Doria retira mais R$ 120 milhões do Orçamento para cobrir déficit no sistema de ônibus de São Paulo

Ônibus em São Paulo mais gastam do que arrecadam

Já foram feitos outros grandes remanejamentos. Congelamento de tarifas, gratuidades, rede ineficiente e atraso a licitação estão entre os motivos

ADAMO BAZANI

A gestão do prefeito João Doria teve de fazer outro grande remanejamento de recursos do Orçamento do município para cobrir o rombo financeiro do sistema de transportes da cidade.

Na abertura de R$ 124,35 milhões de crédito adicional suplementar, a prefeitura usou R$ 120 milhões para compensações tarifárias do sistema de ônibus, ou seja, para cobrir os custos que as tarifas não conseguem bancar.

A maior parte deste dinheiro saiu de recursos que deveriam ir para serviços de consultoria, serviços de terceiros e do Programa Nacional de Apoio à Gestão Administrativa e Fiscal – PNAFM.

A gestão já teve de fazer outros remanejamentos de recurso para as tarifas, como R$ 148 milhões em 27 de julho, e R$ 262 milhões em 30 de agosto, que saíram da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego.

Os remanejamentos ocorrem porque o total que as empresas de ônibus arrecadam nas catracas é menos que os custos para operarem.

Segundo as companhias, o dinheiro não é para as empresas e sim para o sistema, porque é para manter a prestação de serviço e não serve apenas para o lucro dos empresários, embora este componente esteja inserido no contrato e nos custos do sistema.

A expectativa é que o ano termine com a necessidade de subsídios na ordem de R$ 3,3 bilhões.

Para este ano, o Orçamento elaborado em 2016, ainda pela gestão Fernando Haddad, reserva R$ 1,75 bilhão para subsídios. O valor inteiro foi usado, daí a necessidade dos remanejamentos.

Na ocasião, Haddad previa um reajuste da tarifa neste ano o que, por decisão do prefeito João Doria, não ocorreu.

Além do congelamento, pesam nos custos do sistema os aumentos de gratuidades, que ocorreram entre 2014 e 2015, como para idosos com idades entre 60 e 64 anos e o Passe Livre Estudantil, e a rede das linhas que está defasada.

A licitação dos transportes, atrasada há mais de quatro anos, promete reestruturar a malha evitando linhas sobrepostas e reduzindo custos, por exemplo.

Ainda não há previsão de o edital sair, muito embora a gestão promete a publicação ainda neste ano.  A prefeitura aguarda definição por parte da Câmara da alteração de uma lei que estipula frota de ônibus menos poluentes.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Congelar tarifa num país inflacionário é impossível.

    Uma hora tem de pagar o ROMBO.

    PREVISIVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

    E anotem ai mais uma PREVISIVELLLLLLLLLLLLLLLL

    A VELHA licitação de Sampa, pode até ser publicada, mas só será assinada após a eleição presidencial.

    Alguém duvida.

    MUDA BARSIL

    Att,

    Paulo Gil

  2. Elias disse:

    Essa história está mal contada. Os números não batem.

    E revogar a exigência de veículos menos poluentes, numa cidade como São Paulo, é pura irresponsabilidade.

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