Mobi-Rio registra R$ 1,33 milhão em peças de modelo Mascarello e materiais para manutenção de ônibus e abre licitação para geradores do CCO do BRT

Atas abrangem componentes para carrocerias Gran Via City e materiais de pintura automotiva; companhia também vai contratar manutenção preventiva, corretiva e emergencial de dois geradores de 313 kVA do centro de controle do sistema

ADAMO BAZANI

A Mobi-Rio formalizou registros de preços que somam R$ 1.334.697,01 para peças, acessórios e materiais de pintura destinados à manutenção preventiva e corretiva dos ônibus da companhia. As atas, publicadas no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro desta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, abrangem R$ 1.106.208,01 em componentes para carrocerias Mascarello Gran Via City-A e R$ 228.489 em materiais para serviços de pintura automotiva.

Na mesma edição, a empresa municipal responsável pela operação do BRT autorizou uma nova licitação para manutenção preventiva e corretiva, além de atendimentos de emergência, de dois geradores a diesel de 313 kVA e dos quadros de transferência automática instalados no prédio do Centro de Controle Operacional, o CCO, do sistema BRT. O orçamento desta contratação foi mantido sob sigilo pela Mobi-Rio.

R$ 1,33 MILHÃO É VALOR REGISTRADO, NÃO GASTO IMEDIATO

Os R$ 1,33 milhão correspondem à soma dos valores previstos nas duas atas de registro de preços.

Esse tipo de contratação permite que a Mobi-Rio adquira os materiais conforme a necessidade durante a vigência da ata. Portanto, o montante não significa necessariamente que todo o valor será gasto imediatamente ou que todos os itens serão comprados de uma única vez.

As duas atas têm vigência de 10 de setembro de 2026 a 9 de setembro de 2027.

Manutenção Valor registrado
Peças Gran Via City-A R$ 1.106.208,01
Pintura automotiva R$ 228.489,00
Total R$ 1.334.697,01
Geradores do CCO Valor sigiloso

MAIS DE R$ 1,1 MILHÃO PARA VIDROS, BORRACHAS E OUTROS COMPONENTES

A maior das duas atas é destinada exclusivamente a peças e acessórios novos e originais para as carrocerias Mascarello Gran Via City-A da frota operada pela Mobi-Rio.

O documento relaciona principalmente vidros e componentes de vedação utilizados em diferentes partes dos ônibus.

Entre os itens estão vidros das primeiras, segundas, terceiras, quartas e quintas janelas, vidros fixos, peças inferiores e superiores das janelas, vidro móvel da área do motorista, vidros de portas e componentes destinados à porta de acessibilidade para cadeirantes.

Também estão previstas borrachas para para-brisa, janelas, portas, vigia e vista frontal da carroceria.

A Carvalho Ônibus Ltda. aparece como fornecedora de parte dos vidros, enquanto a CCS Comércio de Peças e Serviços Ltda. venceu diferentes itens envolvendo borrachas e outros vidros da carroceria.

A soma dos valores máximos correspondentes aos itens publicados nesta ata chega a R$ 1.106.208,01.

ALGUNS ITENS PASSAM DE R$ 100 MIL INDIVIDUALMENTE

A dimensão do estoque previsto pode ser observada em alguns dos itens.

Um lote de 43 vidros da primeira janela do lado direito, por exemplo, representa R$ 111.792,26. Outros 43 vidros destinados à segunda e quarta janelas do lado esquerdo somam R$ 126.850, enquanto 43 unidades para a segunda janela do lado direito chegam a R$ 129 mil.

Outro item, composto por 43 vidros completos da primeira janela do lado esquerdo, chega a R$ 168.990. Já 43 conjuntos destinados às terceira, quarta e quinta janelas do lado direito representam R$ 150.500.

Há itens reservados a microempresas e empresas de pequeno porte e outros exclusivos para este segmento, conforme indicado na própria ata.

O conjunto mostra que uma parcela importante da manutenção de carrocerias envolve peças que sofrem desgaste, avarias ou que precisam ser substituídas após ocorrências durante a operação diária.

OUTROS R$ 228,5 MIL SÃO PARA PINTURA DOS ÔNIBUS

A segunda ata é voltada à manutenção estética e estrutural das carrocerias.

A Mobi-Rio registrou preços para materiais utilizados em serviços de pintura automotiva dos ônibus, também dentro das rotinas de manutenção preventiva e corretiva.

O maior valor está em 2.565 embalagens de 900 mililitros de poliéster prata, que somam R$ 153.643,50. Outras 135 embalagens do mesmo produto representam mais R$ 8.086,50.

Também foram registrados preços para catalisador de resina, fita crepe automotiva, papel para mascaramento durante os serviços de pintura e tinta cinza chumbo destinada, segundo a descrição publicada, a áreas como capô e encosto de banco.

Os fornecedores relacionados nesta ata são JIT Serviços e Comércio de Material Elétrico Ltda. e VIP Comércio Ltda.

Somados, os materiais de pintura chegam a R$ 228.489.

COMPANHIA TAMBÉM VAI CONTRATAR MANUTENÇÃO DOS GERADORES DO CCO DO BRT

Além dos ônibus, a Mobi-Rio abriu uma frente de manutenção de infraestrutura operacional.

A diretora-presidente autorizou pregão eletrônico para serviços nos dois geradores a diesel de 313 kVA instalados no prédio do CCO do Sistema BRT.

O contrato deverá incluir manutenção preventiva, manutenção corretiva e atendimento a emergências, além dos quadros de transferência automática ligados aos equipamentos.

Os quadros de transferência são os equipamentos que permitem a mudança da alimentação elétrica normal para a fonte de emergência quando há interrupção do fornecimento principal.

Em uma estrutura como um centro de controle operacional, a disponibilidade de geração de emergência é importante porque sistemas de comunicação, acompanhamento da operação e outras instalações precisam permanecer funcionando mesmo durante falhas externas de energia.

A Mobi-Rio não divulgou na publicação quanto estima gastar. O valor da licitação foi classificado como sigiloso.

MANUTENÇÃO ENVOLVE ÔNIBUS E INFRAESTRUTURA DO SISTEMA

As três publicações mostram dois lados diferentes da manutenção necessária para manter o BRT em funcionamento.

De um lado estão os veículos, que precisam de reposição de vidros, borrachas, componentes de carroceria e materiais para recuperação da pintura. De outro, está a infraestrutura de apoio à própria operação, como os sistemas de energia de emergência do CCO.

No caso dos ônibus, os registros de preços oferecem à Mobi-Rio uma estrutura para realizar compras ao longo dos próximos 12 meses conforme surgirem necessidades nas garagens.

No caso do CCO, o processo ainda está na etapa de contratação: a abertura da licitação foi autorizada, mas o Diário Oficial desta quinta-feira não informa empresa vencedora ou valor contratado.

Assim, dos atos publicados agora, os R$ 1.334.697,01 referentes às peças e materiais para os ônibus já estão formalizados em atas de registro de preços, enquanto a manutenção dos geradores do sistema BRT ainda será disputada em pregão eletrônico.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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