Obras da Linha 6-Laranja avançam e Estação Santa Marina começa a receber instalação de portas de plataforma

Equipamentos de segurança terão 720 unidades distribuídas entre as 15 estações do sistema

ARTHUR FERRARI/ALEXANDRE PELEGI

Teve início na futura estação Santa Marina a instalação das portas de plataforma da Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo. O sistema faz parte de um conjunto de medidas de segurança que vêm sendo incorporadas às novas linhas metroviárias da capital.

As chamadas Portas Deslizantes Motorizadas (PDMs) atuam como barreira física entre o espaço do usuário e a via onde circulam os trens. Com isso, evitam quedas acidentais, reduzem riscos de contato com a rede elétrica e impedem o acesso indevido à área de circulação dos trens. Também ajudam a manter a regularidade da operação, já que diminuem as ocorrências que podem paralisar o tráfego.

No caso da Linha 6, serão 720 portas distribuídas pelas 15 estações, 48 em cada uma delas. A escolha pela estação Santa Marina, que já tem mais de 80% das obras civis concluídas, marca a etapa inicial do processo.

Sistema integrado de segurança

As portas de plataforma funcionam de forma sincronizada com os sistemas de sinalização e com as próprias portas dos trens. O trem só é liberado para movimentar-se quando todos os equipamentos estiverem fechados. Em caso de falha, a Central de Controle Operacional é imediatamente acionada para verificar a ocorrência.

Um diferencial do projeto é o gap reduzido – espaço entre a porta da plataforma e a do trem – considerado o menor entre os sistemas metroviários de São Paulo. Isso minimiza o risco de acidentes no embarque e desembarque, sobretudo para pessoas idosas, com mobilidade reduzida ou usuários com carrinhos e malas.

Linha em fase final de obras

Com previsão de ligar a Brasilândia à estação São Joaquim, a Linha 6-Laranja terá 15,3 km de extensão e 15 estações. A estimativa é que o tempo de deslocamento nesse trajeto, hoje feito em até 1h30 por ônibus, seja reduzido para cerca de 23 minutos.

Concessionária ACCIONA

A obra da Linha 6 é executada pela ACCIONA, empresa espanhola fundada em 1997 e sediada em Madri. Multinacional do setor de infraestrutura e energia, a companhia atua em mais de 40 países e é responsável por projetos de transporte urbano, rodovias, usinas de energia renovável e tratamento de água.

No Brasil, a ACCIONA assumiu a concessão da Linha 6-Laranja em 2020, após a saída do consórcio Move São Paulo. Desde então, conduz a obra dentro de uma Parceria Público-Privada (PPP) firmada com o Governo do Estado de São Paulo por meio da concessionária Linha Universidade S.A., que será também responsável pela futura operação da linha.

Arthur Ferrari e Alexandre Pelegi, jornalistas especializados em transportes

 

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