Prefeitura de São Paulo contrata empréstimos de R$ 500 milhões para financiar compra de ônibus elétricos
Publicado em: 9 de julho de 2024
Dois contratos no valor de R$ 250 milhões cada foram assinados nessa segunda-feira (08) com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil
ALEXANDRE PELEGI
A prefeitura de São Paulo assinou nessa segunda-feira, 08 de julho de 2024, dois contratos de financiamento para a compra de ônibus elétricos no valor de R$ 500 milhões.
Os extratos dos documentos foram publicados no Diário Oficial da União desta terça-feira (09), assinados pelo Secretário Municipal da Fazenda, Luis Felipe Vidal Arellano, como representante da capital.
Cada contrato tem o valor de R$ 250 milhões, e foram firmados com a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil (BB), dentro do Programa de Redução da Emissão de Gases Poluentes substituindo a frota de ônibus a diesel por ônibus elétricos.
No caso da CEF, o Diário do Transporte noticiou no dia 25 de junho a autorização da Secretaria da Fazenda do Município para a assinatura do contrato no valor de R$ 250 milhões, destinado para o programa de eletrificação da frota de veículos do Sistema de Transporte Coletivo. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2024/06/25/prefeitura-de-sao-paulo-vai-assinar-contrato-de-r-250-milhoes-com-a-caixa-para-onibus-eletricos/
Esse financiamento da CEF para a compra de ônibus elétricos já havia sido autorizado em dezembro de 2023, mas acabou não sendo formalizado por desistência da Caixa na ocasião. “Porém, neste momento, a Instituição resolveu prosseguir com a citada contratação, tendo o presente retornado a esta COJUR para nova análise e despacho de contratação”, afirma o parecer técnico da Coordenadoria Jurídica da Fazenda.
Já no caso do Banco do Brasil, a instituição foi selecionada pela prefeitura de São Paulo num processo de chamamento público, concluído pelo Município no início deste ano. Neste processo três instituições bancárias ofereceram financiamento para o poder público de R$ 250 milhões, destinados para a frota de ônibus elétricos na cidade.
Dentre as propostas do Itaú, Santander e BB, a prefeitura optou pela oferta do banco público, considerada mais vantajosa pela Secretaria da Fazenda, com juros de 12,5% ao ano.
O Banco do Brasil já participa de outro financiamento de R$ 250 milhões para ônibus elétricos em São Paulo.
ÔNIBUS ELÉTRICOS: ANTIGOS TRÓLEBUS AINDA SÃO MAIORIA
A meta da prefeitura paulistana, anunciada ainda em 2021, é chegar até o final de 2024 com uma frota de 2,6 mil ônibus elétricos.
Este número, no entanto, ainda está muito distante diante do que foi realizado até o momento.
Em matéria publicada pelo Diário do Transporte no de 29 de maio passado, portanto há menos de um mês, dados oficiais da prefeitura registravam que a frota de ônibus elétricos com bateria cadastrada na capital havia chegado a 179 unidades. Relembre:
A rede de trólebus, já antiga na cidade, é composta por 201 ônibus que funcionam conectados à rede de fiação área, número que supera os novos ônibus prometidos.
Com base na informação de 29 de maio, os 179 ônibus elétricos com baterias representam 6,88% dos 2,6 mil veículos anunciados.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


Está gestão atual da Prefeitura só está ferrando cada vez mais com o transporte público da cidade, se não bastasse gastar milhões de dinheiro em subsídios para manter um transporte público ruim agora vai criar dividas com empréstimo para comprar novos ônibus beneficiando as más empresas de transporte da cidade que não querem a reestruturação do sistema porque sabem que vai reduzir seus lucros. Se a Prefeitura gastasse milhões em subsídios para manter um transporte público de qualidade até seria válido o problema é gastar milhões para manter um transporte ruim e cada vez pior , sou favor da eletrificação da frota mais entendo que tudo tem que ser feito em tempo correto observando sempre a realidade atual do sistema
Quem vai pagar esses 500 milhões é o usuário de uma forma ou de outra porque esta é uma tecnologia que não se paga sozinha, é tudo muito caro e no Brasil, não faz sentido.
A passagem já é subsidiada, um ônibus elétrico custa de três a quatro vezes o custo de um a combustão. A passagem vai subir? Não..
Mas quem vai pagar tudo é o contribuinte.