VLT da Baixada Santista vai começar a circular em testes no trecho 2 no segundo semestre de 2024, promete EMTU
Publicado em: 6 de fevereiro de 2024
Nesta terça-feira (06), foi realizada nova reunião entre Governo do Estado, prefeitura de Santos e construtora: novo canteiro de obras será aberto na quarta-feira de Cinzas (14)
ADAMO BAZANI
A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), do Governo de São Paulo, por meio de nota nesta terça-feira, 06 de fevereiro de 2024, informou que um novo trecho sistema de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista vai começar a operar em forma de testes ainda no segundo semestre deste ano.
Foi realizada nesta terça-feira mais uma reunião para discutir as obras. Participaram o secretário executivo dos Transportes Metropolitanos, Manoel Marcos Botelho, o prefeito de Santos, Rogério Santos, o diretor-presidente interino da EMTU, Francisco Wakebe, engenheiros e representantes da construtora Alya.
Trata-se do segundo trecho que vai da avenida Conselheiro Nébias ao bairro do Valongo, em Santos, no litoral Sul paulista, com oito quilômetros e 14 estações, passando pelas ruas Campos Mello, Doutor Cochrane, João Pessoa, Visconde de São Leopoldo, São Bento, Amador Bueno, Constituição, Luiz de Camões e a Avenida Conselheiro Nébias.
A operação será da atual concessionária que já atua no lote 01, a BR Mobilidade, do Grupo Comporte, da família de Constantino Oliveira, um dos maiores conglomerados de ônibus do País que detém, entre outras empresas, a Viação Piracicabana, operadora do transporte municipal de Santos. A BR Mobilidade também atua nas linhas de ônibus intermunicipais metropolitanas da Baixada Santista, gerenciadas pela EMTU.
Na reunião desta terça-feira (06), as autoridades informaram que cerca de 60% das obras foram concluídos e que os trabalhos devem terminar em julho de 2024.
O Diário do Transporte mostrou em fevereiro de 2023 que o Ministério Público de São Paulo abriu uma apuração sobre as obras do segundo trecho do VLT da Baixada Santista.
A previsão inicial era que o trecho já estivesse em operação no primeiro semestre de 2023.
Além dos atrasos no avanço das obras, a promotora do Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente) do Litoral, Almachia Zwarg Acerbi, recebeu denúncias de moradores sobre invasão de água em residências e estabelecimentos comerciais, trincas em imóveis, não retirada de resíduos e entupimento de bueiros, pouco espaço para pedestres nas calçadas e desalinhamento nas guias das ruas.
Relembre:
Ainda nesta terça-feira (06), a EMTU anunciou que na quarta-feira de Cinzas, 14 de fevereiro de 2024, será aberto um novo canteiro de obras na rua João Pessoa, entre as ruas Dr. Cochrane e avenida Conselheiro Nébias.
Por meio de nota, a gerenciadora explica ainda o cronograma previsto.
Os próximos passos para a conclusão do trecho 2 do VLT incluem frentes de trabalho nas ruas João Pessoa, Amador Bueno (entre Praça José Bonifácio e rua da Constituição) e da Constituição (entre rua Amador Bueno e rua Sete de Setembro), onde serão executadas as atividades de remanejamento de rede de esgoto, redes de drenagem, banco de dutos, passeio, pavimento e via permanente.
As estações Paquetá, Poupatempo e Bittencourt serão erguidas e haverá também a atividades de remanejamento de adutora, de rede de gás, calçadas, banco de dutos e via permanente na região dos cruzamentos da avenida Francisco Glicério com a rua Campos Melo e com a avenida Conselheiro Nébias. O projeto prevê ainda a construção de duas estações elevatórias de esgotos (rua dos Estivadores e rua Itororó). O remanejamento de postes e alteamento de redes elétricas serão realizados pela CPFL em todo o trajeto previsto.
Em 2023, foram concluídas as estruturas das futuras estações Xavier Pinheiro e Universidade I, o trecho do Boulevard na rua Amador Bueno e o trecho da rua Luiz de Camões.
Os serviços prosseguem na avenida São Francisco e rua Bittencourt, que vêm recebendo obras de infraestrutura (remanejamento de redes de esgoto e gás, novas redes de drenagem, passeio e pavimento). Nas ruas da Constituição (entre rua Sete de Setembro e Avenida Campos Sales), Doutor Cochrane, Visconde do Embaré e avenida Visconde de São Leopoldo são executados trabalhos de banco de dutos (exclusivo para o sistema do VLT) e via permanente (por onde vai circular o VLT), além das obras de infraestrutura. As estruturas das futuras estações Mauá, na rua João Pessoa e Valongo, na rua Visconde do Embaré, também estão em execução.
SEGUNDO TRECHO DO VLT
Como informou o Diário do Transporte, em 24 de setembro de 2020, o então governador João Doria assinou a ordem de serviço para o início das obras, que necessitam agora do trabalho de supervisão externa.
O segundo trecho do VLT vai da avenida Conselheiro Nébias ao bairro do Valongo, em Santos, no litoral Sul paulista, com oito quilômetros e 14 estações acessíveis, passando pelas ruas Campos Mello, Doutor Cochrane, João Pessoa, Visconde de São Leopoldo, São Bento, Amador Bueno, Constituição, Luiz de Camões e a Avenida Conselheiro Nébias.
A expectativa é de uma demanda diária de 35 mil passageiros em dias normais da semana.
Para o novo trecho, serão colocadas mais sete composições em operação.
Por meio de nota em setembro de 2020, o Governo do Estado informou que “o prazo de conclusão do projeto é de 30 meses”.
Como mostrou o Diário do Transporte, em 06 de julho de 2020, o então governador de São Paulo, João Doria, assinou contrato de R$ 217,7 milhões com a construtora Queiroz Galvão para o início das obras.
Relembre:
O sistema é operado pela BR Mobilidade, do Grupo Comporte, de Constantino Oliveira, que opera os ônibus da Viação Piracicabana em Santos, e gerenciado pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos.
Com a conclusão, o VLT da Baixada terá, segundo o Governo do Estado, 27 quilômetros de extensão, considerando o trecho de 11,5 quilômetros já em operação entre São Vicente (Barreiros) e o Porto de Santos, além das ligações entre Conselheiro Nébias e Valongo e Barreiros a Samaritá, em São Vicente, que está em projeto. O sistema tem previsão de operar com 33 VLTs transportando 95 mil passageiros por dia.
Atraso e Ministério Público:
O Diário do Transporte mostrou em fevereiro de 2023 que o Ministério Público de São Paulo abriu uma apuração sobre as obras do segundo trecho do VLT da Baixada Santista.
A previsão inicial era que o trecho já estivesse em operação no primeiro semestre de 2023.
Além dos atrasos no avanço das obras, a promotora do Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente) do Litoral, Almachia Zwarg Acerbi, recebeu denúncias de moradores sobre invasão de água em residências e estabelecimentos comerciais, trincas em imóveis, não retirada de resíduos e entupimento de bueiros, pouco espaço para pedestres nas calçadas e desalinhamento nas guias das ruas.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


