Mobi-Rio abre licitações para peças de ônibus e gradis do BRT; contratos e atas com valores divulgados somam quase R$ 4 milhões
Publicado em: 18 de setembro de 2026
Publicações incluem manutenção da frota, segurança das unidades, radiocomunicação, exames ocupacionais e notificações a fornecedores; compras futuras terão valores mantidos sob sigilo
ADAMO BAZANI
A Mobi-Rio abriu duas licitações para comprar peças destinadas à manutenção de ônibus Volkswagen e gradis para as ligações entre estações e terminais do BRT. A companhia municipal também publicou contratos e atas para componentes de veículos, vigilância patrimonial, radiocomunicação e exames ocupacionais que, somados, chegam a aproximadamente R$ 3,97 milhões.
As medidas envolvem diretamente a conservação da frota operada pela Prefeitura do Rio de Janeiro e a infraestrutura utilizada pelos passageiros do BRT. Os valores das duas novas licitações ainda não foram divulgados e serão mantidos sob sigilo durante os processos de contratação.
As informações constam do Diário Oficial do Município e incluem ainda a nomeação de gestores e fiscais de contratos, um processo seletivo para médico do trabalho e notificações a duas fornecedoras por suposto descumprimento de obrigações.
Mobi-Rio busca peças para ônibus Volkswagen
Uma das licitações tem como objetivo formar uma ata de registro de preços para a aquisição de peças e acessórios novos e originais destinados aos ônibus Volkswagen dos modelos 17.260 e 22.280.
Os componentes serão utilizados na manutenção preventiva e corretiva dos veículos operados pela Companhia Municipal de Transportes Coletivos, a Mobi-Rio.
A disputa está marcada para 5 de outubro de 2026, às 11h, por meio do sistema de compras do Governo Federal. O julgamento será pelo menor preço de cada item.
O valor estimado foi mantido sob sigilo, conforme as regras aplicáveis às empresas públicas. O edital é identificado como Pregão Eletrônico 1.616/2026.
Gradis serão instalados nas ligações entre estações e terminais do BRT
A segunda licitação prevê a compra de gradis Nylofor 3D, produzidos em aço galvanizado, além dos respectivos acessórios.
Segundo a Mobi-Rio, os equipamentos serão destinados aos corredores de ligação entre estações e terminais do sistema BRT. Os gradis podem ser empregados para organizar acessos, direcionar a circulação e separar áreas operacionais dos espaços utilizados pelos passageiros.
A concorrência está programada para 7 de outubro de 2026, às 11h. O critério também será o menor preço por item, e o orçamento estimado permanece sigiloso.
O processo aparece como Pregão Eletrônico 1.617/2026.
Contratos para peças de ônibus somam R$ 291,8 mil
A Mobi-Rio também divulgou três contratos para o fornecimento de componentes utilizados na manutenção de ônibus com chassis Mercedes-Benz e motores Euro 5 e Euro 6.
Um dos contratos foi firmado com a Rio Diesel Veículos e Peças, no valor de R$ 54.159,90. A aquisição reúne peças e acessórios novos e genuínos para chassis Mercedes-Benz e tem vigência entre 4 de setembro e 3 de novembro de 2026.
Outros dois contratos foram celebrados com a Nova Rio Distribuidora Automotiva. Os valores são de R$ 99.001,05 e R$ 138.627,45, totalizando R$ 237.628,50.
Os componentes incluem itens para eixos, embreagem, sistema elétrico, direção, caixa de marchas, suspensão e transmissão diferencial dos ônibus.
Somados, os três contratos alcançam R$ 291.788,40.
Ata prevê até R$ 393 mil em correias para ônibus
A companhia publicou ainda uma ata de registro de preços para a aquisição de correias automotivas destinadas aos sistemas de motor, refrigeração, alternador e ar-condicionado da frota.
Os fornecedores registrados são JW Peças e Acessórios e Nova Rio Distribuidora Automotiva. Considerando os valores e as quantidades publicados, a ata pode movimentar até R$ 393.055,78.
Entre os itens estão correias para motores Mercedes-Benz O-500, veículos padron Euro 6, sistemas de ar-condicionado, ventiladores de radiadores e alternadores.
A ata fica em vigor de 17 de setembro de 2026 a 16 de setembro de 2027. Como se trata de registro de preços, o valor representa uma estimativa máxima e não obriga a Mobi-Rio a adquirir a totalidade dos componentes.
Companhia formaliza fiscalização de outros três contratos da frota
Em outros atos, a Mobi-Rio designou gestores e integrantes das comissões que acompanharão três contratos relacionados à manutenção dos ônibus.
Um deles trata da aquisição de materiais de elétrica automotiva. Os outros dois envolvem peças e componentes genuínos para ônibus Mercedes-Benz O-500, equipados com motores OM457 e enquadrados nas tecnologias Euro 5 e Euro 6.
As portarias não apresentam os valores dos contratos. Os servidores designados terão a responsabilidade de acompanhar a execução, conferir o fornecimento e atestar os documentos fiscais.
Vigilância de unidades da Mobi-Rio custa R$ 1,44 milhão por três meses
A empresa municipal prorrogou três contratos com a Vigfat Vigilância Patrimonial para a prestação de serviços de segurança armada e desarmada em suas unidades físicas.
Cada contrato tem valor de R$ 480.929,10. As três prorrogações somam R$ 1.442.787,30.
Os vigilantes trabalham em turnos de 12 horas, durante os sete dias da semana. Os períodos de vigência variam de acordo com cada unidade contratual:
- de 22 de agosto a 21 de novembro de 2026;
- de 29 de agosto a 28 de novembro de 2026;
- de 8 de setembro a 7 de novembro de 2026.
Os extratos não informam quais garagens, terminais, estações ou outras dependências são atendidas por cada contrato.
Radiocomunicação terá contrato prorrogado por mais um ano
A Mobi-Rio prorrogou por 12 meses o contrato com a Alcon Engenharia de Sistemas para a locação de rádios transmissores e receptores portáteis, além de um console de monitoramento.
O serviço disponibiliza um sistema digital de rádio troncalizado com alcance em todo o município do Rio de Janeiro e inclui treinamento dos profissionais.
O contrato vale R$ 341,4 mil e fica em vigor de 9 de setembro de 2026 a 8 de setembro de 2027.
A radiocomunicação é utilizada para coordenar equipes, transmitir ocorrências e apoiar o controle das operações da companhia.
Exames ocupacionais custarão R$ 1,5 milhão
A Mobi-Rio contratou a Equipe Assistência Médica para realizar exames clínicos ocupacionais e exames complementares em empregados e candidatos.
Estão previstos exames admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho, de mudança de risco ocupacional e demissionais.
O contrato tem valor de R$ 1.501.141 e vigência de 21 de setembro de 2026 a 20 de setembro de 2027.
No mesmo Diário Oficial, a companhia divulgou o resultado da análise curricular de um processo seletivo para médico do trabalho responsável pela coordenação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, o PCMSO.
Três candidatos foram classificados na lista geral e uma candidata na lista destinada a pessoas com deficiência. O primeiro colocado deverá aguardar contato para entrega da documentação e realização do exame médico.
Fornecedores são notificados por suposto descumprimento de obrigações
A Mobi-Rio notificou duas empresas para que apresentem defesa prévia em razão de possíveis falhas no cumprimento de obrigações contratuais.
A R&R Importações e Serviços terá prazo de dez dias úteis para responder sobre o suposto descumprimento de uma ordem de fornecimento.
A Deutec Serviços de Manutenção também foi notificada. Neste caso, a publicação relaciona sete ordens de fornecimento que teriam apresentado problemas no cumprimento das obrigações previstas.
As notificações representam a abertura da etapa de defesa e não significam que as empresas já tenham sido definitivamente punidas.
Publicações com valores conhecidos chegam a R$ 3,97 milhões
A soma de contratos, prorrogações e atas que tiveram os valores informados chega a R$ 3.970.172,48.
O montante inclui:
- R$ 1.501.141 em exames ocupacionais;
- R$ 1.442.787,30 em três prorrogações de vigilância;
- R$ 393.055,78 na ata de correias automotivas;
- R$ 341.400 no sistema de radiocomunicação;
- R$ 291.788,40 em três contratos para peças de ônibus.
O cálculo não inclui as duas novas licitações para componentes de ônibus Volkswagen e gradis do BRT, cujos valores estimados foram mantidos sob sigilo. Também não entram no total os três contratos de manutenção que tiveram apenas gestores e fiscais designados, porque os respectivos valores não aparecem nos atos publicados nesta edição.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



