Satisfação do passageiro vai determinar remuneração das empresas de São Paulo

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Ônibus em São Paulo. Prefeitura deve, em nova licitação, remunerar empresas de ônibus também por indicadores de qualidade. Horários de menor demanda devem ter remuneração maior. Foto: Adamo Bazani.

Satisfação do passageiro vai interferir na remuneração das empresas de ônibus
Companhias que operam em corredores podem receber pagamento fixo mensal e horários de menor demanda devem ter remuneração mais elevada
ADAMO BAZANI – CBN
A licitação dos transportes da cidade de São Paulo, que vai contemplar o sistema de concessão (empresas de ônibus) e o sistema de permissão (cooperativas), além de reorganizar as áreas operacionais do município criando apenas três lotes de operação, deve alterar a forma de remuneração das empresas de ônibus.
Pela intenção do poder público, as companhias não vão receber apenas pelos passageiros transportados, mas também por índice de satisfação.
Assim, a remuneração vai levar em conta, segundo a Prefeitura de São Paulo, indicadores de qualidade, número de reclamações e investimentos em renovação de frota e desenvolvimento tecnológico.
Os critérios de pagamento às empresas de ônibus vão ser definidos no edital final de licitação e nos contratos de concessão, para as viações, e permissão, para as cooperativas.
Também há a possibilidade de as empresas que operem em corredores exclusivos e que não tenham variações de gastos significativas receberem por mês um valor fixo como remuneração, desde que mantenham a prestação dos serviços programados.
As operações em horários de menor movimento podem ter uma remuneração maior. O objetivo é estimular o aumento da frota nestas faixas de horários e incentivar a migração de passageiros para estas viagens, ajudando a diminuir a superlotação nos horários de pico.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes