Via Sudeste automatiza checagem de carroceria para vistorias da SPTrans

Empresa opera em bairros predominantemente da região sudeste e alguns bairros das regiões sul e leste da capital, com atendimento aproximado de 76 linhas

Viação que opera no transporte coletivo da capital paulista já havia automatizado outros setores da empresa com o uso da CheckYou

FÁTIMA MESQUITA, ESPECIAL PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

A Via Sudeste tem quase 700 veículos rodando por bairros da capital de São Paulo em 76 linhas. E isso quer dizer que a cada ano a empresa passa por pelo menos 1400 inspeções veiculares obrigatórias executadas pela SPTrans. Cada uma delas analisa mais de 160 itens de cada um dos ônibus e o seu resultado pode ter grande impacto sobre as operações de uma concessionária.

Irregularidades detectadas em itens que comprometam a segurança — como freio, suspensão ou direção — significam que o veículo está proibido de circular até que o problema seja corrigido e aprovado em uma nova averiguação oficial. Já no caso de problemas de menor peso em relação à segurança, o ônibus pode até operar, mas a empresa tem um prazo certo para mostrar o conserto em uma nova vistoria.

Com tantas variáveis e com tantas unidades na garagem, o trabalho da Via Sudeste chega a 224.000 itens averiguados por ano o que é basicamente uma operação de guerra onde tudo precisa ser bem-organizado e planejado, tanto para evitar acidentes quanto para garantir que nenhum veículo fique encostado na garagem dando prejuízo.

Automação

Sempre atenta às inovações, a Via Sudeste já havia automatizado outros setores da empresa com o uso da CheckYou. O engenheiro Luciano Couceiro, Supervisor da Manutenção/R.D. da Via Sudeste explica que eles começaram essa revolução tecnológica implantando a ferramenta “nos Departamentos de Almoxarifado, SESMT e Gestão Ambiental. A gente tinha alguns checklists feitos e controlados em EXCEL. Mas a chegada da CheckYou nos proporcionou uma maior agilidade e confiabilidade nestas tarefas, além de criar e gerir automaticamente os seus respectivos Planos de Ação”.

Um dos pontos altos da digitalização dos processos na Via Sudeste tem sido a checagem geral da carroceria de acordo com as exigências da SPTrans.  “A Via Sudeste nos chamou e em apenas dois dias nós desenvolvemos um checklist específico para eles, com todos os itens do manual da SPTrans sobre o chamado Fator de Estado da Carroceria, o FEC. A gente tem modelos prontos para várias situações, mas nesse caso foi tudo sob medida e a Via Sudeste passou, então, a ter uma plataforma integrada e descomplicada de usar, o que trouxe muito mais confiabilidade, rapidez e eficiência nas operações” explica Valmir Colodrão, diretor da Checkyou.

A solução tecnológica chegou à Via Sudeste em outubro de 2023 e hoje é comum ver os seus funcionários checando itens variados direto do celular ou tablet nas instalações da empresa. E o resultado tem sido tão positivo que a concessionária não para de ampliar o seu uso para outras áreas. “Em 2025, o foco será implementar na Operação e Manutenção”, avisa o Supervisor da Manutenção/R.D. da Via Sudeste, o engenheiro Luciano Couceiro.

Leia mais sobre este assunto:

Empresa brasileira revoluciona os check-lists com produto sob medida para o setor do transporte

Fátima Mesquita, jornalista e escritora, especial para o Diário do Transporte

 

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Comentários

Comentários

  1. José albino disse:

    Vcs só escrevem balelas quem leva o dinheiro para dentro da empresa são as pessoas que trabalham 12 a 15 horas por dia no volante adquirindo doenças no volante a as empresas não dão a mínima só explorando o coitado do motorista dirigindo um ônibus de 23 metro aprovado pelos meras da SP trans que não conhecem nem o que representa o transporte de passageiros por que só pensam nos seus bolsos, vê se escreve alguma coisa que se aproveita, escreva de quem realmente precisa ser ajudado, abraços seus incompetentes e analfabetos.

  2. Santiago disse:

    Legal que se divulgue essas e outras tecnologias de monitoramento.
    Elas existem e estão aí para facilitar a operação e garantir a segurança.

    E no caso de falhas ou ocorrências graves, facilita-se muito a investigação.

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