Ministério Público de São Paulo passa a investigar falhas em acabamento de plataformas de estações de monotrilho (linha 15-Prata)

Passageiros relataram e Diário do Transporte constatou que extremidades dos locais de paradas dos trens estão incompletas

ADAMO BAZANI

O Ministério Público de São Paulo passou a investigar também as falhas no acabamento das extremidades das plataformas de ao menos quatro estações da linha 15-Prata de monotrilho: São Mateus, Vila União, Sapopemba e Fazenda da Juta.

Como mostrou o Diário do Transporte, em primeira mão nesta quarta-feira, 28 de setembro de 2022, o concreto inacabado é facilmente percebido por quem espera os trens, causando preocupação entre os passageiros.

A reportagem recebeu o contato de usuários e constatou que as pontas das plataformas apresentavam falhas, não estando alinhadas com o restante das estruturas.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/09/28/falhas-em-concreto-de-plataformas-do-monotrilho-da-linha-15-prata-preocupam-passageiros/

O promotor Silvio Marques, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, quer saber de que são as responsabilidades pelas plataformas estarem com o acabamento incompleto, os custos para terminar o serviço e se o fato de estas plataformas estarem há quase três anos nesta situação desde quando foram inauguradas acarreta ou não algum problema para a estrutura.

As apurações foram incluídas no inquérito que investiga o estouro de uma roda de um trem do monotrilho que deixou a linha 15-Prata sem operar por 100 dias no início de 2020.

O MP verifica se os indícios de falhas nas vigas contribuíram para o estouro, que chegou a lançar para a Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Mello uma parte grande e pesada do interior da roda chamada run flat.

Nesta semana, já tinha sido incluída no mesmo inquérito a queda de um pedaço da viga do monotrilho entre as estações Oratório e São Lucas na ciclovia da Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Mello, que ocorreu na noite de 22 de setembro de 2022.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/09/27/ministerio-publico-protocola-questionamentos-ao-metro-e-ao-consorcio-cmel-sobre-queda-de-pedaco-de-viga-de-monotrilho/

Sobre a situação das plataformas, em resposta ao Diário do Transporte, o Metrô alegou que “são pendências de acabamento superficiais (não estruturais), que não interferem na circulação de trens e segurança na operação do trecho São Mateus – Jardim Colonial. Está prevista a conclusão desses acabamentos por parte do consórcio CEML.”

Também em resposta ao Diário do Transporte, o CEML (Consórcio Expresso Monotrilho Leste) afirmou que os serviços não são de sua responsabilidade.

O Consórcio Expresso Monotrilho Leste – CEML informa que as estações da Linha 15 – Prata não integram o escopo do seu contrato firmado com o Metrô de São Paulo e que, devido a isto, não pode prestar maiores esclarecimentos.

Extremidade de uma das plataformas da Estação São Mateus

Estação Vila União

Estação Sapopemba sentido Vila Prudente

Estação Sapopemba sentido Jardim Colonial

Estação São Mateus sentido Jardim Colonial

Estação São Mateus

Estação São Mateus

Estação São Mateus

Estação São Mateus

Estação Fazenda da Juta sentido Jardim Colonial

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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