Trens RJ recebe fiscalização do CREA-RJ nos primeiros dias de operação da malha ferroviária fluminense
Publicado em: 4 de junho de 2026
Visita técnica ocorreu três dias após início das atividades da nova operadora, que assumiu a gestão de 270 quilômetros de vias e 104 estações no estado
YURI SENA
A Trens RJ recebeu nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) para o início de uma ação de fiscalização voltada ao exercício profissional da engenharia na nova operadora ferroviária do estado.
A visita ocorreu apenas três dias após o início das operações da empresa, que passou a administrar a malha ferroviária urbana fluminense, composta por aproximadamente 270 quilômetros de extensão, cinco ramais e 104 estações.
Durante o encontro, foram discutidos procedimentos relacionados à regularização das atividades técnicas e ao acompanhamento das atribuições dos profissionais de engenharia que atuam na operação ferroviária.
Segundo a empresa, a fiscalização faz parte do processo de adequação às normas regulatórias e de fortalecimento da estrutura técnica necessária para a gestão do sistema.
Representantes do CREA-RJ destacaram que a aproximação com a nova operadora busca assegurar que os serviços sejam executados em conformidade com as exigências legais e técnicas da profissão, além de contribuir para a valorização dos profissionais ligados ao Sistema Confea/Crea.
A Trens RJ assumiu recentemente a operação do sistema ferroviário de passageiros do Rio de Janeiro, substituindo a SuperVia após quase três décadas. O novo modelo contratual prevê remuneração baseada na quilometragem operada, diferentemente do modelo anterior, que tinha como referência o número de passageiros transportados.
Entre os principais desafios apontados para a nova fase da operação estão a modernização da infraestrutura ferroviária, o combate aos furtos de cabos e equipamentos ao longo da via permanente e a melhoria da confiabilidade do serviço prestado aos passageiros.
As obras de recuperação e atualização de sistemas deverão ser executadas gradualmente nos próximos anos, dentro do plano de investimentos previsto para a nova operação.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte

