Governo de São Paulo anuncia retomada de tatuzão na linha 6-Laranja de metrô
Publicado em: 31 de agosto de 2022
Desde fevereiro, equipamentos estão parados por causa de rompimento de rede de esgoto nas obras
ADAMO BAZANI
O Governo do Estado de São Paulo anuncia nesta quarta-feira, 31 de agosto de 2022, a retomada das operações da tuneladora, conhecida como “Tatuzão”, das obras da linha 6-Laranja de Metrô, que vai ligar a Vila Brasilândia, na zona Noroeste da capital paulista, à estação São Joaquim, na região central.
São dois equipamentos, mas o primeiro que voltará a funcionar é o o que vai perfurar o túnel no sentido sul, em direção à estação Santa Marina.
Já o outro equipamento, que vai seguir para o lado norte da linha, deve operar em novembro deste ano.
Os tatuzões estão parados desde 1º de fevereiro de 2022, quando ocorreu o rompimento de uma tubulação de esgoto no canteiro de obras na região da Ponte do Piqueri, na Marginal Tietê.
Ambas tuneladoras foram danificadas.
Mesmo com o acidente e os danos nos tatuzões, o Governo mantém a promessa de entrega da linha até 2025.
Durante visita às obras em 21 de julho de 2022, o governador Rodrigo Garcia já havia prometido a retomada de um dos tatuzões para o fim de agosto, como mostrou o Diário do Transporte.
Relembre:
Nesta quarta-feira (31), Garcia deve voltar aos canteiros de obras na Freguesia do Ó.
DADOS DA LINHA:
LINHA 6 – LARANJA:
Retomada das obras: 06 de outubro de 2020
Previsão de entrega total: outubro de 2025
Construção e operação em PPP – Parceira Público Privada: Concessionária “Linha Universidade Participações S.A.”, liderada pelo grupo espanhol Acciona
Antigo Consórcio: Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC.
Extensão: 15,3 km de extensão, entre a Vila Brasilândia (zona Noroeste) a Estação São Joaquim (região central)
Valor do empreendimento: R$ 15 bilhões
Frota: 22 trens
Demanda diária: 630 mil passageiros
Estações: Brasilândia, Vila Cardoso, Itaberaba, João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Pompeia, Perdizes, Cardoso de Almeida, Angélica, Pacaembu, Higienópolis-Mackenzie, 14 Bis, Bela Vista e São Joaquim
Prazo de contrato: 19 anos para manutenção e operação.
Integrações: Sistemas de ônibus e linhas 1-Azul do Metrô, 4-Amarela operada pela concessionária ViaQuatro e 7-Rubi e 8-Diamante, ambas da CPTM
No dia 07 de julho de 2020 terminou a última prorrogação do processo do contato de caducidade com o Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC.
O contrato era do Consórcio MOVE São Paulo, responsável pela construção da linha 6 Laranja do Metrô (Vila Brasilândia/São Joaquim).
O MOVE São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, assumiu o contrato de construção em 2015, mas entregou até a paralisação dos serviços, em 02 de setembro de 2016, apenas 15% das obras.
As obras estão paradas desde setembro de 2016 e assim como a atuação da MOVE SP foi controversa, a entrada da Acciona foi marcada por uma novela com ameaça do grupo espanhol não assumir o contrato, contestando valores e condições, tudo isso mesmo depois do anúncio pelo governador João Doria.
O anúncio de que a Acciona assumiria o contrato foi feito em 07 de fevereiro de 2020 pelo governo paulista. Relembre: Linha 6-Laranja do Metrô terá obras retomadas pela Acciona
A linha 6 é uma PPP – Parceria Público Privada prevê a construção, os trens e a operação da linha.
A Acciona, conglomerado espanhol formado por mais de 100 empresas e com sede em Madri, atua no Brasil desde 1996, onde conta com mais de 1500 profissionais em unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco.
Deteve por 10 anos a concessão da chamada Rodovia do Aço (BR-393), além de ter participado das obras do Porto do Açu, no Rio de Janeiro, além de dois lotes do Rodoanel Norte, em São Paulo.
Venceu licitações para a construção de linhas e estações de metrô em São Paulo (SP) e Fortaleza (CE).
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


