasião, cobertura do Diário do Transporte, que à época era Blog Ponto de Ônibus. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2011/03/28/o-maior-onibus-do-mundo-e-apresentado-em-curitiba/

Até 2020, segundo a promessa da prefeitura, as viações devem comprar 450 ônibus novos, de diversos portes.

Modelo mantém padrão de fabricante, com motor central. Foto: Adriano Santos Pereira

Ao todo, primeiro lote de biarticulados será de 25 unidades.

Desde 2013, amparadas em decisões judiciais, as empresas da cidade não realizavam renovações significativas na frota.

As companhias de ônibus alegavam que a remuneração que recebiam por passageiro transportado estava defasada em relação ao custo real do sistema. Um dos motivos, segundo ainda as empresas, é que a Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., calculava uma demanda que na prática era menor, gerando um índice de divisão entre número de passageiros e arrecadação que causava prejuízo às viações.

Em novembro do ano passado, por determinação da Justiça, a administração Greca realizou um reajuste na tarifa-técnica, que é quanto as empresas recebem por passageiro e, em fevereiro deste ano, seguindo o contrato de concessão, deve ser realizado outro aumento na tarifa-técnica.

Já a tarifa social, que é o valor pago pelos passageiros nas catracas, ainda não foi definida, muito embora, o prefeito anunciou a possibilidade de haver congelamento neste ano. A diferença de custos seria “bancada” pelo caixa superavitário da Urbs, que fechou 2017 com saldo de R$ 47 milhões, e retendo um valor menor da remuneração das viações. Hoje a Urbs retém das empresas de ônibus, R$ 0,18 por passageiro que passa nas catracas dos terminais, ônibus e estações-tubo.

Esse valor serve como uma espécie de taxa de gerenciamento.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/01/15/curitiba-vai-congelar-tarifa-de-onibus-mudar-linhas-e-aumentar-repasses-as-viacoes/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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