Frota de ônibus interestaduais diminui 2% em 2025 e participação de veículos com até dez anos recua, diz o levantamento TRIIP – Dados Estatísticos 2025
Publicado em: 19 de julho de 2026
De acordo com os dados, 32,3 mil veículos habilitados; apesar da redução em relação a 2024, quantidade ainda é 33,6% maior que a registrada em 2021. Semirubanos estão entre os mais velhos
ADAMO BAZANI
A frota habilitada para o transporte rodoviário interestadual de passageiros apresentou redução em 2025, segundo levantamento presente no TRIIP – Dados Estatísticos 2025, documento publicado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
O sistema registrou 32.341 veículos habilitados, quantidade aproximadamente 2% menor que a verificada em 2024, quando o total estava próximo de 33 mil ônibus.
Apesar da queda mais recente, a frota ainda é significativamente maior que a registrada em 2021. Naquele ano, havia 24.211 veículos habilitados. Assim, em um período de cinco anos, o crescimento acumulado foi de 33,58%.
Os dados são do TRIIP – Dados Estatísticos 2025, da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), ao qual o Diário do Transporte teve acesso.
Apesar de empresas de ônibus estarem em plena renovação de frota, o percentual de coletivos com até 10 anos de fabricação em 2025 foi menor que em 2026, passando de 80%, em 2024, para 75%, em 2025.
Essa média considera todas as modalidades gerenciadas pela ANTT: rodoviário regular, fretamento e semiurbanos
De todos os veículos habilitados, em 2025, ainda segundo o TRIIP, 43,6% tinham entre zero e cinco anos; 31,3% entre seis e dez anos; e 21,1% têm de 11 a 15 anos; Já 3,96% possuíam mais de 15 anos.
Com isso, aproximadamente 74,9% da frota, ou cerca de três em cada quatro veículos, possuem até dez anos de fabricação.
Embora o perfil ainda possa ser considerado relativamente novo, o resultado aponta uma perda de participação dos veículos mais recentes em comparação com o levantamento anterior.
Em 2024, a ANTT destacava que mais de 80% da frota tinham menos de dez anos. Em 2025, esse percentual ficou próximo de 75%.
Todavia, considerando os segmentos, o rodoviário regular possui maior quantidade de ônibus na faixa de zero a cinco anos: 51,2%,
É a maior faixa do fretamento também (37,02%), mas o segmento é o único que figura com uma quantidade expressiva de ônibus com mais de 20 anos: 5,82%
Na média, porém, é o sistema suburbano que possui proporcionalmente a maior frota de ônibus mais velhos: 40,83% entre 11 e 15 anos e 36,35% entre seis e 10 anos.
Dados indicam envelhecimento proporcional
A comparação sugere um envelhecimento proporcional da frota habilitada, com aumento da participação dos veículos situados principalmente na faixa de 11 a 15 anos.
Isso não significa necessariamente que houve retirada de grande quantidade de ônibus novos do sistema. A mudança também pode estar relacionada à passagem do tempo dos veículos já cadastrados, ao ritmo de renovação das empresas e à entrada ou saída de ônibus da base da ANTT.
Também é necessário considerar que os percentuais divulgados em cada edição podem sofrer influência de atualizações cadastrais ou alterações na forma de consolidação das informações.
Mesmo com a redução da participação dos veículos com até dez anos, os ônibus mais antigos continuam representando uma parcela pequena do total: menos de 4% da frota possuem mais de 15 anos.
Quantidade de ônibus também recuou
Além da mudança no perfil etário, houve redução na quantidade total de veículos habilitados.
A frota passou de aproximadamente 33 mil ônibus, em 2024, para 32.341 em 2025. A diminuição foi de cerca de 2%.
O recuo pode estar relacionado a baixas cadastrais, reorganizações operacionais, substituição de veículos, encerramento de atividades de empresas ou alterações na quantidade de ônibus autorizados a prestar os serviços.
Os dados abrangem veículos habilitados no sistema do transporte rodoviário interestadual de passageiros regulado pela ANTT e não representam toda a frota de ônibus existente no País, como veículos urbanos, municipais, intermunicipais ou utilizados exclusivamente em fretamento local.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Comentários