Emplacamentos de ônibus caem 25,38% em outubro e mercado acumula retração de 2,99% em 2026, aponta Fenabrave
Publicado em: 5 de novembro de 2026
Mercedes-Benz lidera mercado geral, seguida por Volkswagen e Iveco; Marcopolo, com Volare, registra 2.387 unidades no ano e, entre os elétricos, Eletra/Caio lidera o acumulado, à frente de BYD e Mercedes-Benz
ADAMO BAZANI
Os emplacamentos de ônibus no Brasil caíram 25,38% em outubro de 2026 na comparação com setembro e 14,83% em relação ao mesmo mês de 2025. Segundo balanço divulgado nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram registrados 2.061 ônibus em outubro, contra 2.762 em setembro e 2.420 em outubro do ano passado. No acumulado de janeiro a outubro, o setor chegou a 22.952 unidades, redução de 2,99% diante dos 23.660 veículos registrados no mesmo intervalo de 2025.
A retração ocorre em um período de ajustes nas compras e entregas de ônibus, após as eleições municipais de 2024 e em meio à reorganização das prioridades de investimento das administrações públicas. O setor também atravessou as eleições gerais de outubro de 2026, com possíveis reflexos futuros sobre decisões orçamentárias e programas de financiamento. Apesar do desempenho negativo do mercado geral, os ônibus elétricos acumulam crescimento de 75,04% em 2026. Entre as fabricantes de veículos elétricos, a liderança no acumulado é da Eletra, com carroceria Caio, que aparece na classificação da Fenabrave sob a denominação Induscar, seguida por BYD e Mercedes-Benz.
O relatório mostra que o mercado brasileiro de ônibus apresenta um desempenho diferente de segmentos como automóveis e motocicletas, que registraram crescimento no acumulado do ano.
A Fenabrave também chamou atenção para o calendário de outubro, que teve 21 dias úteis em 2026, contra 23 no mesmo mês de 2025.
Essa diferença interfere na comparação, embora não explique, isoladamente, a redução dos emplacamentos.
Em comunicado divulgado com o balanço, o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, destacou que o crédito continua sendo um desafio para o setor automotivo, especialmente em razão das taxas de juros.
A entidade também identificou uma recuperação gradual em segmentos como ônibus e caminhões, embora os resultados acumulados ainda permaneçam negativos.
O comportamento dos ônibus precisa ser analisado considerando as características de seu mercado.
Diferentemente dos automóveis, cujas compras são distribuídas entre grande quantidade de consumidores, os ônibus são adquiridos principalmente por empresas de transporte, operadores de fretamento, instituições e governos.
Em muitos casos, as encomendas envolvem lotes de dezenas ou centenas de veículos.
A produção, o faturamento, a entrega e o emplacamento podem ocorrer em etapas diferentes.
Assim, uma compra anunciada em determinado mês não significa necessariamente que todos os veículos apareçam imediatamente nos registros da Fenabrave.
Outubro teve 701 ônibus emplacados a menos que setembro
A diferença entre setembro e outubro foi de 701 ônibus.
Na comparação com outubro de 2025, houve 359 emplacamentos a menos.
O acumulado de janeiro a outubro ficou 708 unidades abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
Emplacamentos de ônibus – Brasil
| Indicador | Unidades |
|---|---|
| Outubro de 2026 | 2.061 |
| Setembro de 2026 | 2.762 |
| Outubro de 2025 | 2.420 |
| Janeiro a outubro de 2026 | 22.952 |
| Janeiro a outubro de 2025 | 23.660 |
| Variação sobre setembro | -25,38% |
| Variação sobre outubro de 2025 | -14,83% |
| Variação acumulada | -2,99% |
O desempenho mensal mais fraco contrasta com a recuperação observada em parte do segundo semestre.
Em julho, o acumulado do ano ainda apresentava queda de 7,04%, segundo levantamento anterior da Fenabrave.
Em agosto, a retração acumulada havia diminuído para 4,25%.
Agora, até outubro, a diferença negativa está em 2,99%.
A evolução mostra que o mercado reduziu parte das perdas acumuladas ao longo de 2026, apesar do recuo de outubro.
Os números não permitem afirmar que a queda mais recente representa necessariamente o início de uma nova tendência de retração.
Será necessário observar os emplacamentos de novembro e dezembro, especialmente as entregas de lotes destinados à renovação de frotas.
Cenário pós-eleições: renovação de ônibus depende de decisões administrativas e financiamento
O mercado de ônibus possui uma relação direta com o ciclo de investimentos públicos.
A renovação de frotas urbanas depende, em muitos sistemas, das exigências dos contratos de concessão, das condições financeiras dos operadores, da disponibilidade de crédito e das políticas de transporte dos municípios.
As eleições municipais de 2024 foram acompanhadas por expectativas de investimentos na modernização das frotas.
Entretanto, nem todos os projetos anunciados ou planejados se converteram imediatamente em encomendas e emplacamentos.
A elaboração de editais, a contratação de financiamentos, as negociações com concessionárias e os procedimentos de fabricação podem prolongar os prazos de entrega.
Além disso, a aquisição de veículos pode sofrer influência da necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos e das decisões relacionadas aos subsídios públicos.
O setor também chega ao fim de 2026 após as eleições gerais realizadas em outubro.
Esse novo momento político pode influenciar os orçamentos e as prioridades de investimento dos próximos anos, especialmente nos programas federais de financiamento e aquisição de ônibus.
Mas é necessário diferenciar contexto de causa comprovada.
O balanço da Fenabrave não atribui a queda dos emplacamentos de outubro ao resultado eleitoral ou às eleições.
Também não apresenta uma separação entre compras municipais, estaduais, federais e privadas que permita quantificar o efeito das decisões governamentais.
O que pode ser afirmado é que o mercado depende de decisões de investimento que frequentemente ultrapassam os calendários eleitorais.
Programas como Caminho da Escola e linhas de financiamento para renovação de frotas possuem relevância para a indústria.
No transporte urbano, contratos de longo prazo e mecanismos estáveis de financiamento também são importantes para garantir continuidade às encomendas.
Mercedes-Benz lidera outubro com mais da metade dos ônibus emplacados
A Mercedes-Benz manteve a primeira posição no ranking de emplacamentos de ônibus.
Em outubro, a fabricante registrou 1.108 unidades, correspondentes a 53,76% do mercado.
A Volkswagen Caminhões e Ônibus ficou em segundo lugar, com 357 veículos e participação de 17,32%.
A Iveco registrou 242 ônibus, alcançando 11,74%.
Na quarta posição aparece a Marcopolo, por causa dos miniônibus Volare que já são vendidos montados, com 221 registros e 10,72% de participação.
Ranking de ônibus – outubro de 2026
| Fabricante | Unidades | Participação |
|---|---|---|
| Mercedes-Benz | 1.108 | 53,76% |
| Volkswagen Caminhões e Ônibus | 357 | 17,32% |
| Iveco | 242 | 11,74% |
| Marcopolo | 221 | 10,72% |
| Agrale | 48 | 2,33% |
| Volvo | 32 | 1,55% |
| Scania | 30 | 1,46% |
| Induscar – Eletra/Caio | 20 | 0,97% |
| BYD | 3 | 0,15% |
| Total | 2.061 | 100% |
Os números da Fenabrave são organizados pela marca sob a qual os veículos são registrados e faturados.
Isso não equivale necessariamente à quantidade de carrocerias produzidas por uma fabricante.
Um ônibus com chassi Mercedes-Benz, Volkswagen, Scania ou Volvo, por exemplo, pode receber carroceria Marcopolo, Caio, Comil, Mascarello, Busscar ou de outra encarroçadora.
Nesse caso, o emplacamento pode aparecer na marca do fabricante do chassi, e não na empresa responsável pela carroceria.
Por isso, as estatísticas de emplacamentos precisam ser diferenciadas dos levantamentos de produção industrial e de vendas de carrocerias.
Há ainda uma particularidade importante no segmento de ônibus elétricos.
A denominação Induscar, utilizada pela Fenabrave, refere-se, no levantamento analisado, aos ônibus elétricos com tecnologia de tração e chassis da Eletra, que recebem carrocerias Caio.
A Induscar é a razão social associada à Caio, responsável pelo faturamento desses veículos completos.
Portanto, os registros devem ser identificados como Eletra/Caio para que o leitor compreenda a participação das duas empresas.
No acumulado, Mercedes-Benz registra 10.752 ônibus, Volkswagen 5.039 e Iveco 2.856
A liderança da Mercedes-Benz também aparece no acumulado dos dez primeiros meses do ano.
Foram 10.752 veículos registrados, com participação de 46,85%.
A Volkswagen Caminhões e Ônibus somou 5.039 unidades, correspondentes a 21,95%.
A Iveco aparece na terceira posição, com 2.856 ônibus e 12,44%.
A Marcopolo (Volare) ocupa o quarto lugar, com 2.387 registros e participação de 10,40%.
Emplacamentos acumulados – janeiro a outubro de 2026
| Fabricante | Unidades | Participação |
|---|---|---|
| Mercedes-Benz | 10.752 | 46,85% |
| Volkswagen Caminhões e Ônibus | 5.039 | 21,95% |
| Iveco | 2.856 | 12,44% |
| Marcopolo (Volare) | 2.387 | 10,40% |
| Scania | 377 | 1,64% |
| Agrale | 373 | 1,63% |
| Volvo | 366 | 1,59% |
| Induscar – Eletra/Caio | 354 | 1,54% |
| BYD | 328 | 1,43% |
| CRRC | 91 | 0,40% |
| Higer | 15 | 0,07% |
| Total | 22.952 | 100% |
A concentração é significativa.
As quatro primeiras marcas respondem por mais de 91% dos ônibus emplacados no acumulado.
Entretanto, o ranking reúne fabricantes com diferentes modelos de atuação industrial.
Mercedes-Benz, Volkswagen, Iveco, Volvo e Scania são conhecidas pelo fornecimento de plataformas e chassis para diferentes encarroçadoras.
A Marcopolo atua na produção de carrocerias, veículos completos e modelos registrados diretamente sob suas marcas, como a linha Volare.
A Eletra atua no desenvolvimento e na fabricação de tecnologia de tração e chassis elétricos, em integração com carrocerias da Caio e, mais recentemente, da Mascarello.
Essa diversidade industrial precisa ser considerada na interpretação do balanço.
Marcopolo (Volare) soma 2.387 veículos registrados e espera resultados de rodoviários e Caminho da Escola
A Marcopolo (Volare) registrou 221 emplacamentos sob sua marca em outubro, alcançando 2.387 unidades no acumulado de janeiro a outubro.
Os números correspondem aos veículos registrados diretamente como Marcopolo na classificação da Fenabrave, com destaque para a atuação da marca Volare.
Não representam a totalidade das carrocerias Marcopolo comercializadas no mercado brasileiro.
A empresa fornece carrocerias para chassis de diferentes marcas, como Mercedes-Benz, Volkswagen, Scania, Volvo e outras fabricantes.
Por isso, muitos ônibus produzidos pela Marcopolo aparecem no ranking de emplacamentos associados às marcas dos chassis.
A distinção é importante especialmente no mercado rodoviário, no qual a encarroçadora atua com modelos de diferentes configurações e capacidades.
Em reportagem exclusiva publicada em maio de 2026, o Diário do Transporte acompanhou as apresentações de resultados e perspectivas da Marcopolo para investidores.
Na ocasião, os executivos da empresa destacaram as expectativas de crescimento das entregas durante o segundo semestre, principalmente em razão da demanda por ônibus rodoviários e das compras relacionadas ao programa Caminho da Escola.
A companhia informou que participava, direta ou indiretamente, de propostas para fornecimento de 7.210 ônibus escolares, incluindo veículos Volare e carrocerias destinadas a diferentes plataformas.
A efetiva realização dessas entregas depende das etapas de contratação e dos cronogramas de fornecimento.
No mercado rodoviário, a Marcopolo também identifica oportunidades decorrentes da necessidade de renovação das frotas e da demanda por veículos de maior valor agregado.
A empresa vem ampliando seu portfólio de ônibus, incluindo modelos rodoviários da geração G8 e soluções destinadas ao transporte urbano.
No segmento elétrico, a Marcopolo atua com projetos próprios, como a família Attivi, além do fornecimento de carrocerias utilizadas em ônibus de outras fabricantes de sistemas de propulsão.
Os emplacamentos registrados diretamente sob a marca Marcopolo, portanto, não correspondem a uma medição completa de sua participação na indústria brasileira de carrocerias.
Ônibus elétricos crescem 75,04% no acumulado, apesar da retração em outubro
O desempenho dos ônibus elétricos contrasta com o resultado do mercado geral.
De janeiro a outubro de 2026, foram emplacados 1.122 ônibus elétricos, contra 641 no mesmo período de 2025.
O aumento foi de 75,04%, equivalente a 481 veículos adicionais.
Entretanto, outubro registrou 88 unidades, redução de 13,73% em relação aos 102 veículos emplacados em setembro.
Na comparação com outubro de 2025, quando foram registrados 87 ônibus elétricos, houve crescimento de apenas 1,15%.
Mercado de ônibus elétricos
| Indicador | Unidades |
|---|---|
| Outubro de 2026 | 88 |
| Setembro de 2026 | 102 |
| Outubro de 2025 | 87 |
| Acumulado de 2026 | 1.122 |
| Acumulado de 2025 | 641 |
| Variação mensal | -13,73% |
| Variação anual de outubro | +1,15% |
| Variação acumulada | +75,04% |
Os elétricos representaram aproximadamente 4,89% dos emplacamentos totais de ônibus nos dez primeiros meses do ano.
A participação ainda é minoritária, mas cresce em relação a 2025.
No acumulado de janeiro a outubro do ano passado, os 641 elétricos representavam aproximadamente 2,71% dos 23.660 ônibus registrados.
A participação passou, portanto, de 2,71% para 4,89%, aumento de aproximadamente 2,18 pontos percentuais.
O resultado demonstra que a eletrificação está ampliando sua presença no mercado nacional, apesar da retração dos emplacamentos totais de ônibus.
Eletra com Caio lidera os elétricos, seguida por BYD e Mercedes-Benz
Entre os ônibus elétricos, a liderança do acumulado de janeiro a outubro pertence à Eletra/Caio, classificada pela Fenabrave como Induscar.
Foram 354 veículos, com participação de 31,55%.
A BYD aparece na segunda posição, com 328 unidades e 29,23%.
A Mercedes-Benz ocupa o terceiro lugar, com 265 registros e 23,62%.
As três fabricantes somam 947 ônibus elétricos, equivalentes a 84,40% do mercado acumulado.
Ranking de ônibus elétricos – janeiro a outubro de 2026
| Fabricante / tecnologia | Unidades | Participação |
|---|---|---|
| Eletra/Caio – Induscar | 354 | 31,55% |
| BYD | 328 | 29,23% |
| Mercedes-Benz | 265 | 23,62% |
| CRRC | 91 | 8,11% |
| Volkswagen Caminhões e Ônibus | 52 | 4,63% |
| Higer | 15 | 1,34% |
| Marcopolo | 12 | 1,07% |
| Volvo | 4 | 0,36% |
| Agrale | 1 | 0,09% |
| Total | 1.122 | 100% |
A classificação deve ser lida considerando as particularidades do faturamento dos veículos.
Os 354 ônibus apresentados como Induscar correspondem aos modelos elétricos com tecnologia Eletra e carrocerias Caio.
A Eletra desenvolve os chassis e sistemas de propulsão, enquanto a Caio fornece as carrocerias e realiza o faturamento dos veículos classificados dessa maneira.
Por isso, a identificação exclusiva como Induscar não permite compreender integralmente a origem industrial dos ônibus.
A Eletra também ampliou sua atuação com o desenvolvimento de uma nova geração de chassis elétricos e parceria com a encarroçadora Mascarello, de Cascavel (PR), mantendo a integração com a Caio.
CRRC aparece com 91 ônibus importados pelo Grupo Comporte
A presença da chinesa CRRC na quarta posição dos emplacamentos de ônibus elétricos exige outra contextualização.
Os 91 registros acumulados não representam uma distribuição contínua de vendas para diferentes compradores brasileiros.
Eles refletem principalmente uma importação de 90 ônibus elétricos realizada pela Viação Piracicabana, empresa do Grupo Comporte, para operação no Distrito Federal, além de uma unidade apresentada em Santos (SP).
O Diário do Transporte acompanha essa operação desde o início do ano.
Os veículos destinados a Brasília foram produzidos na China e importados para atendimento ao sistema de transporte coletivo operado pela Viação Piracicabana.
O Grupo Comporte também mantém atividades de transporte na Baixada Santista, incluindo a região de Santos e Praia Grande (SP).
Entretanto, os registros da Fenabrave não permitem identificar individualmente o município de destino de cada unidade. A documentação localizada associa os 90 veículos ao Distrito Federal e uma unidade a Santos, não permitindo atribuir parte desse lote especificamente a Praia Grande.
A relação comercial entre o Grupo Comporte e a CRRC também envolve o setor ferroviário.
As empresas participam do empreendimento relacionado ao Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas e à concessão da Linha 7-Rubi de trens metropolitanos.
Em outubro, o Diário do Transporte noticiou uma decisão judicial que determinou a revisão do planejamento de distribuição dos 90 ônibus elétricos no Distrito Federal, para considerar também o atendimento às regiões administrativas de Planaltina e Arapoanga.
O episódio demonstra que a importação e o emplacamento dos ônibus não encerram as questões administrativas relacionadas à sua utilização.
É necessário distinguir a compra dos veículos, sua regularização e a distribuição efetiva entre as linhas e regiões atendidas.
Fenabrave revisa perspectivas para 2026, mas mantém expectativa de retração para ônibus
A Fenabrave divulgou, juntamente com o balanço de outubro, uma revisão de suas projeções para o mercado brasileiro de veículos.
A entidade passou a prever crescimento de 12,8% no total de emplacamentos em 2026, acima da estimativa anterior de 8,6%.
O resultado positivo geral está associado principalmente aos automóveis, comerciais leves e motocicletas.
Para ônibus e caminhões, entretanto, a entidade ainda projeta retração no fechamento do ano, embora tenha reduzido a intensidade das perdas esperadas.
Segundo o presidente Arcelio Junior, as condições de crédito continuam representando um desafio para o mercado.
A entidade também destaca a importância dos programas de financiamento e da recomposição gradual de determinados segmentos.
O resultado de outubro mostra que a indústria de ônibus permanece sujeita às decisões de investimento de operadores e governos, à disponibilidade de crédito e aos cronogramas de produção e entrega.
No caso dos ônibus elétricos, a expansão acumulada indica crescimento das aquisições, mas os volumes ainda representam menos de 5% dos emplacamentos totais.
A evolução até dezembro dependerá principalmente dos veículos efetivamente registrados nos dois últimos meses do ano.
O balanço revela, assim, um mercado com dois movimentos simultâneos: retração geral nos emplacamentos e aumento da participação dos ônibus elétricos, em meio à reorganização dos investimentos públicos e privados no transporte coletivo.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


