CPTM prorroga obra do novo acesso da Estação São Miguel Paulista e ajusta contrato na Luz; Metrô abre licitações e apura falhas de fornecedores
Publicado em: 8 de setembro de 2026
Passarela da Linha 12-Safira recebe aditivo de três meses depois de contrato original de R$ 3,69 milhões; na Luz, extrato registra R$ 1,74 milhão em alteração de contrato originalmente firmado por R$ 7 milhões; Metrô abriu dois procedimentos que podem gerar multas e rescisões e três licitações de materiais estão programadas entre as duas estatais
ADAMO BAZANI
A CPTM prorrogou a execução das obras da passarela que dará um novo acesso à Estação São Miguel Paulista, da Linha 12-Safira, e também alterou o contrato de modernização de sistemas da Estação da Luz. No primeiro caso, o aditamento estabelece um período de três meses e readequa o cronograma físico-financeiro. Na Luz, a estatal modificou a planilha de quantidades e preços e o cronograma de serviços de infraestrutura, iluminação, sonorização, automação e controle; o extrato publicado nesta terça-feira (08) registra R$ 1,74 milhão no aditamento.
A mesma edição traz movimentações do Metrô. A companhia instaurou dois procedimentos por alegada inexecução total de fornecimentos, que podem resultar em multas de R$ 950,01 e R$ 560, além de rescisões unilaterais, mas as empresas ainda têm direito a defesa. Metrô e CPTM também abriram ou republicaram licitações para óleo, rolamentos e outros componentes e conjunto de embreagem.
Novo acesso de São Miguel Paulista é uma demanda antiga do Jardim Lapenna
A obra que teve o cronograma prorrogado não é apenas uma intervenção interna na estação.
O projeto cria uma nova passarela para ligar a Estação São Miguel Paulista à Rua Salvador de Medeiros, facilitando principalmente o acesso dos moradores do Jardim Lapenna e aproximando a estação de uma área com comércio e conexões de ônibus.
Prefeitura e CPTM assinaram o convênio para a obra em junho de 2024. Na ocasião, a administração municipal classificou a intervenção como uma demanda histórica da região e informou que o fluxo de entrada e saída havia sido alterado havia mais de 20 anos.
O projeto divulgado originalmente prevê aproximadamente 220 metros de passarela, rota totalmente acessível e inclinação inferior a 5%.
A Prefeitura estimava inicialmente investimento de aproximadamente R$ 3 milhões e indicava prazo de até cinco meses para desenvolvimento dos projetos, seguido de até 12 meses para execução.
Contrato da passarela foi fechado por R$ 3,69 milhões em 2025
A licitação da CPTM foi concluída posteriormente.
A Verdebianco Engenharia Ltda. foi contratada em agosto de 2025 por R$ 3.686.967,81 para construir a passarela do novo acesso.
O contrato original previa vigência de 12 meses.
Agora, o Diário Oficial informa a prorrogação do prazo de execução dos serviços, acompanhada de readequação do cronograma físico-financeiro, e registra três meses para o novo período do aditamento.
A publicação não informa uma nova data civil específica para abertura da passarela ao público nem detalha o motivo técnico da necessidade da prorrogação.
Luz: contrato original é de R$ 7 milhões
Na Estação da Luz, o objeto é diferente.
A CPTM contratou a Construmax Construções e Empreendimentos para adequações de infraestrutura e dos sistemas de iluminação, sonorização, automação e controle.
O contrato original foi assinado em novembro de 2024 por R$ 7.002.038,91 e com prazo de vigência de 30 meses, segundo o cadastro oficial de licitações da CPTM.
A publicação desta terça-feira registra o primeiro aditamento. O objetivo informado é readequar a planilha de quantidades e preços e o cronograma físico-financeiro.
O extrato atribui R$ 1.743.078,60 ao aditamento.
É importante não tratar automaticamente os R$ 1,74 milhão como se fossem o valor total da obra: o contrato original é de aproximadamente R$ 7 milhões e o Diário Oficial está publicando agora uma alteração contratual.
Metrô apura inexecução total atribuída a duas fornecedoras
Na Companhia do Metropolitano, dois comunicados tratam de procedimentos administrativos por alegada inexecução total.
Um deles envolve a Ezatta Distribuidora Ltda. Segundo o Metrô, o descumprimento pode sujeitar a empresa a multa de R$ 950,01 e provocar rescisão unilateral do instrumento de fornecimento.
A Ezatta tem dez dias úteis, contados da publicação, para apresentar defesa prévia.
O segundo caso é da empresa 297.798.470 Pedro Marcelino da Costa.
Também segundo o Metrô, houve inexecução total do instrumento de fornecimento. A penalidade em análise é multa de R$ 560, além da possibilidade de rescisão unilateral.
A empresa igualmente tem dez dias úteis para defesa.
Portanto, as multas ainda não devem ser apresentadas como penalidades definitivas. A companhia abriu os procedimentos e indicou as consequências previstas caso a responsabilidade seja confirmada após o exercício do direito de defesa.
Metrô licita óleo, rolamentos, vedações e outros componentes
O Metrô também publicou dois certames.
Um é uma republicação de pregão eletrônico para registro de preços destinado ao fornecimento de óleo. A sessão pública está programada para 22 de setembro de 2026, às 9h.
O outro prevê fornecimento de arruelas, rolamentos, vedações e luvas de conexão. A sessão está marcada para 21 de setembro, também às 9h.
O Diário Oficial não apresenta nesses avisos um valor global estimado das futuras aquisições.
CPTM vai comprar conjuntos de embreagem
A CPTM abriu ainda pregão eletrônico para fornecimento de conjuntos de embreagem.
As propostas podem ser enviadas desde esta terça-feira (08), e a sessão pública está prevista para 21 de setembro, às 9h.
Assim, as publicações desta terça-feira reúnem três frentes distintas nas empresas estaduais sobre trilhos: continuidade e reprogramação de obras, apuração de possíveis falhas contratuais e aquisição de peças e materiais necessários à manutenção dos sistemas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


