Prefeitura de Belo Horizonte (MG) prevê que 170 novos ônibus sejam incorporados a frota do transporte público até o início de 2027
Publicado em: 18 de outubro de 2026
Entre janeiro de 2025 e setembro de 2026, capital mineira recebeu 573 coletivos zero quilômetro
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Em 2026, Belo Horizonte (MG) já recebeu 219 ônibus zero quilômetro para a frota do transporte coletivo. Entre janeiro de 2025 e setembro deste ano, foram 573 veículos; a prefeitura prevê que 170 coletivos sejam incorporados até o início de 2027.
De acordo com a prefeitura, do total de ônibus novos incorporados nos últimos dois anos, 87% substituíram veículos mais antigos e os demais ampliaram a frota.
Dados apurados pela ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) e do Anuário da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) entre 2023 e 2024 apontam que a entrada dos novos ônibus reduziu a idade média da frota para quatro anos e dez meses, abaixo da média nacional, de seis anos e dez meses.
O planejamento possibilitou a criação de novas linhas e melhores condições para os passageiros nos coletivos, como ar-condicionado e elevadores de acessibilidade.
Além disso, os veículos integrados ao sistema de mobilidade contam com suspensão a ar e tecnologia Euro 6, que reduz em até 80% a emissão de gases poluentes.
A frota de 2.817 veículos é 100% acessível, com elevadores ou embarque em nível. Além disso, as estações contam com elevadores, escadas rolantes e rampas. Pessoas com mobilidade reduzida e idosos têm prioridade para se sentar em qualquer assento dos ônibus da cidade, direito garantido pela Lei 11.731/2024.
O cronograma de viagens também foi ampliado. Foram acrescidas 200 viagens nos dias úteis, 100 aos sábados e 250 aos domingos (dias de Catraca Livre). Também foram criadas seis linhas: 109, 1031, 3151, 6150, 5350 e 8251. Outras rotas passaram por adequações, ampliando a cobertura e fortalecendo a integração entre diferentes regiões da capital.
Outro destaque é a reestruturação do transporte aos domingos e feriados com o programa Catraca Livre, implantado em dezembro do ano passado. A iniciativa ampliou o acesso a parques, praças e centros culturais, além de criar conexões diretas entre bairros. Com o redimensionamento da frota nesses dias, o volume de passageiros cresceu 36% em média, com pico de 53% de aumento no domingo de Carnaval.
A mobilidade noturna foi reforçada pelo Programa Madrugão, implantado há dez meses com registro de 510 mil usuários transportados. Das 0h às 3h59, o Madrugão opera com 128 linhas, incluindo a linha 10 (Circular Noturno), que faz conexão direta com importantes áreas de vida noturna da cidade e com o sistema Move. O sistema oferece menor tempo de espera e mais cobertura nas áreas de maior demanda.
As melhorias são viabilizadas pela Lei Municipal nº 11.458/2023, que modernizou a remuneração do transporte coletivo. O modelo permite ao poder público complementar a tarifa, antes paga exclusivamente pelos passageiros, condicionada ao cumprimento de critérios de qualidade pelas concessionárias, como pontualidade, limpeza, conservação, ar-condicionado em funcionamento e respeito ao limite de lotação.
Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte


