Prefeitura do Rio de Janeiro reabre licitação para reurbanização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho e implantação de rota acessível até o Largo do Boticário

Nova sessão está marcada para sexta-feira (23), às 14h; projeto prevê melhorias no espaço de transporte e na circulação de pedestres em uma região de importância turística da capital fluminense

ADAMO BAZANI

A Prefeitura do Rio de Janeiro reabriu a licitação para a reurbanização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho e a implantação de uma rota acessível entre o terminal e o Largo do Boticário, na zona Sul da capital fluminense. O aviso foi publicado no Diário Oficial do Município desta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos. A nova sessão do pregão eletrônico está marcada para sexta-feira (23), às 14h, e envolve intervenções de engenharia destinadas à melhoria da estrutura urbana e das condições de deslocamento na região.

A concorrência havia sido aberta anteriormente e terá seu procedimento retomado após a publicação do aviso de reabertura. A iniciativa reúne duas frentes de intervenção: a requalificação do terminal rodoviário e a construção de um percurso acessível até o Largo do Boticário, área histórica do Cosme Velho. As melhorias têm potencial para beneficiar passageiros do transporte coletivo, moradores, trabalhadores e visitantes, especialmente pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A reabertura da licitação, entretanto, representa uma nova etapa da seleção da empresa responsável pelos serviços e não significa que as obras já tenham sido contratadas ou iniciadas.

A licitação será realizada por meio do Pregão Eletrônico nº 1274/2026, sob responsabilidade da Subsecretaria de Gestão da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos.

O objeto divulgado pela prefeitura compreende serviços comuns de engenharia para a reurbanização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho e a implantação de uma rota acessível no caminho entre o terminal e o Largo do Boticário, na área da IV Região Administrativa.

A contratação interessa diretamente à mobilidade local porque envolve a conexão entre um equipamento de transporte coletivo e o espaço público utilizado por pedestres.

Acessibilidade entre terminal e área histórica é parte central da intervenção

O Cosme Velho reúne características de bairro residencial, corredor de deslocamentos urbanos e ponto de interesse turístico.

A região recebe moradores, trabalhadores e visitantes que utilizam ônibus, táxis, veículos particulares e outros meios de transporte.

Também é conhecida pelo acesso ao Trem do Corcovado, uma das principais atrações turísticas da cidade.

O Largo do Boticário, por sua vez, é um conjunto arquitetônico histórico que atrai visitantes e integra o patrimônio urbano e paisagístico da região.

A implantação de uma rota acessível entre o terminal e o largo pode contribuir para melhorar as condições de circulação, especialmente para pessoas que enfrentam dificuldades em trajetos com desníveis, obstáculos ou pavimentação inadequada.

Em projetos dessa natureza, a acessibilidade envolve fatores como continuidade dos percursos, circulação segura, adequação de superfícies e eliminação de barreiras físicas.

As soluções específicas, entretanto, dependerão do projeto técnico que integra o procedimento licitatório.

O aviso publicado nesta quarta-feira identifica o objeto geral da contratação, mas não discrimina as dimensões da intervenção, os materiais previstos ou as soluções construtivas.

Também não apresenta, no trecho divulgado, o orçamento estimado ou o prazo de execução das obras.

Obras precisam conciliar circulação de ônibus, pedestres e preservação urbana

A localização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho exige atenção à compatibilidade entre o funcionamento do transporte coletivo e os deslocamentos de pedestres.

A reurbanização de terminais pode envolver melhorias nos acessos, áreas de espera e espaços de circulação, mas as intervenções efetivamente previstas deverão seguir o projeto aprovado pela prefeitura.

Em uma área com interesse histórico e turístico, também é necessário considerar a integração das obras com as características urbanas existentes.

Para os passageiros, o principal benefício esperado é a melhoria das condições de acesso ao transporte e de deslocamento entre os espaços atendidos pelo projeto.

Durante a execução, a organização das obras também deverá considerar a segurança de pedestres, a circulação de veículos e a continuidade dos serviços públicos.

A eventual necessidade de mudanças temporárias nos pontos de ônibus ou na circulação dependerá do planejamento da futura execução.

Nova disputa será realizada na sexta-feira (23)

A sessão de reabertura está marcada para 23 de outubro de 2026, às 14h.

O procedimento é conduzido pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos e está identificado pelo processo administrativo nº 002600.007602/2026-00.

Após a etapa de disputa, a contratação dependerá dos procedimentos legais de julgamento, habilitação, homologação e formalização contratual.

A publicação representa, portanto, a retomada da seleção para execução das melhorias no terminal e no trajeto acessível.

A iniciativa integra uma demanda importante para a mobilidade urbana: melhorar não apenas o deslocamento dentro dos veículos, mas também as condições para que passageiros e pedestres consigam chegar aos equipamentos de transporte com segurança e acessibilidade.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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