VÍDEO: Grave acidente entre trens das empresas Renfe e Iryo deixa dezenas de mortos e feridos na província de Toledo, na Espanha, nesta quarta-feira (28)
Publicado em: 28 de outubro de 2026
Governo suspeita de falha humana na sinalização ferroviária; autoridades organizam atendimento a familiares de vítimas e feridos em Madri
ARTHUR FERRARI
Uma colisão entre duas composições ferroviárias deixou ao menos 68 pessoas mortas e 80 feridas na manhã desta quarta-feira (28), nas proximidades da estação de Urda, na província de Toledo, região central da Espanha. O acidente ocorreu pouco depois das 9h (5h no horário de Brasília).
A principal hipótese investigada pelo governo espanhol é de que um erro humano tenha provocado o desastre. Segundo fontes governamentais ouvidas pelo jornal El País, um operador da Adif, empresa pública responsável pela infraestrutura ferroviária do país, pode ter cometido uma falha durante uma avaria no sistema principal de sinalização.
A suspeita é de que um sinal ferroviário tenha sido desrespeitado, levando à colisão entre as composições.
O trem da empresa Renfe transportava 397 passageiros, enquanto a composição da Iryo contava com 147 pessoas a bordo.
Após o acidente, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, manifestou pesar pelas consequências da ocorrência e declarou estar “profundamente consternado”, além de expressar “solidariedade e apoio às vítimas e aos seus familiares”. A mensagem foi publicada na rede social X, antigo Twitter.
O Congresso dos Deputados espanhol também anunciou o cancelamento de todos os eventos previstos para esta quarta-feira em razão do acidente.
Em Madri, autoridades preparam um espaço na estação ferroviária de Atocha para receber parentes de possíveis vítimas e feridos. A vice-presidente da Câmara Municipal da capital, Inmaculada Sanz, informou que equipes do Serviço de Assistência Municipal de Urgência e Resgate (SAMUR) foram enviadas ao local para organizar o atendimento.
A estrutura ficará no primeiro piso da estação e terá acesso restrito aos familiares. A assistência poderá incluir acompanhamento psicossocial, seguindo o modelo adotado após o acidente ferroviário de Adamuz. Até o momento, não há confirmação sobre a aplicação do mesmo protocolo.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte


