Prefeitura e vereadores de Curitiba (PR) discutem novo modelo de concessão do transporte público

Encontro abordou também novas formas de subsidiar o setor

WILLIAN MOREIRA

Com a nova concessão do transporte público de Curitiba prevista para acontecer em 2025, a Prefeitura e a Câmara Municipal iniciaram reuniões para debater o novo contrato.

Entre os temas abordados estão novas formas de subsídio ao setor e empresas, além de um modelo diferente de concessão.

Uma das possibilidade estudadas é implantar a Tarifa-Zero, mas também criar maneiras de aumentar a quantidade de usuários nos ônibus e contribuir para melhor mobilidade urbana.

Em um encontro de mais de duas horas, os parlamentares também abordaram a necessidade de uma política por parte do Governo Federal para custear a gratuidade de idosos e a desoneração da folha de pagamento.

“Fizemos uma explanação com os cenários do transporte coletivo mundial, estadual e municipal, que mostraram o aumento significativo do subsídio ao setor a partir da pandemia, em todo o mundo. Mostramos os projetos que estão em tramitação para subsídio do setor, como o pagamento da gratuidade para os idosos, a manutenção da desoneração da folha e pedimos apoio dos vereadores, junto às suas bancadas no Congresso, para que esses projetos sejam aprovados”, resumiu o presidente da Urbs, Maia Neto, em nota para a imprensa.

Para Neto, o subsídio aumentou em todas as principais cidades em razão da pandemia, quando o número de passageiros caiu de maneira expressiva, reforçando que o apoio da União é necessário para manter a saúde do transporte.

“Não somos, de maneira nenhuma, contra a gratuidade. Mas essa conta é paga pelos municípios, que arcam sozinhos com o subsídio para o setor. Somente esse ano, o subsídio federal à gratuidade pode significar, para Curitiba, de R$ 60 milhões a R$ 70 milhões”, concluiu.

A Tarifa-Zero é um projeto para conceder gratuidade para todos os passageiros de Curitiba, independente de classificação de renda, social ou outro fator, com o presidente da Urbs estimando um valor superior a R$ 1 bilhão anual, algo atualmente impossível de ser arcado exclusivamente pela Prefeitura.

Para o novo contrato de 2025 que já está com estudos em andamento, haverá um foco maior na sustentabilidade, na racionalização do sistema e ainda na redução dos custos operacionais, além de uma tarifa menor para os passageiros.

Willian Moreira, para o Diário do Transporte

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