Curitiba vai congelar tarifa de ônibus, mudar linhas e aumentar repasses às viações

Tarifa-técnica (remuneração às empresas) deve aumentar

Segundo Urbs, com reajuste da tarifa-técnica e racionalização do sistema, será possível segurar o valor da tarifa cobrada dos passageiros

ADAMO BAZANI

A tarifa de ônibus de Curitiba deve continuar em R$ 4,25 para o passageiro no ano de 2018.

A projeção é da prefeitura que, para isso, deve fazer ajustes na tarifa técnica (o repasse às empresas) e reformular as linhas, eliminando sobreposições e adequando a frota em operação.

Segundo a administração de Rafael Greca, hoje os caixas da Urbs, que é a gerenciadora do sistema municipal, estão superavitários, com mais de R$ 47 milhões.

Assim, será possível aumentar o valor da tarifa técnica sem impactar a tarifa social, que é a paga pelos passageiros.

Hoje a Urbs retém das empresas de ônibus, R$ 0,18 por passageiro que passa nas catracas dos terminais, ônibus e estações-tubo.

Esse valor serve como uma espécie de taxa de gerenciamento.

O objetivo neste ano é aumentar a remuneração das empresas e reter um valor menor.

Além disso, a Urbs estuda reformular as linhas para reduzir custos cortando sobreposições (quando diversas linhas fazem o mesmo trajeto em grande parte do percurso) e readequando a frota, substituindo, por exemplo, os ônibus articulados em linhas e horários que podem receber ônibus comuns.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

4 comentários em Curitiba vai congelar tarifa de ônibus, mudar linhas e aumentar repasses às viações

  1. Gláucio oliveira // 15 de janeiro de 2018 às 13:06 // Responder

    Legal. Tava preocupado com a situação. Nossa referência em mobilidade até para os outros países como Santiago Chile e Bogotá. E que as demais cidades adotem para diminuir custos e poluição colocar bus menor fora do pico ou integrar com as linhas sobrepostas o que acontece muito em sp e região metropolitana

  2. Amigos, boa noite.

    Sampa, não precisa de 36000 páginas.

    Tá ai a receita, pode começar já.

    “…reformular as linhas para reduzir custos cortando sobreposições (quando diversas linhas fazem o mesmo trajeto em grande parte do percurso) e readequando a frota, substituindo, por exemplo, os ônibus articulados em linhas e horários que podem receber ônibus comuns.”

    Quem sabe assim acaba a bateção de lata de articuladinho trucadinho aos sábados nos corredores 9 de Julho e Santo Amaro.

    ACORDA SAMPA.

    Att,

    Paulo Gil

  3. Aqui em BH o nao aumento da passagem esta causando a retirada dos cobradores em varias linhas. Inclusive de alta demanda. Vamos ver o fim dessa historia onde vai dar.

  4. Gláucio oliveira // 16 de janeiro de 2018 às 20:15 // Responder

    Hoje mesmo em plena férias peguei um articulado da gatusa que faz um itinerário péssimo para esse tipo de veículo batendo lata. Aí depois da ponte cidade jardim encontra várias linhas com bi super e articulado indo todas ao term . Bandeira. Poderia voltar tranquilamente da faria lima. Final da tarde fica uma fila enorme de bus congestionado no corredor sentido centro e nada de bus para o bairro

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