Parte das tentativas de associar nomes de patrocinadores às estações está sendo sem sucesso
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
Fracassaram mais duas tentativas do Metrô de São Paulo de conceder o direito de uso dos nomes de estações associados à marca de um patrocinador, prática conhecida como “naming rigths”.
Desta vez, o Metrô ofereceu os nomes das estações Vergueiro e Praça da Árvore, ambas da linha 1-Azul (Jabaquara/Tucuruvi), que liga o Norte ao Sul da capital paulista passando pelo centro. (veja ao fim da reportagem as atas de ambas, na íntegra)
Na sessão de quinta-feira, 03 de novembro de 2022, referente à estação Vergueiro, ninguém se interessou.
A sessão para apresentação da proposta para a estação Praça da Árvore ocorreu nesta sexta-feira, 04 de novembro de 2022.
Apenas a empresa DSM – Digital Sports Multimedia Ltda apresentou proposta de remuneração mensal mínima de R$ 40 mil ao Metrô. Após tratativas com a Companhia do Metrô, a empresa, que participou de licitações para outras estações, elevou a oferta para R$ 60 mil.
Entretanto, o valor foi recusado porque, mesmo com o aumento, o Metrô não considerou a oferta satisfatória.
Uma parte das licitações para associar marcas de patrocinadores aos nomes de estações não está dando certo.
Em 24 de setembro de 2022, a Companhia fracassou na licitação para concessão de “naming rights” do nome das estações Santana e Brigadeiro, respectivamente das linhas 1-Azul e 2-Verde.
Relembre:
O processo de concessão de naming rights começou em maio de 2021, por seis estações da companhia, dentre elas a estação Consolação. Estavam ainda: Saúde da Linha 1-Azul, Brigadeiro da Linha 2-Verde e Penha, Carrão e Anhangabaú da Linha 3-Vermelha.
Relembre:
Até o momento, apenas três estações tiveram seus nomes concedidos à exploração de marcas da iniciativa privada: Carrão, que assumiu o nome da rede atacadista Assaí, Saúde, pela rede de farmácias Ultrafarma e Penha, recebendo o nome das Lojas Besni.
Os contratos assinados têm os valores mensais de R$ 168 mil (Carrão), R$ 71,9 mil (Saúde) e R$ 105 mil (Penha) como pagamento pelo uso da marca.
Na época do lançamento, o Metrô divulgou que para adotar essa iniciativa encomendaria um estudo de viabilidade que mostrava o potencial da marca da Companhia e de suas estações, por onde chegam a passar 4 milhões de pessoas diariamente (números de antes da pandemia).
A premissa do projeto era a manutenção do nome da estação, agregando o nome da marca ou produto como um sobrenome, sem comprometer a identificação do serviço.
O Metrô se espelha em mais de 10 sistema de metrô da América do Norte, Europa e Ásia onde já é feita a utilização dos chamados “naming rights”.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
