Metrô de São Paulo terá pagamento por Pix em todas as máquinas de bilhetes da Linha 1-Azul a partir desta quinta-feira (22)

Novidade começou a ser implantada na terça-feira (20) e será ampliada para as linhas 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata até 30 de outubro; bilhetes magnéticos utilizados há 52 anos deixam de ser aceitos no fim do mês

ADAMO BAZANI

A partir desta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, todas as máquinas de autoatendimento das estações da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo estarão habilitadas para receber pagamentos por Pix na compra de bilhetes unitários com QR Code. A novidade começou a ser implantada na terça-feira (20) e chegará gradualmente às linhas 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, com previsão de conclusão em 30 de outubro.

Com a mudança, os passageiros poderão utilizar o Pix diretamente nas máquinas de autoatendimento do sistema TOP, operadas pela Autopass, para comprar passagens sem precisar de dinheiro em espécie ou cartão bancário. Os equipamentos, disponíveis em todas as estações do Metrô, emitem bilhetes unitários impressos com QR Code, utilizados para liberar a passagem pelas catracas. O Pix será uma alternativa ao cartão de débito, que já é aceito nessas máquinas.

A implantação ocorre em etapas, conforme o cronograma divulgado pelo Metrô.

Na Linha 1-Azul, que liga o Jabaquara ao Tucuruvi, todos os equipamentos estarão habilitados até esta quinta-feira (22).

Na Linha 2-Verde, entre Vila Madalena e Vila Prudente, a disponibilização ocorrerá nos dias 23 e 26 de outubro.

Na Linha 3-Vermelha, que liga Palmeiras-Barra Funda a Corinthians-Itaquera, as máquinas receberão a atualização nos dias 27 e 28 de outubro.

Já na Linha 15-Prata, sistema de monotrilho que atende a zona leste da capital, a habilitação está programada para os dias 29 e 30 de outubro.

O novo recurso amplia as opções de pagamento para passageiros que não utilizam cartões específicos de transporte ou que precisam adquirir uma passagem avulsa.

A possibilidade de pagar por Pix também beneficia quem não possui cartão de débito ou prefere utilizar o saldo disponível em uma conta bancária ou carteira digital.

Na prática, o passageiro poderá utilizar o Pix na máquina de autoatendimento para adquirir um bilhete unitário, que será impresso com QR Code. Esse código deverá ser apresentado ao leitor da catraca para permitir o acesso à área paga da estação.

A novidade não elimina as demais alternativas de pagamento e integra o processo de modernização dos meios de acesso ao sistema metroviário.

Metrô amplia alternativas de pagamento e acesso às estações

A implantação do Pix faz parte de um conjunto de mudanças na bilhetagem do Metrô de São Paulo, que busca reduzir a dependência dos bilhetes físicos tradicionais e oferecer diferentes possibilidades de acesso ao transporte público.

Atualmente, os passageiros podem utilizar o Bilhete Único, o Cartão TOP, bilhetes unitários com QR Code e cartões bancários por aproximação, além dos canais digitais de venda.

Os bilhetes com QR Code podem ser adquiridos pelo WhatsApp, no número (11) 3777-9456, pelo aplicativo TOP, disponível para Android e iOS, e pelas máquinas de autoatendimento instaladas nas estações.

Outra possibilidade é utilizar cartões de crédito ou débito diretamente nas catracas, sem a necessidade de comprar antecipadamente um bilhete unitário.

Essa modalidade também permite o pagamento por meio de smartphones e relógios inteligentes equipados com carteiras digitais compatíveis com a tecnologia de aproximação.

O pagamento diretamente nas catracas começou a ser disponibilizado em dezembro de 2025 e foi ampliado em setembro de 2026 para todas as catracas das estações, que passaram a aceitar cartões de crédito e débito físicos ou virtuais.

A diferença entre as modalidades está na forma de utilização.

Enquanto o passageiro que paga por aproximação utiliza diretamente seu cartão bancário, smartphone ou relógio inteligente para acessar a estação, quem realiza a compra por Pix nas máquinas recebe um bilhete unitário impresso com QR Code.

A diversificação dos meios de pagamento também facilita o acesso de passageiros ocasionais, turistas e pessoas que não possuem cartões específicos de transporte.

Para quem utiliza diariamente os sistemas de ônibus, trens e metrô, os cartões de transporte continuam sendo importantes, especialmente nas situações em que existem regras de integração tarifária.

A modernização acompanha uma tendência observada em diferentes sistemas de transporte coletivo, com a ampliação da bilhetagem digital e a possibilidade de pagamento por meios bancários, reduzindo a necessidade de aquisição antecipada de créditos em pontos físicos.

Além da praticidade para os passageiros, a adoção de diferentes tecnologias permite diversificar os canais de venda e oferecer alternativas em situações nas quais o usuário não dispõe de seu cartão habitual de transporte.

Bilhete magnético utilizado desde 1974 deixa de ser aceito em 31 de outubro

A modernização dos meios de pagamento também marca o encerramento da utilização de um dos sistemas mais antigos de bilhetagem do transporte público paulistano.

Os bilhetes magnéticos conhecidos como Edmonson, utilizados desde o início da operação comercial do Metrô, em 1974, poderão ser utilizados pelos passageiros somente até 31 de outubro de 2026.

Após essa data, o Metrô disponibilizará postos de troca para os usuários que ainda possuírem bilhetes antigos.

Segundo a companhia, a substituição ocorre porque a tecnologia utilizada nos bilhetes magnéticos se tornou obsoleta, com dificuldades crescentes de manutenção dos equipamentos necessários para seu funcionamento.

O sistema acompanhou diferentes fases da expansão da rede metroviária e foi, durante décadas, uma das principais formas de acesso dos passageiros às estações.

Desde a inauguração das primeiras operações comerciais da Linha 1-Azul, em 1974, o bilhete magnético fez parte da rotina de milhões de viagens realizadas no sistema.

Ao longo dos anos, a bilhetagem passou por mudanças, com a introdução de cartões eletrônicos, integração com outros meios de transporte e, mais recentemente, sistemas digitais capazes de permitir o acesso por QR Code ou pagamento bancário por aproximação.

Com a adoção dessas tecnologias, os antigos bilhetes magnéticos perderam espaço para sistemas de leitura eletrônica que dispensam os mecanismos tradicionais de validação magnética.

O encerramento do uso do Edmonson representa, portanto, mais uma etapa da transformação tecnológica do Metrô de São Paulo, que completou 52 anos de operação comercial em 2026.

A substituição também ocorre em um momento de ampliação dos pagamentos digitais no transporte coletivo, tanto por meio de cartões bancários quanto de aplicativos, carteiras eletrônicas e sistemas de leitura de QR Code.

Para os operadores, a atualização tecnológica permite reduzir a dependência de equipamentos antigos e ampliar os canais de venda de passagens. Para os passageiros, o principal efeito é a possibilidade de escolher diferentes formas de pagamento, conforme os recursos disponíveis no momento da viagem.

Com a conclusão da implantação do Pix nas quatro linhas administradas pelo Metrô, prevista para 30 de outubro, o sistema passará a oferecer essa modalidade de pagamento nas máquinas de autoatendimento de todas as suas estações, ampliando as opções de compra de bilhetes unitários.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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