Númerio representa um aumento de 11% em relação a 2025 e é impulsionado pela China, que continua a responder pela maior parte das vendas globais de veículos elétricos, juntamente com o crescente impulso na Europa, Sudeste Asiático, Índia, México e Brasil.
ADAMO BAZANI
Os ônibus elétricos serão os principais meios de transportes coletivos sobre pneus em todo o mundo e o Brasil deve ser um dos principais mercados de veículos eletrificados em 10 anos.
É o que aponta relatório divulgado nesta semana pela BloombergNEF (BNEF), que é a principal divisão de pesquisa estratégica da Bloomberg, focada nos mercados globais de commodities e nas tecnologias que impulsionam a transição para uma economia de baixo carbono.
De acordo com o levantamento, os ônibus elétricos já correspondem a 50% do mercado de emplacamentos no mundo e Brasil está entre os promissores para previsão global de 74% veículos em 2035.
A transição para veículos elétricos é desigual, com taxas de adoção variáveis entre os diferentes tipos de veículos e mercados. Ônibus e veículos de duas e três rodas estão na vanguarda, aproximando-se de 50% do mercado. Vans, caminhões e carros de passeio elétricos ainda estão em trajetória de crescimento, podendo ultrapassar os 50% das vendas globais até 2035. As vendas de veículos elétricos de passageiros continuam a crescer em 2026, atingindo 23,3 milhões de unidades em todo o mundo, apesar das mudanças regulatórias que colocam os mercados em trajetórias divergentes. Isso representa um aumento de 11% em relação a 2025 e é impulsionado pela China, que continua a representar a maior parte das vendas globais de veículos elétricos, juntamente com o crescente impulso na Europa, Sudeste Asiático, Índia, México e Brasil.
No Brasil, a eletrificação é puxada pela cidade de São Paulo, que responde por mais de 80% da frota nacional e proíbe desde 17 de outubro de 2022 a compra de ônibus novos a diesel.
Veja o resumo do relatório:
Perspectivas para Veículos Elétricos em 2026
O principal relatório da BloombergNEF examina como a eletrificação e mudanças mais amplas no setor estão remodelando o transporte rodoviário e as indústrias associadas nas próximas décadas.
Novidades na previsão para este ano
- Ampliação da cobertura de mercado: México e Espanha se juntam à nossa lista principal de mercados, que também inclui os EUA (com destaque para a Califórnia), China, Japão, Índia, Canadá, Coreia do Sul, Austrália, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Brasil, os países nórdicos e o Sudeste Asiático.
- Novos modelos para híbridos plug-in, análises segmentadas mais detalhadas dos preços iniciais de veículos elétricos a bateria, preços regionais de baterias e informações adicionais sobre a modelagem do custo total de propriedade impactam as perspectivas de adoção de veículos elétricos.
- Análise atualizada do panorama da química de baterias, abrangendo componentes de cátodo, ânodo e eletrólito, com base nas mais recentes tecnologias e desenvolvimentos de mercado. Incluindo novas perspectivas para grafite natural e sintético.
- Análise do impacto da guerra com o Irã.
- Leia a seguir uma prévia geral
Todos os dados apresentados no relatório são disponibilizados aos clientes por meio de ferramentas online, visualizadores de dados e como um arquivo Excel para download.
A transição para veículos elétricos é desigual, com taxas de adoção variáveis entre os diferentes tipos de veículos e mercados. Ônibus e veículos de duas e três rodas estão na vanguarda, aproximando-se de 50% do mercado. Vans, caminhões e carros de passeio elétricos ainda estão em trajetória de crescimento, podendo ultrapassar os 50% das vendas globais até 2035.
participação dos veículos elétricos nas vendas
Nota: Todos os números representam as projeções da BloombergNEF para 2026 e 2035. As porcentagens indicam a participação dos veículos elétricos nas vendas de veículos novos em cada segmento. Inclui veículos elétricos a bateria e híbridos plug-in.
As vendas de veículos elétricos de passageiros continuam a crescer em 2026, atingindo 23,3 milhões de unidades em todo o mundo, apesar das mudanças regulatórias que colocam os mercados em trajetórias divergentes. Isso representa um aumento de 11% em relação a 2025 e é impulsionado pela China, que continua a representar a maior parte das vendas globais de veículos elétricos, juntamente com o crescente impulso na Europa, Sudeste Asiático, Índia, México e Brasil.
Fonte: BloombergNEF, MarkLines, Jato Dynamics.
Nota: Inclui veículos elétricos de passageiros capazes de circular em rodovias. Veículos elétricos com extensor de autonomia são uma variante de híbridos plug-in com um gerador de energia a bordo que carrega a bateria. 2026e é a previsão da BNEF para o ano.
Demanda de baterias de íon-lítio
O transporte rodoviário continua sendo a maior fonte de demanda por baterias, mas o crescimento é mais lento do que o previsto anteriormente. Isso se deve principalmente à queda nas vendas de veículos elétricos de passageiros em alguns dos principais mercados, bem como à crescente participação de híbridos plug-in e veículos elétricos com extensor de autonomia, que utilizam baterias menores do que os veículos totalmente elétricos. No entanto, a maior demanda por armazenamento estacionário compensa essa queda.
As principais montadoras, lideradas pela General Motors, Ford e Volkswagen, estão expandindo seus negócios de baterias para além dos veículos elétricos, abrangendo também o armazenamento de energia em larga escala. A nova capacidade de produção de células está sendo cada vez mais direcionada para sistemas de armazenamento de energia, especialmente nos EUA.
Demanda anual de baterias de íon-lítio por aplicação
infraestrutura de carregamento de veículos elétricos
As redes públicas de carregamento para veículos elétricos cresceram 28% em 2025 em relação ao ano anterior, elevando o número de conectores para 6,7 milhões. A previsão é de um crescimento mais lento em 2026, embora novas instalações devam aumentar em 19%.
Embora a China continue a representar a maior parte das novas instalações de carregadores, outros mercados estão crescendo rapidamente. Em 2025, o número de conectores de carregamento ultrarrápido instalados na Europa e nos EUA cresceu quase 50% em relação ao ano anterior.
Conectores de carregamento público globais cumulativos
Como mostrou o Diário do Transporte, em primeira-mão, neste domingo, 21 de junho de 2026, serão apresentados mais 500 ônibus elétricos para o sistema gerenciado pela SPTrans (São Paulo Transporte), da prefeitura.
Relembre:
Com apresentação destes 500 ônibus elétricos, entre os quais, 104 articulados, elevando de 1259 para 1759 unidades. É a maior frota do País. Mesmo assim, o número é pequeno, representando apenas 13,07% da frota total de 13.460 coletivos e ainda é abaixo da meta de 2,6 mil elétricos que deveria ter sido alcançada em dezembro de 2024. Como há dificuldades de renovação de frota, a prefeitura permite ônibus a diesel mais velhos, de até 14 anos.
Na 1ª Reunião da Câmara Temática do Transporte Público do CMTT (Conselho Municipal de Trânsito e Transporte), da capital paulista, realizada na última quarta-feira (17), a SPTrans (São Paulo Transporte) admitiu que a idade dos ônibus está avançada, mais que o habitual na cidade: a média é de 6 anos e 11 meses.
Relembre:
Como mostrou o Diário do Transporte, dos 500 ônibus recentemente vendidos para as empresas, 142 são da produtora nacional Eletra, de São Bernardo do Campo, que lidera o mercado.
Relembre:
A notícia da apresentação foi veiculada em primeira-mão pelo Diário do Transporte com a declaração do secretário de mobilidade, Celso Jorge Caldeira, na conferência Brasil – China, realizada na segunda-feira (15), no espaço de eventos da BYD na zona Sul de São Paulo.
O Diário do Transporte esteve no local.
Entrega de 500 ônibus elétricos em São Paulo será na próxima semana, diz Caldeira
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
