Greve de ônibus por atraso no vale-refeição afeta Sorocaba e Votorantim nesta quarta-feira (4); Lote da City e BRT têm paralisações e operação começa a voltar às 6h40
Publicado em: 4 de novembro de 2026
Motoristas interromperam parte das operações na madrugada; Prefeitura de Sorocaba e Urbes consideram movimento irregular e acionam a Justiça. Passageiros enfrentaram dificuldades no início da manhã
ADAMO BAZANI
Uma greve parcial de motoristas de ônibus afetou o transporte coletivo de Sorocaba (SP) e também provocou reflexos no atendimento a passageiros de Votorantim (SP) na manhã desta quarta-feira, 4 de novembro de 2026. A paralisação, motivada pelo atraso no pagamento do vale-refeição dos trabalhadores, atingiu operações do lote da City Transportes e BRT Sorocaba. Os veículos que estavam parados começaram a retornar à circulação por volta das 6h40, mas a retomada ocorreu de maneira gradual, depois de passageiros enfrentarem dificuldades para embarcar no início do dia.
Segundo as informações divulgadas pela Prefeitura de Sorocaba e pela Urbes, empresa municipal responsável pela gestão do trânsito e do transporte coletivo, o pagamento do benefício não havia sido realizado pelas operadoras até a meia-noite. A situação provocou a mobilização dos trabalhadores, organizada pelo sindicato da categoria. A administração municipal e a Urbes classificaram a paralisação como irregular, alegando ausência de comunicação prévia, e informaram que recorreram à Justiça para solicitar uma liminar contra a interrupção dos serviços.
A paralisação atingiu o atendimento aos passageiros no horário de início das atividades de trabalho e estudo, período de maior movimentação no sistema.
Em Sorocaba, ônibus das empresas City Transportes e BRT Sorocaba deixaram de circular normalmente durante parte da madrugada e do começo da manhã.
Em Votorantim, também houve relatos de dificuldades enfrentadas por passageiros que dependem dos serviços operados pela City.
Embora a circulação tenha começado a ser retomada às 6h40, a regularização dos intervalos depende do retorno dos veículos às linhas e da reorganização das partidas.
Até o momento das informações disponíveis, não havia um balanço consolidado sobre a quantidade de ônibus parados, linhas afetadas ou viagens que deixaram de ser realizadas.
Também não havia confirmação de que todos os serviços já estivessem completamente normalizados.
Atraso no vale-refeição provocou mobilização
A paralisação ocorreu em razão do atraso no pagamento do vale-refeição, benefício previsto nas condições de trabalho dos motoristas e demais profissionais abrangidos pelo acordo coletivo.
O impasse acontece poucos meses depois de uma negociação salarial que havia afastado a possibilidade de greve no sistema.
Em junho de 2026, os trabalhadores aprovaram um acordo coletivo que estabeleceu reajustes e condições para os benefícios da categoria, incluindo vale-refeição de R$ 1.250.
Desta vez, a reivindicação está relacionada ao cumprimento das obrigações de pagamento, e não à abertura de uma nova campanha salarial.
A Prefeitura de Sorocaba e a Urbes afirmaram que a paralisação ocorreu sem a comunicação prévia exigida para esse tipo de movimento e, por isso, buscaram uma medida judicial para assegurar a continuidade do transporte.
A avaliação de irregularidade apresentada pela administração municipal não equivale, por si só, a uma decisão definitiva da Justiça sobre a legalidade da greve.
Até a última atualização disponível, não havia confirmação do resultado do pedido de liminar nem informação conclusiva sobre a quitação do benefício atrasado.
Para os passageiros, a principal consequência foi a interrupção parcial do atendimento no início da manhã, com reflexos também sobre os intervalos entre os ônibus durante a retomada.
O Diário do Transporte acompanha os desdobramentos para verificar a regularização dos pagamentos, a situação judicial e o restabelecimento integral das operações.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


