Metrô lança novas licitações de naming rights (direito de uso) das estações Brigadeiro e Santana

Estação Brigadeiro se localiza na icônica avenida Paulista, símbolo da cidade de São Paulo. Reprodução Google Maps

Certames recentes para as duas estações não tiveram sucesso

ALEXANDRE PELEGI

Após não obter sucesso nas recentes licitações para concessão de uso comercial das marcas (naming rights) das estações Brigadeiro (Linha 2-Verde), e Santana (Linha 1-Azul), a Companhia do Metrô de São Paulo lançou novamente dois certames diferentes para nova tentativa.

Publicadas na edição desta sexta-feira (19 de agosto de 2022) do Diário Oficial do Estado, os avisos de licitação trazem datas diferentes para os dois certames. Para a concessão do naming rights da estação Brigadeiro a Sessão Pública de Recebimento e Abertura foi marcada para o dia 21 de setembro de 2022, às 10:00h.

Já para a estação Santana, a Sessão Pública de Recebimento e Abertura ficou marcada para o dia 23 de setembro de 2022, também às 10:00h.

No caso da estação Brigadeiro, esta será a terceira tentativa. Na mais recente, realizada nessa segunda-feira (15), apenas uma proposta foi apresentada, pela empresa DSM Digital Sports Multimedia Ltda que é a mesma vencedora das estações já concedidas.

Foi efetuada a proposta de uma remuneração em R$ 40 mil mensais, o que foi recusado. Uma contraproposta no valor de R$ 130 mil foi feita, mas o Metrô também não aceitou e portanto, o processo terminou sem um vencedor.

Na semana passada houve a licitação da estação Santana da Linha 1-Azul. Na ocasião a DSM Digital ofertou R$ 40 mil mensais pela remuneração, o que também não foi aceito pela companhia.

Em discussões da negociação, foi ofertado então o valor de R$ 110 mil por mês, mas o Metrô rejeitou também, com a concorrência terminando desta forma, sem um vencedor.

O processo de concessão de naming rights começou em maio de 2021, por seis estações da companhia, dentre elas a estação Consolação. Estavam ainda: Saúde da Linha 1-Azul, Brigadeiro da Linha 2-Verde e Penha, Carrão e Anhangabaú da Linha 3-Vermelha.

Até o momento, apenas três estações tiveram seus nomes concedidos à exploração de marcas da iniciativa privada: Carrão, que assumiu o nome da rede atacadista Assaí, Saúde, pela rede de farmácias Ultrafarma e Penha, recebendo o nome das Lojas Besni.

Os contratos assinados têm os valores mensais de R$ 168 mil (Carrão), R$ 71,9 mil (Saúde) e R$ 105 mil (Penha) como pagamento pelo uso da marca.

Na época do lançamento, o Metrô divulgou que para adotar essa iniciativa encomendaria um estudo de viabilidade que mostrava o potencial da marca da Companhia e de suas estações, por onde chegam a passar 4 milhões de pessoas diariamente (números de antes da pandemia).

A premissa do projeto era a manutenção do nome da estação, agregando o nome da marca ou produto como um sobrenome, sem comprometer a identificação do serviço.

O Metrô se espelha em mais de 10 sistema de metrô da América do Norte, Europa e Ásia onde já é feita a utilização dos chamados “naming rights”.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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