VÍDEO: Tarifa zero aumentaria demanda de passageiros nos ônibus em 15% no horário de pico e de 25% no entrepico, diz Ricardo Nunes em reunião da FNP
Publicado em: 15 de dezembro de 2022
Prefeito defende mudança na lei do Vale-Transporte
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
A não cobrança de tarifa para todos os passageiros nos ônibus municipais da capital paulista faria a quantidade de usuários em, no mínimo, 15% no horário de pico e em 25% no entrepico.
Esta é uma das conclusões da SPTrans (São Paulo Transporte) sobre o assunto, segundo o prefeito Ricardo Nunes em reunião com a FNP (Frente Nacional de Prefeitos) que ocorreu nesta quinta-feira, 15 de dezembro de 2022, na capital paulista e teve a participação de prefeitos de diversas partes do País.
Um estudo mais aprofundado sobre o tema está sendo concluído para a SPTrans, mas o dado já é uma conclusão preliminar a respeito da logística necessária para o passe-livre.
“O que a gente já tem é que na cidade de São Paulo nós teríamos um aumento do número de passageiros em 15% no horário de pico e de 25% no entrepico, principalmente no horário do almoço”, disse Nunes, de acordo com nota da própria prefeitura.
Por isso, segundo o prefeito, seria necessário reestruturar a malha do sistema de ônibus paulistanos, com mais terminais, mais coletivos e uma nova rede de linhas.
“Vai ser necessário reestruturar o sistema, aumentar a capacidade dos nossos terminais, a capacidade de nossos corredores, ampliação do número de ônibus. Não adianta a gente fazer o transporte gratuito e piorar o nosso transporte. Se for implantar o transporte gratuito, tem de manter a qualidade ou melhorar a qualidade do transporte. Tem toda uma questão de logística”
Sobre como encontrar dinheiro para o “tarifa zero”, que em São Paulo custaria atualmente entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões por ano, o prefeito disse que um dos caminhos seria fazer com que houvesse mudanças na política do vale-transporte custeado pelos empregadores para os funcionários.
“Pode ser uma mudança do sistema da contribuição do empregador com relação ao vale-transporte. O empregador tem a obrigação de pagar o vale-transporte e você pode direcionar isso com uma mudança na legislação federal”, explicou. “Eu acho que é possível avançar. Acho que é possível a gente poder tratar desse assunto com mais intensidade, fazer alterações na legislação e com isso a gente poder tratar da questão do transporte coletivo gratuito como uma política pública importante. Tenho certeza absoluta que quando a gente apresentar uma proposta e mostrar os benefícios que isso traz para sociedade com relação ao fomento da economia, geração de empregos, respeito ao meio ambiente, diminuição do transporte individual e incentivo ao transporte coletivo a gente vai ter o apoio dos governos federal e estadual” – comentou após o encontro.
Ricardo Nunes é vice-presidente da FNP.
O prefeito de São Paulo lembrou ainda que em 51 cidades brasileiras que tiveram tarifa zero, houve benefícios à economia local.
“As cidades apresentaram dados muito importantes com a relação ao aquecimento da economia. Com o aquecimento da economia você tem, evidentemente, a redução do desemprego com a geração de empregos”
VEJA O VÍDEO:
E OS PROBLEMAS MAIS CONCRETOS DOS TRANSPORTES DE SÃO PAULO?
Ainda há dúvidas se é intuito mesmo do prefeito Ricardo Nunes é debater a gratuidade irrestrita para os mais de sete milhões de passageiros por dia nos mais de 13 mil ônibus da cidade ou se a proposta foi lançada como uma cortina de fumaça para desviar do foco problemas relacionados a área de transportes na capital paulista, como:
– As indefinições geradas pela circular emitida pela SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema de ônibus, que proibiu repentinamente o acréscimo de ônibus 0 km a diesel mesmo sem haver uma lei ou uma previsão nos contratos desta proibição. Os contratos com as empresas de ônibus e a Lei de Mudanças Climáticas estipulam reduções de poluição, mas não proíbem nenhum tipo de modelo de ônibus. Há mais de 400 ônibus a diesel 0 km de que já foram comprados;
– O atraso na reorganização das linhas, que depois da pandemia foi prometida para começar em setembro de 2022, e que poderia reduzir os custos do sistema de transportes;
– Ainda não foi implantado integralmente o SMGO, que é o novo sistema que monitora os ônibus e ajuda a melhorar o planejamento das linhas;
– Muitas empresas de ônibus que surgiram de cooperativas estão na mira da Polícia Civil que diz ter elementos que comprovem a forte atuação da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em diversas viações que tiveram origem em cooperativas. Vários homicídios e lavagem de dinheiro do tráfico de drogas teriam relação com estas empresas e seus diretores
Nunes diz que o intuito é tornar o transporte mais acessível e estimular o uso do transporte público, fomentando, inclusive, a economia local. Um novo estudo foi encomendado e deve ser entregue até fevereiro de 2023.
A tarifa zero parece estar ainda bem longe da realidade dos transportes paulistanos.
A discussão mesmo é como manter o atual sistema de ônibus na capital paulista.
E nesse quesito, a SPTrans (São Paulo Transporte) e o Executivo Municipal trabalham com números bem diferentes para subsidiar a operação das cerca de 1,3 mil linhas municipais atendidas por 13 mil ônibus que transportam diariamente sete milhões de usuário, em média, considerando ida e volta.
Enquanto a gestão Ricardo Nunes propõe para o Orçamento de 2023, R$ 3,7 bilhões de subsídios às operações de ônibus, a SPTrans, gerenciadora dos transportes municipais, pede R$ 7,4 bilhões.
Os valores foram apresentados em 16 de novembro de 2022, pelo diretor de Administração de Infraestrutura da SPTrans (São Paulo Transporte S/A), Anderson Clayton Maia, em audiência pública sobre o Orçamento na Câmara Municipal de São Paulo.
“Encaminhamos a proposta de R$ 7,4 bilhões para o próximo ano e a Prefeitura propõe R$ 3,7 bilhões. Assim, teremos a necessidade de suplementação no valor de R$ 3,7 bilhões para 2023”, disse o técnico.
Segundo Anderson Clayton Maia, todo o sistema de ônibus em São Paulo no ano que vem vai custar R$ 12 bilhões. Deste total, cerca de R$ 5 bilhões devem ser arrecadados pelas catracas e seriam necessários em torno de R$ 7 bilhões para cobrir tudo.
O valor é maior que os R$ 10 bilhões anunciados pelo prefeito Ricardo Nunes.
Ainda de acordo com o técnico, neste ano de 2022, o sistema consumiu R$ 4,6 bilhões de subsídios até o início de novembro.
SPTRANS DIZ QUE SÃO PROJEÇÕES:
Em nota, a SPTrans informou ao Diário do Transporte que os valores apresentados são projeções de custos e subsídios e negou que haja divergência entre o valor de R$ 7,4 bilhões apresentado e os R$ 3,4 bilhões que estão na proposta de Orçamento pela prefeitura.
A SPTrans esclarece que durante audiência pública do orçamento realizada nesta quarta-feira (16/11), técnicos apresentaram projeções de custos e subsídios ao sistema de transporte público municipal. Não há qualquer divergência. Tampouco o técnico falou sobre tarifa zero. Em nenhum momento este tema foi objeto de sua fala durante toda a audiência. Em relação à possibilidade de tarifa zero trata-se de estudo solicitado pela Prefeitura, como já explicado anteriormente.
Relembre toda a matéria, inclusive com o áudio do técnico da SPTrans neste link:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



CONSEQUENTEMENTE virão (viajarão) os nóias, e zumbis passearem de graça, assaltar as pessoas de bem, levar seus bens por atacado…….ninguém pensou nisso??
Ninguém menciona o lado ruim dessa tarifa zero:
Moradores de rua e, principalmente, os nóias da crackolândia podem começar a passear nos ônibus.
Imaginem a sujeira e o fedor que haverá nesses ônibus.
Além disso, também poderá ficar insuportável o comércio ambulante dentro dos veículos.
Ou acham que os motoristas se darão ao trabalho de barrar eles?
Eu prefiro continuar pagando, porque de graça será mais caro.
Verdade absoluta, usam dados de cidades pequenas e com economia sólida para usar a favor desse argumento . Além do fato de que nenhum desses defensores da tarifa zero usarem de fato transporte público e conviver com os aborrecimentos.
Como todos sabemos está é uma proposta eleitoreira , imagina o transporte já lotados irá piorar com a tarifa zero sobrecarregando motoristas e cobradores e principalmente os munícipes dividindo espaço com pessoas desocupadas que usarão o benefício sem propósito. Sr prefeito use o nosso imposto para o que realmente e importante.
Cobradores a essa altura do campeonato estarão desempregados e isso é só mais um de tantos outros problemas já citados.
Prefeito ruim com idéias, qualquer coisa que veem de graça de um lado é paga por outro.
Além de exigir uma maior fiscalização( o que implicaria que a prefeitura teria que pagar tanto pelo transporte quanto pela seguraça dos usuários)
Se o sistema nos cobra um absurdo pelo serviço meia boca apresentado e mesmo assim não é autosustentável, que “imposto pretendem criar ou aumentar para fingir que teremos transporte gratuito?
Em suma o trabalhador irá pagar por aqueles que não recebem remuneração, vc não paga a tarifa direta de transporte, mas vai pagar o triplo em algum imposto aleatório que o governo inventar.
Entenda nada é de graça, algum otário vai ter que pagar; e esses otários somos nós trabalhadores.
Prefeito ruim, ideias ruins. Melhor ficar de boca fechada! Bruno covas foi péssimo e deixou a sua herança péssima!
Porque tarifa Zero ?
Porque não se diminui o valor da passagens ?