Sindicato diz que dinheiro obtido com venda da Busscar não será suficiente para pagar dívidas trabalhistas

Busscar Modelo rodoviário da Busscar. Caio deve investir neste segmento

Encarroçadora foi adquirida por sócios da Caio por preço mais de cinco vezes menor que o proposto em primeira tentativa de leilão no ano passado

ADAMO BAZANI

Na primeira tentativa de leilão da fabricante de carrocerias Busscar, em 2016, que ocorreu há mais de um ano, em 15 de março, as três unidades fabris adquiridas nesta semana por sócios da Caio, encarroçadora do interior paulista, custariam R$ 369.305.922,65 (trezentos e sessenta e nove milhões, trezentos e cinco mil, novecentos e vinte e dois reais e sessenta e cinco centavos). – Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2016/03/15/%EF%BB%BFleilao-da-busscar-ninguem-apresenta-propostas-e-nova-rodada-sera-realizada-no-proximo-dia-29/

Mas, o grupo paulista, comandado pela família Ruas, a maior operadora de ônibus municipais de São Paulo, conseguiu da Justiça homologação da compra, no dia 21 de março de 2017, com assinatura no dia 22, por R$ 67,15 milhões, valor cinco vezes e meia menor que o estipulado inicialmente há um ano. O montante foi dividido em um sinal de R$ 9,4 milhões e mais  50 parcelas do restantepelos próximos quatro anos, compreende as unidades da Busscar em Joinville, Pirabeiraba e Rio Negrinho, assim como seus terrenos, edificações, maquinário e móveis. As parcelas terão correção monetária.

Esse deságio é uma das preocupações expressadas pelo Sindicato dos Mecânicos de Joinville, que representa os trabalhadores que foram desligados da Busscar. A encarroçadora, fundada em 1946, pela família Nielson, teve a falência decretada pela primeira vez em 2012, abrindo margem para disputa judicial.

De acordo com a entidade sindical, as dívidas da Busscar giram em torno de R$ 1 bilhão. Somente os débitos trabalhistas, somam R$ 250 milhões e 5,5 mil trabalhadores cobram na Justiça os direitos.

Pela negociação, aprovada pela justiça, o grupo da Caio não foi obrigado a assumir as dívidas da antiga administração.

Isso porque, a Caio não adquiriu a marca Busscar e sim os patrimônios, equipamentos e gabaritos dos ônibus da empresa.

A maior esperança de arrecadação seria justamente a venda dos patrimônios.

Para pelo menos tentar diminuir aflição dos trabalhadores, o sindicato faz um abaixo assinado com o objetivo de conseguir a divisão igual ou proporcional a todos os empregados. Pelas regras atuais, alguns deles poderiam ficar sem nenhum recurso neste primeiro momento.

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Com arrecadação bem abaixo dos valores das dívidas, os trabalhadores temem não receber integralmente seus direitos até o final da vida.

Os outros credores, como bancos, fornecedores e o próprio poder público, já que há um grande volume de impostos em atraso, também temem.

Se não houver nenhuma contestação na justiça, ou algum problema de documentação, o que praticamente está descartado, a Caio assume agora, em abril, a administração. Em maio, deve começar a contratar trabalhadores, dando preferência a ex-funcionários da Busscar.

Entretanto, ainda não há uma data para o início das operações. A tentativa é para o segundo semestre.

A encarroçadora paulista é líder no segmento de urbanos, com pouca expressividade nos ônibus rodoviários, e quer investir justamente neste ramo de atuação dos transportes, hoje liderado pela Marcopolo.

A Busscar chegou por diversos momentos a ser líder nacional de produção de ônibus, em especial de modelos rodoviários, embora era também expressiva entre os ônibus urbanos e metropolitanos.

HISTÓRICO DAS MAIS RECENTES TENTATIVAS DE LEILÃO DA BUSSCAR:

Foram várias tentativas de leilão da Busscar, três somente em 2016. Todas esvaziadas. A cada uma delas, o valor caía.

– Primeira tentativa: 15 de março de 2016, as três unidades fabris (Unidade Joinville SC – Fábrica de Carrocerias / Unidade Pirabeiraba – Joinville SC – Fábrica de Peças / Unidade Rio Negrinho SC – Fábrica de Peças)  custariam R$ 369.305.922,65 (trezentos e sessenta e nove milhões, trezentos e cinco mil, novecentos e vinte e dois reais e sessenta e cinco centavos)

– Segunda tentativa: 29 de março de 2016.  O valor seria de R$ 221,5 milhões (incluindo ativos reivindicados na Justiça, e incertos) ou, na prática, R$ 176,5 milhões (descontados os ativos) por todas as empresas do grupo. – 60% do valor do primeiro leilão

– Terceira Tentativa: No dia 8 de julho, terminou sem lance o terceiro leilão da empresa. Seria aceita oferta de quantia igual ou superior a 49% do valor da avaliação- do primeiro leilão.  R$ 133.151.088,11. Também sem propostas.

CAIO “NAMORAVA” HÁ MUITO TEMPO A BUSSCAR:

O namoro entre a empresa de Botucatu, atualmente especializada apenas em ônibus urbanos, e que não preenche o mercado de ônibus rodoviários, é antigo.

Em 2007, a Caio já havia procurado sócios da Busscar para uma fusão. As negociações não avançaram.

Em setembro de 2011, antes mesmo da falência da Busscar, a Caio já tinha confirmado interesse na encarroçadora de Joinville. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2011/09/28/busscar-caio-fala-em-primeira-mao-com-blog-ponto-de-onibus/

Em outubro daquele ano, porém, a Justiça indeferiu a proposta da Caio que previa pagamento de R$ 40 milhões pelo complexo.

Em 15 de fevereiro de 2012 foi anunciada a criação de uma joint venture formada pelos acionistas das duas gigantes da produção de carrocerias de ônibus: Caio e Marcopolo.

A parceria envolve a Twice Investimentos e Participações, integrada por acionistas da Caio Induscar, e a controlada da Marcopolo, Syncropats Comércio de Distribuição de Peças Ltda.

Em 2013, a Caio voltou a apresentar outra proposta, desta vez para aluguel da Busscar.

Esta proposta também foi recusada pela justiça. Todas as propostas foram apresentadas em período anterior à crise econômica.

As empresas propuseram à Quinta Vara Cível de Joinville, que cuida do processo de falência da Busscar, o aluguel/arrendamento do Parque Fabril da companhia.

Para isso, pagariam um valor de R$ 300 mil por mês. – Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2013/02/28/caio-e-marcopolo-querem-alugar-a-busscar/

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Modelo rodoviário da família Diplomata, destaque na época da Nielson – nome de origem da Busscar

BREVE HISTÓRICO:

A Busscar foi fundada oficialmente como Nielson no dia 17 de setembro de 1946, com iniciativa de Augusto e Eugênio Nielson que começaram uma pequena oficina em Joinville, atuando na construção de móveis e utensílios e fazendo reparos em carrocerias de caminhões e cabines. Em 1948, a Nielson fez seu primeiro veículo de transporte coletivo, uma jardineira – ônibus simples feito de madeira. O veículo da Nielson foi uma encomenda da empresa Abílio & Bello Cia Ltda, que fazia a linha Joinville – Guaratuba, em Santa Catarina.

Foi na época do surgimento empreendimento dos Nielson, que o Brasil começava assistir mais intensamente o crescimento das cidades e também das relações comerciais entre as diferentes localidades. Tudo isso demandava uma maior oferta de transportes. Assim muitos empreendedores compravam chassis de caminhão, como da Ford e da GM, e precisavam transformá-los em ônibus para enfrentar as difíceis estadas de terra e verdadeiros atoleiros. Nesta época, a Nielson & Cia Ltda. tinha o comando do patriarca da família, Bruno, e do filho Harold.

Em 1958, um dos marcos para a Nielson foi o projeto de estrutura metálica para os ônibus.

No início dos anos de 1960, ganhavam as estradas os modelos Diplomata, carroceria de dois níveis que lembravam os Flxibles norte-americanos que, quando foram importados pela Expresso Brasileiro Viação Ltda eram chamados de Diplomata. A Nielson então conquistava definitivamente o mercado.

Nos anos de 1980, Nielson cresce mais e no segmento de rodoviário travava disputa acirrada com a Marcopolo e no segmento urbanos, a briga era com a Caio, praticamente de igual para igual.

A linha Diplomata tinha recebido novas versões e o Urbanuss ganhava atenção dos frotistas.

Por uma estratégia de negócios, a Nielson mudou a marca para Busscar. Inicialmete a marca foi conhecida como Busscar-Nielson. Surgiram os rodoviários El Buss e Jum Buss  e os urbanos da linha Urbanuss.

Em 2002, a Busscar começa enfrentar dificuldades financeiras. A família Nielson alegava problemas motivados pela variação cambial e também dificuldades de créditos, mas já havia também erros administrativos internos. O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social chegou a realizar empréstimos para empresa, que não foram plenamente honrados. A recuperação não foi plena, havendo novamente outro problema financeiro em 2004. A última crise da Busscar começou em 2008, quando a empresa começou a atrasar salários.

Depois de uma dívida que se aproximou de R$ 2 bilhões, contando juros, impostos e débitos com fornecedores, trabalhadores e bancos, a empresa teve a falência decretada em 27 de setembro de 2012 pelo juiz Maurício Cavalazzi Povoas. A decisão, no entanto, foi anulada em 27 de novembro de 2013, após recursos judiciais. No entanto, os recursos caíram em 5 de dezembro de 2013. A família Nielson chegou a apresentar um novo pedido de recuperação judicial, mas o juiz Luis Felipe Canever, de Santa Catarina, após negativa por parte dos credores, decretou no dia 30 de setembro de 2014, nova falência da encarroçadora de ônibus Busscar, que já foi uma das maiores do Brasil.

Os negócios continuam na América Latina com a atuação em parceira de outros grupos, com destaque para as operações na Colômbia.

A Busscar Colômbia foi formalizada no ano de 2002 sendo fruto de uma aliança entre a indústria local Carrocerías de Occidente, empresa fundada em 1995, e a Busscar Ônibus do Brasil, fundada pela família Nielson em 17 de setembro de 1946.

Foram várias tentativas de leilão da Busscar, três somente em 2016. Todas esvaziadas. A cada uma delas, o valor caía.

– Primeira tentativa: 15 de março de 2016, as três unidades fabris (Unidade Joinville SC – Fábrica de Carrocerias / Unidade Pirabeiraba – Joinville SC – Fábrica de Peças / Unidade Rio Negrinho SC – Fábrica de Peças)  custariam R$ 369.305.922,65 (trezentos e sessenta e nove milhões, trezentos e cinco mil, novecentos e vinte e dois reais e sessenta e cinco centavos)

– Segunda tentativa: 29 de março de 2016.  O valor seria de R$ 221,5 milhões (incluindo ativos reivindicados na Justiça, e incertos) ou, na prática, R$ 176,5 milhões (descontados os ativos) por todas as empresas do grupo. – 60% do valor do primeiro leilão

– Terceira Tentativa: No dia 8 de julho, terminou sem lance o terceiro leilão da empresa. Seria aceita oferta de quantia igual ou superior a 49% do valor da avaliação- do primeiro leilão.  R$ 133.151.088,11. Também sem propostas.

No final de outubro de 2016, foi apresentada uma proposta de compra por R$ 67,15 milhões por um grupo de investidores com o objetivo de retomar as produções em meados de 2017.

Em dezembro do mesmo ano, foi liberado um lote de R$ 18 milhões para saldar parte das dívidas trabalhistas.

Também em dezembro de 2016, dois grupos internacionais, o português a Imparável Epopeia UniPessoal Ltda e o chinês Liaoyuan Group demonstraram interesse na compra da Busscar.

Em 07 de janeiro de 2017 terminou o prazo para as empresas estrangeiras apresentarem a documentação exigida.

A proposta ficou somente pela Caio. No dia 08 de janeiro, advogado da Caio esteve em Joinville e confirmou valor proposto de R$ 67,5 milhões.

Em 21 de março de 2017, o juiz da 5ª Vara cível de Joinville, Valter Santin Júnior, aprovou em sentença definitiva a compra da Busscar por sócios da Caio, encarroçadora de ônibus de Botucatu/SP, que tem como principal sócio o Grupo Ruas, de empresas de ônibus de São Paulo.

No dia 22 de março de 2017, os sócio-diretores da Caio/Induscar Marcelo Ruas e Maurício Lourenço da Cunha foram à Joinville, em Santa Catarina e assinaram o documento de compra da Busscar, na 5ª Vara Cível na cidade.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

3 comentários em Sindicato diz que dinheiro obtido com venda da Busscar não será suficiente para pagar dívidas trabalhistas

  1. Amigos, boa noite.

    Com essa materia a chapa esquentou.

    Tem uma roda que nao se encaixa nesse buzao ai.

    O que a Caio comprou entao ????

    So os bens fisicos ?????

    A marca e massa falida ficaram pro Abreu ???

    O interessado chines nao co,prou, mas se foi esse desajio, foi um negocio da China.

    Muito discutivel, tudo isso.

    Att,

    Paulo Gil

  2. Complementando.

    Outra questao que introga e como a Busscar Colombia opera se ela e uma aliana com a Busscar Brasil.

    Faliu aqui mas existe la ???

    Pelo menos tem de pagar royalties para a massa falida, sobre o uso da marca Busscar.

    Afinal, quem e o Titular da marca Busscar ?????

    Muitas variaveis a serem ponderadas.

    Att,

    Paulo Gil

  3. Elian Almeida do Amaral // 28 de março de 2017 às 12:47 // Responder

    Antes, gostaria de lembrá-los da luta da Busscar para se manter no mercado após a morte de seu fundador, Harold Nielson, num acidente de avião em 1998. Neste ano, a viúva de Harold e seus filhos contrataram profissionais para administrar a empresa, essa gestão terceirizada durou até 2003 e, durante esse período, a situação piorou a cada ano, até chegar a uma terrível crise. Em 2003, Claudio Nielson, um dos filhos de Harold assumiu a empresa na tentativa de reabilitá-la, mas com a crise mundial que teve início em 2008, a Busscar passou a enfrentar novos problemas que colocaram sua existência e o emprego de 4 mil funcionários em risco.
    Envolvimento e esperança
    Muito bem, em fevereiro de 2009, eu tentava uma agenda com o presidente Lula para tentar agilizar o pagamento do crédito do IPI, no valor de aproximadamente 650 milhões de Reais, de uma ação julgada pelo Supremo Tribunal Federal que deu ganho de causa à Busscar. Marquei um encontro entre a Senadora Ideli Salvatti e Claudio Nielson para que ela, na condição de líder do governo, pudesse interceder junto ao governo nesta questão, bem como no financiamento de 40 milhões do BNDES, que serviria para a empresa comprar matéria-prima para entregar ônibus vendidos à Guatemala. A senadora disse que resolveria isso. Porém, de fevereiro de 2009 para cá, não houve retorno.
    Com a crise mundial, os trabalhadores da empresa resolveram se mobilizar e realizar um movimento em Joinville na tentativa de salvar a Busscar, mas o prefeito não os recebeu. Dispostos a ir longe para manter seus empregos e a empresa, se mobilizaram, desta vez para irem à Brasília e 40 ônibus partiram rumo à capital federal. Na noite da partida, a Senadora Ideli ligou dizendo que conseguira uma reunião com o BNDES. Já era tarde, havia passado mais de um ano do pedido. Os trabalhadores não deixaram Claudio Nielson partcipar, “Agora não adianta mais”, diziam. Claudio entendeu que eles estavam certos e não foi à reunião. Para a Senadora, o presidente da Busscar não teve a preocupação de atender ao seu chamado, era prova de má vontade. Mas os trabalhadores sabiam que a verdade não era essa.
    Não existe isso no Brasil
    Quando chegamos a Brasília, a ida do presidente ao evento já havia sido desarticulada e não conseguimos falar com ele. Um assessor de Lula quis saber do que tratava o assunto que trouxera aquela comitiva à capital. Explicamos e ele, sensibilizado, conseguiu uma reunião com Gilberto Carvalho, o chefe do gabinete de Lula.
    No gabinete, o assessor que marcou a reunião, não quis deixar Claudio Nielson entrar porque temia colocar capital e trabalho juntos para discutirem os rumos da empresa. A pedido dos próprios funcionários, Claudio pode entrar e participar da reunião, e pode também ouvir logo no início da conversa, de Gilberto Carvalho, que se a administração da empresa não mudasse, não seria enviado nenhum dinheiro para a Busscar. Ao ouvirem isso, os empregados partiram em defesa da administração atual de forma contundente e em diversos momentos, comovente. Um dos funcionários chegou a dizer que tinha vergonha, pois não estava produzindo nada, mas recebia seu salário em casa e, apontando para Claudio, finalizou: por causa deste senhor aí.
    Claudio tomou a palavra e mostrou a forma como vem administrando a empresa, de maneira transparente, com prestação de contas mensal aos funcionários. Depois disso, o chefe do gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, mudando de tom, falou: “Peraí gente, o que eu estou vendo aqui, nunca vi em minha história: empregados com salário atrasados vêm aqui, com lágrimas nos olhos, defender o patrão? E o patrão me mostra uma administração transparente… Não existe isso no Brasil!”.
    A língua, a verdade e Deus.
    Percebendo a verdade dos fatos, Gilberto abriu o jogo para todos nós e disse que a informação que havia chegado em Brasília era de que se tratava de mais um caso de patrão sem-vergonha que rouba do empregado para ficar rico. “Isso não tem nada a ver com o que estou vendo aqui”, disse. Ao ouvir isso, Claudio Nielson chorou e os funcionários, muito comovidos, também. Visivelmente sensibilizado, Gilberto emendou “Hoje eu entendi a verdadeira história e a conversa vai mudar”. Gilberto prometera mostrar a situação a Lula e também uma solução para a Busscar até a próxima quarta-feira.
    Voltei a Joinville pensando no que acabara de ver: uma língua ferina dissera que a administração da Busscar era péssima, que os donos enriqueciam às custas de empregados explorados, isso envenenou Carlito, Ideli e toda a cúpula do governo, uma única e perversa língua quase acabava com o sonho de 4 mil funcionários e de uma das tradicionais famílias de Joinville, que se mostra digna e disposta a honrar a iniciativa e o trabalho de Harold Nielson.
    Durante a viagem de volta, encontro dois versículos da Bíblia, no livro de Tiago, e dizem: “Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal” (Tiago 3:8); “Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus” (tiago 3:9).
    Lembro de Carlito, em 2003, lutando para que o BNDES liberasse o dinheiro para a Busscar, e de Carlito, em 2009, não recebendo os funcionários da empresa. Ele fora envenenado, e também Ideli, e todo o governo. Enquanto os funcionários, sem comer, sofriam pressão, choravam e tentavam reverter a situação em Brasília, entrevistas eram dadas em rádios difamando a administração da Busscar. Mas a força de 4 mil funcionários e de uma administração transparente esmagaram a serpente da difamação.
    Tive o privilégio de participar disso, de contar a Gilberto a cronologia da Busscar e ajudá-lo a entender que a família Nielson não era culpada pelos desmandos da empresa entre 1998 e 2003. Pude ver também, por que o presidente Lula conta com tamanha aceitação: ele tem ao seu lado pessoas sensíveis que sabem ouvir e discernir, como o seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho.
    Em Brasília, pude ver que a essência do PT nacional é diferente do PT de Joinville, que se deixa envenenar por uma mísera língua, esse chicote! E torço para que tal envenenamento tenha-se dado por insensatez e ignorância e não por interesses outros, que envolvam guerra mercadológica ou interesses particulares.
    Digo a vocês, e de todo coração, que quando 4 mil vozes se levantam e lutam com verdade e dedicação, não há língua maldosa que vença a batalha. Volto de Brasília, tendo visto diante de meus olhos, um Deus reinar soberano sobre os justos. Amém.

    Kennedy Nunes
    Deputado Estadual
    (Por Elian A. do Amaral) O Dep. Kennedy Nunes diz 4 mil mas na verdade foram 5.5 trabalhadores, e ele se enganou, com o PT em Brasília, principalmente com o Sr. Gilberto Carvalho que deu um cala Boca com a comitiva de 1500 funcionários em Brasília.

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