Projeto da Prefeitura do Rio de Janeiro para tornar corredores de BRT em vias para VLT será possível com Novo PAC

Foto: Roger Silva/Ônibus Brasil

Projeto da Prefeitura do Rio de Janeiro para tornar corredores de BRT em vias para VLT será possível com Novo PAC

Proposta da capital fluminense avança em seleção do Ministério das Cidades e prevê uso da infraestrutura da TransOeste e da TransCarioca para implantação do novo modal

ARTHUR FERRARI

O Ministério das Cidades habilitou a proposta da Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) que prevê a conversão de parte dos corredores BRT TransOeste e TransCarioca em um sistema de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). A medida consta na Portaria nº 591/2026, publicada nesta sexta-feira (22) no Diário Oficial da União, dentro do processo seletivo do Novo PAC – Mobilidade Urbana Grandes e Médias Cidades.

O projeto da capital fluminense está entre as propostas enquadradas para a próxima etapa do programa federal, financiado com recursos do FGTS por meio do Pró-Transporte. A iniciativa prevê o aproveitamento da estrutura já existente dos corredores de ônibus para implantação de um novo modelo operacional baseado em trilhos, por meio de Parceria Público-Privada (PPP).

Apesar de o valor destinado ao projeto do Rio de Janeiro (RJ) não ter sido divulgado pelo Governo Federal, a proposta aparece como uma das mais relevantes da seleção voltada à mobilidade urbana sustentável.

A ideia é substituir parte da operação atualmente realizada por ônibus articulados do BRT por composições de VLT em dois dos principais eixos de transporte da cidade. O projeto surge em meio às discussões sobre modernização do sistema de mobilidade carioca e após anos de problemas operacionais enfrentados pelos corredores de BRT.

Além do Rio de Janeiro (RJ), outras cidades também tiveram projetos habilitados pelo Ministério das Cidades. Entre eles estão iniciativas voltadas à implantação de abrigos de ônibus, modernização de corredores e requalificação de estruturas de transporte urbano.

Em Dourados (MS), foi habilitada proposta de R$ 20,2 milhões para instalação de 500 abrigos de ônibus. Porto Velho (RO) teve aprovado projeto de R$ 21,375 milhões para implantação de 500 abrigos acessíveis. Já Jacareí (SP) apresentou proposta de R$ 20,63 milhões para modernização da infraestrutura de transporte urbano.

Na capital paulista, o programa habilitou projeto de R$ 114,9 milhões para requalificação de 13 terminais urbanos e seis estações do Expresso Tiradentes.

O Ministério das Cidades também publicou autorizações relacionadas ao eixo de renovação de frota do Novo PAC, destinado ao financiamento de novos ônibus urbanos para empresas operadoras.

Entre os recursos aprovados estão R$ 18,05 milhões para a Auto Viação Alpha, no Rio de Janeiro (RJ); R$ 12,63 milhões para a Viação Rio Ouro, em São Gonçalo (RJ); R$ 38,09 milhões para a Viação Piracicabana, em Santos (SP); e R$ 62,48 milhões para a BR Mobilidade Baixada Santista.

Também foram contempladas empresas em Praia Grande (SP), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Guarapuava (PR), Recife (PE) e Jacareí (SP).

As propostas habilitadas seguem agora para análise dos agentes financeiros responsáveis pelas operações de crédito. Os projetos ainda passarão por avaliações técnicas, econômicas e documentais antes da contratação definitiva dos financiamentos.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. really41000c4494 disse:

    A Prefeitura do Rio de Janeiro (leia-se Eduardo Paes e Eduardo Cavalieri )quer fazer gentrificação de quem mora na periferia (Grande Niterói e Baixada ) a não ter acesso direto ao Centro e Zona Sul e Barra e isso fere o Artigo 5° inciso XV e 6° e 37 da Constituição Federal e Lei 8987/95 e para beneficiar as empreiteiras donas do VLT e com isso impor o uso do VLT e transportar com o inútil modal de trilho transportar 300 mil pessoas.
    O sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (SINTRONAC) denunciou do abuso de Eduardo Paes com o banimento dos ônibus na cidade do Rio de janeiro e com isso impede a licitação de novas linhas e o modal de trilhos é um atraso de vida por conta da múltipla baldeação

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