São Paulo autoriza mais R$ 264 mil para desapropriação da Ponte Graúna–Gaivotas, ligação que prevê prioridade para ônibus
Publicado em: 30 de setembro de 2026
Projeto de R$ 347,5 milhões terá travessia de 960 metros sobre a Billings e novos acessos para aproximar bairros do extremo sul dos eixos de transporte coletivo
ADAMO BAZANI
A Prefeitura de São Paulo autorizou mais R$ 264.276,63 para obter a posse de um imóvel necessário à implantação da ligação viária Graúna–Gaivotas, na zona sul. A medida, publicada no Diário Oficial desta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, integra as desapropriações de um empreendimento que prevê uma nova travessia sobre a Represa Billings, prioridade para ônibus e melhores conexões com o Terminal Grajaú e a Linha 9-Esmeralda.
O projeto tem investimento de R$ 347,5 milhões e reúne uma ponte de 960 metros e intervenções viárias que totalizam seis quilômetros. Em atualização divulgada em setembro, a Prefeitura informou que pretende colocar a ponte em funcionamento em fevereiro de 2028 e concluir o conjunto das obras em novembro daquele ano. A estimativa municipal é beneficiar mais de um milhão de pessoas.
Nova ligação pretende reduzir a dependência dos caminhos atuais na região da Billings
A implantação da ligação Graúna–Gaivotas procura criar uma alternativa para os deslocamentos entre bairros separados pelo Braço do Cocaia, na Represa Billings.
Para quem utiliza ônibus, a importância está no conjunto formado pela travessia e por seus acessos. O projeto prevê novas paradas e articulação com corredores e faixas de ônibus das avenidas Teotônio Vilela, Atlântica, Olívia Guedes Penteado, Interlagos, Nossa Senhora de Sabará e Dona Belmira Marin.
A proposta também busca facilitar o acesso ao Terminal Grajaú e à Linha 9-Esmeralda, ampliando as possibilidades de conexão da população do extremo sul com outros pontos da cidade
Ponte terá quatro faixas de tráfego, ciclovia e passagem para pedestres
A travessia terá duas faixas de circulação por sentido, ciclovia, calçadas acessíveis e iluminação. O empreendimento inclui abertura de vias, recuperação de pavimento, drenagem, organização dos acessos e intervenções para pedestres.
Segundo a Prefeitura, a nova conexão poderá reduzir em até 64% o tempo de viagem entre a Rua Mâncio Lima e a Avenida Presidente João Goulart. Trata-se de uma projeção municipal associada à conclusão do empreendimento, e não de um resultado já observado.
Na atualização de 9 de setembro, a administração informou que havia trabalhos simultâneos nos lados Graúna e Gaivotas e sobre a represa, com execução de fundações, blocos e estruturas da ponte.
Depósito judicial é uma etapa para liberar área necessária ao empreendimento
A publicação desta quarta-feira autoriza o empenho de R$ 264.276,63 para complementar a oferta apresentada em uma ação de desapropriação.
O objetivo é permitir o pedido de imissão na posse, procedimento pelo qual o município busca assumir a posse do imóvel necessário à obra enquanto a discussão judicial sobre a desapropriação prossegue.
Esse valor corresponde a uma etapa relativa ao imóvel tratado no processo. Não representa o orçamento da ponte nem o custo total das áreas necessárias ao empreendimento.
Como já mostrou o Diário do Transporte, outras autorizações para desapropriações foram publicadas ao longo de setembro. No dia 2, dois depósitos somavam R$ 262.001,10. A execução da ponte e dos acessos foi contratada com a Construtora A. Gaspar.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


