Metrô lança novas licitações de naming rights (direito de uso) das estações Vergueiro e Praça da Árvore
Publicado em: 1 de outubro de 2022
Estatal não tem conseguido sucesso na maioria dos certames para uso comercial de marcas
ALEXANDRE PELEGI
A Companhia do Metrô de São Paulo abriu nova licitação para concessão onerosa do direito de nomeação parcial “naming rights” (direito de uso) de duas de suas estações.
Conforme aviso publicado neste sábado, 1º de outubro de 2022, as duas novas estações cujos nomes terão seus direitos de uso leiloados serão a da Vergueiro e a da Praça da Árvore, ambas da Linha 1-Azul, a mais antiga do sistema metroviário.
As seções para apresentação de documentos e propostas para as duas estações estão marcadas para dias diferentes. A estação Vergueiro será no dia 03 de novembro, e a Praça da Árvore no dia seguinte, 04 de novembro.
O Metrô tem encontrado dificuldade em realizar estes leilões para concessão de uso.
Recentemente a Companhia fracassou na licitação para concessão de naming rights do nome das estações Santana e Brigadeiro, respectivamente das linhas 1-Azul e 2-Verde.

O processo de concessão de naming rights começou em maio de 2021, por seis estações da companhia, dentre elas a estação Consolação. Estavam ainda: Saúde da Linha 1-Azul, Brigadeiro da Linha 2-Verde e Penha, Carrão e Anhangabaú da Linha 3-Vermelha.
Até o momento, apenas três estações tiveram seus nomes concedidos à exploração de marcas da iniciativa privada: Carrão, que assumiu o nome da rede atacadista Assaí, Saúde, pela rede de farmácias Ultrafarma e Penha, recebendo o nome das Lojas Besni.
Os contratos assinados têm os valores mensais de R$ 168 mil (Carrão), R$ 71,9 mil (Saúde) e R$ 105 mil (Penha) como pagamento pelo uso da marca.
Na época do lançamento, o Metrô divulgou que para adotar essa iniciativa encomendaria um estudo de viabilidade que mostrava o potencial da marca da Companhia e de suas estações, por onde chegam a passar 4 milhões de pessoas diariamente (números de antes da pandemia).
A premissa do projeto era a manutenção do nome da estação, agregando o nome da marca ou produto como um sobrenome, sem comprometer a identificação do serviço.
O Metrô se espelha em mais de 10 sistema de metrô da América do Norte, Europa e Ásia onde já é feita a utilização dos chamados “naming rights”.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



É uma importante fonte de receita , a uma média de 120 mil reais por mês, somente as estações ananhagabau, consolação , Santana , brigadeiro tem potencial de 480 mil reais por mês, ano quase 6 milhões, em 10 anos 60 milhões em 20 anos seriam incríveis 120 milhões que poderiam ser utilizados para melhorias e modernização das estações e trens , sistemas de comunicação, segurança , etc…