SPTrans confirma: recapeamento de faixas e corredores vai receber mais R$ 25 milhões em 2018

Ônibus são obrigados a sair da pista exclusiva do Expresso Tiradentes depois de afundamento de pista CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR

Obras devem começar em abril, após período de chuvas. Vias ainda estão sendo definidas

ADAMO BAZANI

A São Paulo Transporte, empresa que gerencia o sistema de ônibus da capital paulista, confirmou no final da tarde desta quinta-feira, 15, ao Diário do Transporte, que vai investir mais R$ 25 milhões neste ano para recuperação do pavimento de faixas e corredores destinados ao transporte coletivo sobre pneus.

O dinheiro virá do Fundo Municipal de Desenvolvimento do Trânsito –  FMDT

O valor já tinha sido mencionado na apresentação do Programa Asfalto Novo, no dia 8 de fevereiro. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2018/02/08/prefeitura-de-sao-paulo-busca-r-450-milhoes-para-corredores-de-onibus-e-anuncia-verbas-para-asfaltamento/

Entretanto, em relação aos corredores e faixas de ônibus, a gerenciadora tem agora, com a confirmação, uma data para o início dos trabalhos: a partir de abril, terminando o período de chuvas.

A SPTrans informou que atualmente realiza vistorias para detectar as faixas e corredores que entrarão no próximo cronograma de obras.

Os critérios são o estado do corredor ou faixa e a necessidade de melhorar a dirigibilidade dos ônibus.

O Diário do Transporte tem conversado constantemente com motoristas de ônibus da capital que dizem que as viagens acabam sendo mais demoradas que o habitual porque precisam reduzir constantemente a velocidade por causa dos buracos. Os condutores também falaram que a necessidade de desviar dos buracos aumenta os riscos de acidentes como colisões laterais com outros veículos e atropelamentos.

No início do mês, o Expresso Tiradentes, único sistema BRT – Bus Rapid Transit de fato da cidade de São Paulo, teve 300 metros interditados por causa do afundamento da pista de 20 centímetros. Os ônibus ainda não circulam entre a rua Dona Ana Néri e o Terminal Parque Dom Pedro II, sendo desviados para a Avenida do Estado.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/02/06/trecho-do-expresso-tiradentes-afunda-e-prefeitura-interdita-300-metros/

A SPTrans disse ainda que os recapeamentos ocorrem em parceria com a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego, “que fornece os projetos para a pintura da sinalização horizontal, da demarcação das faixas de pedestres e das faixas exclusivas”.

Rachaduras nas guias também são motivos de queixas de quem trabalha com transporte CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR

Entre agosto do ano passado, quando começaram os trabalhos de recuperação, e o final de dezembro, a SPTrans diz que investiu R$ 22 milhões.

“Foram 40 km de recapeamento de faixas e corredores exclusivos e 48 mil m² de superfícies reparadas em 500 ruas por meio do programa Tapa Buracos.”

“O programa levou asfalto novo para as avenidas Ermano Marchetti e General Edgar Facó, além de ruas nos bairros da Lapa e da Vila Romana, como Nossa Senhora da Lapa, Monteiro de Melo, Jeroaquara/Trajano, Catão, Faustolo, Clélia, Guaicurus e Sabaúna (Zona Oeste).  Na Zona Leste, as obras chegaram às avenidas Aricanduva e Rio das Pedras. Também foram contempladas as avenidas Senador Teotônio Vilela (Zona Sul), Francisco Morato e Pompéia (Zona Oeste).” – diz na nota.

A SPTrans ainda informou que neste ano recuperou 146 placas de pavimento rígido (concreto) por onde passam os ônibus nas avenidas General Edgar Facó, Ermano Marchetti, Nove de Julho, Brigadeiro Faria Lima, Senador Teotônio Vilela e na Rua dos Pinheiros. “A recuperação não se limita às faixas e aos corredores, mas também incluem serviços de manutenção de sarjetas, troca de guias, recomposição dos laços que acionam semáforos, radares e sinalização horizontal.”

A substituição do piso rígido é feito somente pela SPTrans. Este tipo de serviço não é realizado pelas prefeituras regionais, mas a gerenciadora diz que doa o asfalto retirado das vias de ônibus para estas administrações locais reaproveitarem o material.

NOVE DE JULHO:

Ainda no final da tarde desta quinta-feira, a SPTrans informou que depois de dez dias interditado, um trecho da faixa de ônibus da Avenida Nove de Julho, na região da parada Getúlio Vargas foi reaberto. A recuperação de 80 metros da via naquele ponto, custou em torno de R$ 90 mil:

A São Paulo Transporte (SPTrans) já finalizou a obra na faixa de ônibus próxima à Parada Getúlio Vargas, na Av. Nove de Julho. O trecho de 80 metros no sentido Centro, interditado por dez dias, foi liberado e o tráfego na região voltou a fluir normalmente esta semana na avenida, que é uma das principais da cidade de São Paulo.

 No local, houve o rompimento do pavimento rígido da via, devido a problemas com a rede de águas pluviais no dia 31 de janeiro. A SPTrans iniciou os reparos no dia seguinte e concluiu a execução no último domingo, dia 11.

  Durante a execução da obra, ônibus de 24 linhas foram desviados para apenas uma das faixas na pista de sentido Centro da  Av. Nove de Julho. O embarque e o desembarque de passageiros na Parada Getúlio Vargas foi monitorado por técnicos da SPTrans, que orientavam o público diariamente durante as obras.

 De acordo com o superintendente de Infraestrutura da SPTrans, Marcelo Machado, neste tipo de reparo em piso de faixas e corredores, a atuação da SPTrans tem que ser  rápida. “Assim que recebemos a notificação, é feita a vistoria e são programados os serviços imediatamente”, salienta.

 O investimento da SPTrans foi de aproximadamente R$ 90 mil, proveniente de recursos do Fundo Municipal de Desenvolvimento de Trânsito (FMDT). Com a melhoria do trecho, o piso fica reforçado de forma a evitar futuros problemas e garantir o conforto das milhares de pessoas que utilizam o transporte coletivo na Av. Nove de Julho diariamente.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Daniel Duarte disse:

    Isso é importante, o tráfico é pesado e se não manter o corredor vira um Transoeste do Rio.

  2. O.Juliano disse:

    Não sei se há uma lei mas vias que passam transporte público deviam ser prioritárias sempre em programas de recapeamentos. Assim preservaria inclusive os ônibus gerando menos prejuízos a todos: população teria ônibus mais bem cuidados, empresários gastariam menos com trocas de desgastes ou quebras por conta de vias ruins e prefeitura por manter uma boa imagem de frota melhor.

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