Depois de 16 dias, termina greve de ônibus na Grande Vitória

Trabalhadores vão ter reajuste de 3% nos salários

ADAMO BAZANI

Terminou há pouco a greve de motoristas, cobradores de ônibus e demais funcionários dos transportes de Vitória e região metropolitana.

Foram 16 dias de paralisação, que começou ainda em 26 de dezembro.

A justiça do trabalho determinou que as empresas de ônibus concedam reajuste de 3% nos salários dos empregados. O mesmo percentual também vai incidir sobre o valor do ticket-alimentação.

O índice foi sugerido pelo MPT – Ministério Público do Trabalho.

O desconto pelos dias não trabalhados e a compensação pelas horas de serviços não realizadas, um pedido dos empresários de ônibus, foi negado pela justiça trabalhista.

Inicialmente, os trabalhadores queriam reajuste de acordo com a inflação e ganhos reais entre 5 e 7%. As empresas de ônibus ofereciam 1, 83% de reajuste e os trabalhadores negaram uma proposta apresentada pela Justiça de 2% de aumento durante uma das audiências de tentativa de reconciliação.

Durante todo o período de paralisação, a justiça determinou frota de 70% dos coletivos nos horários de pico e 50% nas demais horas. O sindicato dos trabalhadores diz que seguiu a determinação, o que foi contestado por empresas e passageiros.

Com base nesta argumentação, o GVBus, sindicato das companhias de ônibus, pediu na justiça a decretação da ilegalidade da greve, o que não foi atendido por falta de provas do descumprimento.

De acordo com as federações de comércio, serviços, turismo e indústria do Espírito Santo, a greve causou um prejuízo de aproximadamente R$ 250 milhões de reais nas atividades durante os 16 dias de duração.

O sindicato dos rodoviários diz a circulação dos ônibus será normalizada gradativamente.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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