Metrô de SP rescinde contrato de 2021 com o Consórcio TSEA – Ferreira Guedes – Adtranz por descumprimento na implantação de sistema de alimentação elétrica da Linha 17-Ouro

Companhia precisou abrir nova licitação após consórcio não retomar atividades; novo certame está paralisado por interposição de recursos

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia do Metrô de São Paulo publicou nesta quinta-feira, 25 de agosto de 2022, a decisão de rescisão unilateral do contrato nº 4004321302, firmado com o Consórcio TSEA – Ferreira Guedes – Adtranz – (Linha 17).

A decisão põe fim a uma longa batalha que teve início após o consórcio, contratado para implantar o sistema de alimentação elétrica do ramal de monotrilho da Linha 17-Ouro, não retomar as atividades.

Antes do consórcio, no entanto, a questão da alimentação elétrica do monotrilho já enfrentava problemas desde a assinatura do contrato em 2017 com o Consórcio Grupo Isolux Corsán-Linha 17-Metrô, que descumpriu o objeto. O Consórcio TSEA – Ferreira Guedes – Adtranz assumiu como segundo colocado na concorrência, mas também não deu continuidade aos trabalhos, levando o Metrô a iniciar processo de rescisão, hoje consumado.

Devido a todos esses contratempos, a Companhia precisou lançar nova licitação para o fornecimento e implantação dos sistemas de alimentação elétrica e auxiliares para o Trecho Washington Luís – Morumbi (Linha 17 Ouro e CPTM).

Como mostrou o Diário do Transporte, o certame, lançado em dezembro de 2021, segue enredado numa série de recursos das empresas participantes, dentre elas o Consórcio Ferreira Guedes-Adtranz, que apresentou em reais a proposta de R$ 541 milhões. Participam do certame ainda a SPE BYD KPE Fullpower Engenharia, com valor de R$ 607 milhões e a MPE, que apresentou o menor valor, de R$ 456 milhões.

Na correção das propostas para oneração, no entanto, a proposta da Ferreira Guedes-Adtranz fico sendo a mais em conta, superando as demais concorrentes.

A sessão pública para recebimento das propostas comerciais aconteceu em abril deste ano, após adiamentos.

Na análise documental, o Metrô decidiu verificar a habilitação apenas das duas mais bem classificadas na proposta de preços – a MPE e a Ferreira Guedes-Adtranz.

No atual estágio, após o Metrô entender problemas para a contratação da MPE (ainda subsiste a sanção de inidoneidade que impediria a participação no certame), a empresa apresentou recurso em junho deste ano, o que está em análise da comissão licitante.

 


O projeto original da Linha 17-Ouro prevê uma extensão comercial de 17,7 quilômetros e 18 estações. Ela fará a ligação do Aeroporto de Congonhas à Estação Jabaquara da Linha 1-Azul, em um sentido, e à Estação São Paulo-Morumbi da Linha 4-Amarela em outro.

O trecho 1 teve as obras iniciadas em 2021. Ele se estende do Pátio Agua Espraiada – Estação Jardim Aeroporto, com enlace em Congonhas, até a Estação Morumbi, da Linha 9 Esmeralda da CPTM.

As 7 estações do Trecho 1 – Congonhas, Jardim Aeroporto, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro e Chucri Zaidan, estão em fase de acabamento e em início a montagem dos sistemas, tais como alimentação elétrica, telecomunicações e auxiliares.

A licitação é justamente para o projeto e implantação dos sistemas de alimentação elétrica.

As obras da estação Morumbi/CPTM foram relicitadas em 2017, e começaram em janeiro de 2018. O Pátio, localizado no Piscinão Água Espraiada, está em fase de conclusão da estrutura do nível inferior e em execução as obras da oficina de manutenção de trens e dos blocos administrativos.

O Trecho 1 fará integração com o Aeroporto de Congonhas (Estação Congonhas), SPTrans (Estação Vereador José Diniz e Chucri Zaidan), Linha 5 – Lilás (Estação Campo Belo) e CPTM (Estação Morumbi). A demanda estimada é de 185.000 passageiros/ dia útil.

Integra o empreendimento a Subestação Primária Bandeirantes do monotrilho (incluída na licitação; Ciclovia em toda a extensão do trecho operacional; e frota de 14 trens (Trecho Prioritário).

CONCESSÃO

Em abril de 2018 o Metrô de SP assinou o contrato de Concessão das Linhas 5 e 17 com o Consórcio Via Mobilidade, composto pelas empresas: CCR S.A (líder) e RuasInvest Participações S.A.

O contrato tem validade pelos próximos 20 anos, e contempla investimentos de mais de R$ 3 bilhões em manutenção, conservação, melhorias, requalificação, adequação e expansão das linhas ao longo do contrato.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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