Emplacamentos de ônibus acumulam queda de 1,31% no primeiro semestre de 2022, diz Fenabrave
Publicado em: 5 de julho de 2022
Crise de falta de peças e componentes está criando um “falso negativo” nos números
ADAMO BAZANI
Os emplacamentos de ônibus no Brasil acumularam queda no primeiro semestre de 2022 de 1,31% em relação aos seis primeiros meses de 2021.
Foram registrados no mercado nacional, 9.188 ônibus ante 9.310 no mesmo período do ano passado.
Os dados fazem parte da divulgação da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) realizada nesta terça-feira, 05 de julho de 2022.
Entre maio (1.792 ônibus) e junho (1.731 ônibus) deste ano, a queda foi de 3,4%.
Já na comparação ente junho de 2022 (1.731 ônibus) e junho de 2021 (1.765 ônibus), a queda foi de 1,93%.
MARCAS:
No acumulado do ano, a Mercedes-Benz lidera com 56,38% do mercado de ônibus no Brasil, tendo 5.180 coletivos emplacados entre janeiro e junho de 2022.
Em segundo lugar, aparece a Volkswagen/MAN, com 1858 ônibus e 20,22% de mercado.
A Marcopolo, por causa dos micros e mini-ônibus Volare, que são vendidos montados, aparece em terceiro lugar, com 17,91% de mercado pelos seus 1646 coletivos emplacados.
1º M.BENZ – 5.180 unidades – 56,38% de participação no mercado
2º VW/MAN – 1.858 unidades – 20,22% de participação no mercado
3º MARCOPOLO – 1.646 unidades – 17,91% de participação no mercado
4º VOLVO – 219 unidades – 2,38% de participação no mercado
5º IVECO – 182 unidades – 1,98% de participação no mercado
6º SCANIA – 89 unidades – 0,97% de participação no mercado
7º AGRALE – 9 unidades – 0,10% de participação no mercado
8º BYD -2 unidades – 0,02% de participação no mercado
FALSO NEGATIVO:
A queda dos números de emplacamentos pode não refletir a realidade do mercado de ônibus.
E a responsável por isso tem sido a crise da falta de componentes e peças que tem atrasado as entregas e, consequentemente, os emplacamentos.
Quem explicou em entrevista ao Diário do Transporte foi o diretor de Vendas e Marketing Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Walter Barbosa, empresa que detém mais de 50% do mercado de ônibus no País.
“A cadeia logística sofreu um colapso tão grande que as entregas estão atrasadas. Ou seja, as vendas acontecem, mas os emplacamentos não estão acontecendo. Há um descompasso total entre o número que você analisa com base em emplacamento versus o que está acontecendo na prática” – disse Walter Barbosa
Relembre a entrevista completa:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


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